Quando vão dar um bêjo nos beiços e um abraço ao(à) vosso(a) gajo(a), botais-lhes às mãos ao piscoço ou circundais-lhes a cintura?
quinta-feira, 25 de junho de 2015
quarta-feira, 24 de junho de 2015
#precisodeférias
Estava a arranjar-me. Pentear o cabelo. Bolsa da maquilhagem ao lado, tudo a postos. Largo a escova, procuro os ganchos que guardo sempre no mesmo sítio. Pego numa mecha de cabelo e apanho-a com um dos ganchos. Uso sempre dois. Procuro o outro. E procuro. Não está no sítio do costume. Nem em cima da pedra do lavatório. Procuro no chão. No tapete da casa de banho. Mas não ouvi cair nada. Será que não tenho os dois aqui? No sábado usei só um. No domingo não usei. Mas ontem pus os dois. E jurava que os tinha visto aos dois. Levanto a bolsa de maquilhagem, nada. Tiro tudo o que está dentro da bolsa de maquilhagem, nada. Passo as mãos pela pedra para ter a certeza que não são os olhos a falharem. Olho outra vez para o chão. Caraças, tenho a certeza que vi os dois! Páro. Penso. Volto a ver no sítio do costume, um tareco com um espelho como fundo. Por baixo. Por baixo do cesto com os produtos de "beleza". Na pedra. No chão. No tapete. Começo a bufar. Ponho as mãos ao cabelo. Olha, lá está ele, entrelaçado no outro.
#completamentequeimadinha
terça-feira, 23 de junho de 2015
Hora sagrada
Hora do café, hora do almoço, hora de fechar o estaminé.
Geralmente dou-me ao luxo de ter 15 minutos sentada com o meu livro e uma chávena de café à frente antes de entrar para o trabalho. Passaram 5 minutos e já fui abordada duas vezes. Falta o escritor ordinário.
Ao almoço. Oh Dra., eu já vou lá à farmácia mas há alguma coisa aqui para o corte mínimo que tenho no dedo mindinho e que parece uma picada de um alfinete?
Hora do fecho. O senhor chega 5 minutos antes da porta fechar. Ah ainda bem que é a Dra., queria mesmo perguntar-lhe uma coisa porque gosto das suas respostas. Passam 5 minutos da hora do fecho. Pois, se calhar estou a roubar-lhe tempo, não é? Nem vale a pena dizer que este faz sempre, SEMPRE, a mesma coisa. Dizem as más línguas que ele olha para o relógio antes de entrar para ter a certeza que vem em cima da hora.
Se eu usasse aquilo dos cristais zen, pelo menos podia tentar apurar a pontaria e acertar-lhes no meio da testa.
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Há que mudar de género!
Não descobri quem era o assassino mas estava ainda na página 39 e mandei mensagem ao homem a dizer Mana mais nova é afinal filha da mana mais velha e não da mãe quarentona.
Chefa dá pelo livro que eu estava a ler, diz ser fixe, faço-lhe a mesma observação e diz-me ela Olha que se calhar não.
Página 328. Filha mais nova é afinal filha da mais velha e não da mãe quarentona.
Preciso mudar de estilo de livro. Ou de séries. Aos 15 minutos, num destes dias, acertei logo na assassina.
Ou vai daí e começo a escrever policiais...
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Maturidade
Aqui há atrasado, tinha eu uns doces 14 anos, fui ao cinema com um bando de amigos. Não me lembro ao certo por que escolhemos aquele filme. Talvez tenhamos chegado todos tarde e só houvesse aquela sessão em breve. Lembro-me de dizerem, como que a justificar que não poderia ser
mau, que tinha nomeação para Óscar para melhor realizador. A Barreira Invisível. Primeira e única vez que saí a meio de um filme, ainda que tivesse o incentivo extra de ter o ex-namorado-em-versão-garota ao lado para lá ficar. Não tinha idade para ver aquele filme. O que é certo é que me marcou tanto que nunca mais passei os olhos por ele.
O filme desta semana tinha cerca de 2h. Nunca me senti tão desesperada para ver uma tela escura com os créditos a passarem. Nunca ouvi tanta gente a sair de uma sessão. A história era vulgar, como tantas outras. A realização era... Diferente. A primeira cena durou, não vou exagerar e perceberão isso depois, talvez 5 minutos. Uma mulher a escovar o cabelo, sentada na cama enquanto os filhos dormiam. Cena completamente muda, entrecortada apenas pelo ressonar de uma das crianças. Estas cenas foram recorrentes. Esquece-se ali a câmara, no passa nada de real acção, só os diferentes estados de emotivos da(s) personagem(ns), e assim se passam minutos. Tirando a última cena, que não sabia ser o desejado início do fim, ressalvo apenas o take que, pelo brilhantismo da ideia, só posso equiparar ao brilhantismo da cena dos espelhos e dos gémeos na série The Following. E então... Então, mais um plano que já sei ser para durar. Começo a contar. Quando estou a 20 de atingir os 300, penso para comigo que 5 minutos daquilo devem chegar. Contei até 664. Depois mais 60. Depois desisti. Foram 20 minutos a olhar para eles. Para muitos, A cena. "A". Para mim? Contei os segundos!! Falas? Uns 5-10 minutos.
Percebi a história, percebi o retrato da sociedade, o drama da personagem principal. A realização cativa ao início, prende pela dureza do que representa, pela insistência do que mostra. Mas...
Apesar da realização conceptual/de vanguarda/intelectual e inteligente, resisti ao profundo apelo do meu corpo para sair da sala. Porque tinha idade para ver, para perceber e para dizer que ainda sou a miúda que paga para ir ver Mundo Jurássico.
terça-feira, 16 de junho de 2015
Eu também escrevo sobre GoT
Ah, que horror, a tragédia, uma moça violada pelo marido. Ontem vi uma nua a percorrer uma estrada durante uns belos minutos.
Ah, que horror, a tragédia, queixas, uma ruiva a ser pretensamente violada por trás. Ontem vi uma criança a esfaquear primeiro um olho, depois outro, depois o peito/barriga, depois as costas e por fim a degolar um tipo.
Ah, que horror, a tragédia, queixas, "nunca mais vejo aquilo", um adivinhar-se uma relação sexual nada consentida. Já vi uma miúda ser queimada viva e uma velha ser esfolada.
Ah, que horror, a tragédia, queixas, "nunca mais vejo aquilo", machistas!, uma moça dobrada de saias levantadas e um tipo a investir contra ela. Do incesto dos manos em frente ao caixão do filho, nada. Ainda não ouvi falar daquilo da grávida morta.
Ah, que horror, nhénhénhé, tripas, suor e sangue, um tipo esfaqueado por N gajos, uns lembram-se do imperador, eu fico-me pelo Expresso do Oriente.
O que interessa saber é: quem é que me empresta os livros que só apanhei aquilo na terceira temporada, diz que já houve muita pinada e ainda não percebo nada de quem é primo de quem?
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Fui à feira do livro no seu último dia
E voltei para casa carregada com 8 livros pelo preço de 6, marcadores e postais oferecidos, meia dúzia de farturas, uma grande vontade de beber um copázio de gin no conforto do lar e muita muita pena de não ser rica para trazer uma camioneta de livros porque quando gosto e começo não consigo parar.
Dúvida premente e existencial que começa a afligir-me o estômago
Aqualand ou Slide&Splash??
Sim, sou uma criança.
sexta-feira, 12 de junho de 2015
segunda-feira, 8 de junho de 2015
A desilusão, a esperança, a apoteose.
Sentado ao meu lado, e perante a minha cara de desilusão, ele lá me disse:
Tem calma, ela rasga-lhe a t-shirt.
Muito melhor.
Tenho dúvidas que os aplausos se devam à performance...
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Estou aqui numa pilha
Diz que, às vezes, algumas ainda num ano, não uso a bata oficial. Ora porque não secou, ora porque nem a lavei, ora porque simplesmente não me apeteceu passá-la a ferro.
Diz que assim que as crocs pretas e modestas se foram, em trabalho senhores!!!, passei a usar umas vermelhas. Pior, agora ando montada numa sandalinha ridícula de velha, ortopédica mesmo, em que ainda assim os dedinhos e as unhas vermelhas espreitam. Um desrespeito para a imagem do tasco.
Diz que, de quando em vez, até nem vou aos jantares de que a chefia me fala.
Dado o precedente, por justa causa, um dia destes ainda me vou...
quinta-feira, 4 de junho de 2015
Aos outros da Segunda Circular
Acarditem que cá estou e estarei para vos fazer lembrar de todas as piadolas catitas ditas à conta daquele treinador, agora em queda meteorítica, que consta vai ser o vosso. Alegadamente por três loooooongos anos. Tramado, não é?
Parece que está na altura de mudar ali a moldura do header. Havendo espaço era um quadro do Jesus pendendo e seguro apenas pelo cachaço pelo Bruno Carvalho que por sua vez pendia preso por um pé graças à força milenar dos maganos angolanos. E claro, muito mitológico mas adaptado, com uma águia a debicar o fígado do acardito. De qualquer forma, aceito sugestões.
quarta-feira, 3 de junho de 2015
As pessoas desgastam-me
É necessária alguma sapiência major para entender a seguinte frase: toma 2 comprimidos 3 vezes por dia? É?
terça-feira, 2 de junho de 2015
Vizinhos
Disponho-me confortavelmente no tapete para fazer os abdominais. À esquerda, um jovem que já lá estava a treinar o six pack; à direita, um moço que sua por todos os poros e que vem da musculação.
São 10 minutos sem parar. Não sei qual é o treino deles. O meu é muito esporádico. Contudo, tenho aulas em que os abdominais são dos músculos a arder. Eles, os homens, têm a mania de ir para ali fazer peito e esquecem-se dos alfinetes e do resto.
Então, aquilo começa. Não vou dizer que era fácil. Vou dizer que eram as variantes a que estou acostumada nas minhas aulas. E não parei. À minha velocidade. Ao meu ritmo. Não parei. Já os maganos... Diacho. Só não parei para rir porque rir, naquele momento específico, só exercita mais os abdominais. Então, o tronco subia e ouvia, à direita, fuuu, à esquerda, fuuu, à direita, fuuu, à esquerda, fuuu, à direita, fuuu, à esquerda, fuuu, à direita, fuuu, à esquerda, fuuu. Quando se desencontravam, era fuuu fuuu, fuuu fuuu, fuuu fuuu. Tipo gatos a assanhar. Ou cobras a preparar o ataque. Durante 10 minutos. A marcar passo. E eu a pensar que, não tardava, era coisa para as veias do pescoço daqueles tipos saltarem disparadas tipo mangueira rebelde.
Há gente muito intensa em tudo o que faz.
segunda-feira, 1 de junho de 2015
To be or not to be
Dou-me a ares de cabra má mas sou um doce. Ando aqui já numa neura porque daqui a 15 dias diz que tenho que dar nota à moça que arrasta os pés.
Se por um lado não quero lixar ninguém, por outro também não me apetece ser mole. Quero ser justa. E vou passar por má. Porque... MEU DEUS!
O homem diz que sou má. A chefa diz que não. O chefe diz que não. O BFF diz que não. Os utentes dizem que não. Parece que tenho alguma razão. Ruim, ruim, ruim.
Num mercado de trabalho que está tão apinhado, não era suposto os jovens que estão a sair da faculdade quererem brilhar? No meu tempo, isto não era assim...
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