segunda-feira, 23 de março de 2015

Fui à loja do mestre André e comprei um pianinho, plim plim plim, um pianinho.

Deitei-me na sexta às 2h30 da manhã depois de um serão em casa de amigas. Acordei às 7h30 para ir trabalhar. Devo ter adormecido 1h à tarde, no sofá, depois de uma caminhada pelas redondezas d'O Palácio. Pelas 2h da manhã, estava na cama já depois de adormecer no sofá. Fui acordada às 7h30 da manhã de Domingo. Demorei cerca de 1h para voltar a adormecer. Estava na disposição de acordar a meio da tarde, vá, à hora de almoço, pelo menos, porque sei que não consigo dormir tanto. 11h da manhã, pianada. O meu rico vizinho, que tantos sorrisos me dá quando chego a casa moída de um dia de trabalho, resolve presentear-me com uma bela pianada. Coldplay. Já vos disse como detesto Coldplay?

Domingo à noite, 2h30 de filme, meia esticada no sofá, cabeça de lado para ver o Bale armado em bíblico, fico com o pescoço todo enguiçado. Ainda vou à TVI ver aquilo do #dcae e o chumaço volumoso (!!!!!) que puseram no entrepernas do Pedrinho Azul-Primavera e cama à 1h da manhã. Acordo às 6h com um cotovelo do homem nas costas, depois na cara, depois ele a dormir e a tentar manter a posição de patrão sem o cotovelo me tocar, a minha cabeça a latejar, a luminosidade a começar a bater-me nos olhos e eu sem coragem mas com uma vontade imensa de assobiar para espantar o comboiinho que passava ali nas redondezas. Levanto-me, paracetamol de pequeno almoço, ponho um tapa-olhos sexy, nariz entupido, faltam menos de 2h para ter que me levantar, quero dormir bem só este pedacinho, que tenho que voltar à cadeira do carniceiro. Nariz entupido, boca seca, língua já a cortar, pianada. Acordo antes do despertador com pianada. Clássica, mas pianada. Não sei se aquilo reverbera pelas casas todas, se o vizinho tem colunas ligadas àquilo mas era no quarto, era na casa de banho, era na sala. 

Vou arrancar-lhe as cordas do piano e suspendê-lo desde o cimo do prédio, nu, numa noite de chuva e trovoada com uns anéis bem metálicos na pilinha.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Ainda não é desta

Pus o alarme para conseguir marcar a aula. Aula tardia mas daquelas de gaja, de quatro, rabo para o ar, perninhas para cima, mamocas à vista. Diz-me o homem que está a chegar o Virão e que por isso não consegui a minha vaga. A saber, vai num mês e meio que ando a pagar a renda e nem o banho lá vou tomar.

Pensei, Diacho, existem lá máquinas, já fui tão feliz nas máquinas, passadeiras, elípticas e biclas, vou nem que seja aos pesos, apesar da vontade ser nula. Aí o homem diz-me que vai chegar a casa mais cedo, que era boa ideia eu esperá-lo na cama.
If you know what i mean
Too much?

Não é para ser hoje ainda...

Gostava de ser o Eduardo Mãos de Tesoura

Dou por mim a ouvir diariamente uma moça a arrastar os pés quando anda e permanentemente a mexer no cabelo. Que lhe chega ao rabo. Diariamente. Permanentemente.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Vou enriquecer subtilmente

De manhãzinha, ao pôr-do-sol, dias de semana ou fins de semana. 

O meu plano passa por atacar os atletas, nas suas calcinhas de lycra, que se passeiam com ténis de 100€, relógios de quase 200€ e telemóveis de 500€.

Um por dia e deve dar para o gasto.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Posta à prova - contenção de vómito

Aquele cheiro. Aquele cheiro a morto-vivo ou a urina seca entranhada no tecido ou a sebum numa roupa que nunca viu água e detergente. À minha frente a pedir-me paracetamol. Unhas limpas, cabelo lavado. Cheiro absolutamente nauseabundo. Absolutamente.


Aquele sabor. Aquele sabor a vaselina rançosa, petróleo fétido. Aquele sabor absolutamente incomportável que me fez olhar para o relógio de 3 em 3 minutos até fazer 24 minutos do que deveriam ser 30 e que me fez sentir movimentos anormais no esófago do género "Aí vem o jantar ligeiro". Aquele sabor pavoroso que me fez repelir a ideia de voltar a pôr aquela pomada nojenta num buraco de um dente logo a seguir ao pequeno almoço ou a caminho do trabalho porque ia saltar fora. Aquela pomada que serve para conjuntivites e assim, e que devo manter num alvéolo dentário com uma compressa durante 30 minutos, mas que escorre para a língua, duas vezes ao dia.


Já sinto o almoço a subir.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Dúvida premente

Hospital privado XPTO, com tudo, um par de botas, instalações novas e o camandro.


Tendo em conta que nem toda a gente vem directa de casa e do duche asséptico, não era coisa mesmo, de mesmo à séria, em zona de ginecologia, prenhas e pipis ou na zona de gastro, rabos e isso, ou na zona de urologia, pipis e pilas, haver casas de banho com bidés ou coisa semelhante para lavagem prévia das miudezas antes de ir mostrar as tristezas ao sôtor?

Não há seis sem sete

Não sei se preferia aquele inchaço e aquela dor de siso incluso inflamado que durava uma semana ou se prefiro esta dor de buraco vazio que não pode sentir coisas geladas que logo se me dá vontade de arrancar a cara e que já dura há 3 semanas.

terça-feira, 10 de março de 2015

À querida querida MeoTmnRaiosAPartam

Prefiro encher um pé todo de merda a deixar que os meus pontos caduquem. Prefiro encher um pé todo de merda a trocar ainda que seja uma centena de mais de mil pontos e ter que dar menos de 10€ por algo que encontro noutros sítios pelos mesmos 10€ e sem pontos. Amén ao donativos.
Prefiro encher um pé todo de merda a sequer deixar falar um comercial vosso que me aparece no local de trabalho a dizer que por ser farmacêutica da ANF posso usufruir de um plano XPTO convosco lá em casa. 
Prefiro encher um pé todo de merda se, por cada abordagem vossa, não vos expresso o meu mais profundo descontentamento com os vossos serviços, que usufruía de três e só me falta desistir de um.
Prefiro mandar-vos encher um pé todo de merda se me respondem que os clientes fidelizados são os que a menos campanhas têm acesso, que o vosso plano de marketing é cativar utentes novos. 
Prefiro mesmo é que encham um pé todo de merda por cada vez que me perguntam se vos indicaria a algum familiar ou amigo.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Aquele triste triste momento

Em que tens que fazer um email a queixares-te da avaria do teu aparelho vibratório que não pisca, não liga, não vibra, não carrega, já não tem bateria, já só serve para, enfim, e recebes um email de  resposta, super profissional, em inglês, em que te perguntam como o limpas, se "the unit" caiu ao chão, se o usavas no banho e com que frequência.


Não sei se ria se chore....

Não era para ser

Prometi-me que voltaria ao ginásio esta semana que isto de o pagar durante um mês e nem passar lá à porta para tomar banho não está com nada. Sabia as aulas em que me podia inscrever hoje. Descartei a da manhã. Dormir é bom e eu ando com muita falta. A da noite parecia-me muito bem. Hoje de manhã, arranjei a fatiota, a toalha, os ténis, tudo dentro de uma mochilinha ranhosa. Quando a estava a fechar rasgou-se. Tirei tudo e vi que faltava o cadeado. Pensei em desistir porque não fazia ideia de onde estava. Fui, ainda assim, procurar na antiga mochila. Lá estava. Pus tudo nessa mochila. Ficou ao lado da minha mala. Mexi no telemóvel para confirmar se me podia inscrever logo na aula. Peguei na mala e ala.

Demasiado tarde para voltar para trás, senti-me muito leve. Ainda não é hoje que vou ao ginásio.

How to get away with murder

A saber.
Nem a Rebecca nem o Sam mataram a Lila. Foi o Frank barbudo.



Ah.
Este post contém spoilers.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Não há 5 sem 6

Hoje fui ao dentista. 


Tirei o sabor a iodo, venho com uma seringa para lavar o buraco, com sugestão de pomada corticóide e um "vamos lá ver".

Nisto tudo o que me vale é só ter pago uma de seis.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Do tamanho das pilas

Soube do estudo ontem à noite quando o homem, gingão, me entra quarto adentro, já eu estava na cama à espera que me viesse fazer companhia depois da sua higiene oral e, ao invés, me espeta o telemóvel nas vistas para eu me inteirar das medidas médias de pilas.

Aposto que tudo quanto é homem não foi para a casa de banho ontem apenas lavar os dentinhos antes de irem para a cama. Passaram primeiro muito sorrateiros pela caixa da costura para tirarem a fita métrica para não haver reasonal doubt quanto ao perímetro, cumprimento e quiçá diâmetro. Dele as usual e dele em estado de alerta. Aposto.