terça-feira, 3 de março de 2015

Como disse que disse...?

Para mim é um café. Bica. 

Mas depois oiço café curto, café longo, café duplo, café em chávena escaldada, café em chávena fria, café sem fim, café sem princípio, café pingado, café com cheirinho. 

Tomara fossem tão descritivos quando me aparecem ao balcão...

O tratamento

Aspiraram o alvéolo pelo mini buraco ainda não cicatrizado, injectaram-me clorohexidina líquida, gelada, no buraco, voltaram a aspirar, repetiram o processo para garantir eficácia. Para finalizar, introduziram uma malha cicatrizante alvéolo dentro.

Metade da malha que ficou de fora já foi, aquilo era como ter um novelo de pêlos a passear pelos dentes e ainda por cima a saber a betadine.

Agora continuo com metade da boca a saber a peixe rico em iodo com a malha ainda encafifada na minha gengive.

Pelo menos ainda preservo o meu estômago sem comprimidos.

segunda-feira, 2 de março de 2015

O que tem que ser tem muita força

Últimos 15 dias, mais dia menos dia. 5 idas à cadeira do dentista. Primeira para me mandarem de volta com rabinho entre as pernas e antibiótico no bucho. Segunda, para lá ficar 1h30 na cadeira para me darem conta do siso que me fez otite. Terceira para me removerem os pontos. Quarta porque tinha dores. Quinta, hoje, porque as dores continuam, chegam ao ouvido, não passam com antiinflamatórios e analgésicos. O meu auto-diagnóstico, e parece que acertado, foi feito algures na semana passada, quando me pus a ler artigos de dentária. Alveolite seca. Epidemiologia? Gaja, caucasiana, contraceptivos orais, trauma na remoção do siso. 

O que tem que ser tem muita força.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Mensagem recebida

Estava a fazer a cama quando ele chegou. 
Ridículo. Ficou toda amassada logo a seguir.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Noves fora nada, mais vale a técnica da chave no fogão

Estava agarrada ao espaço que ficou do dente depois da retirada dos pontos. Estava com pontadas dilacerantes depois da instilação da cloro-hexidina para me desinfectarem o buraco. Perguntaram-me se estava a chorar. Falei do dente. Diz que já viram dores de subir pelas paredes por causa de um siso, ao ponto de o próprio o querer arrancar com uma chave levada ao lume para esterilizar.

Faço contas à vida. Uma caixa de ibuprofeno, um colutório, um frasco de gotas para o ouvido porque fiz otite, um antibiótico, mais uma caixa de antiinflamatório, outra de cortisona, um gel pós-operatório, a consulta de extracção, o número de vezes que abri o congelador para tirar o gelo, dois dias de trabalho, o feitio da merda, a consulta que terei que marcar para gastro porque ando a drogas há 3 semanas e só metade da boca mastiga os alimentos que engulo em pedaços gigantes, o número de vezes que não peguei em vinho, a consulta para limpeza dos dentes que a cloro-hexidina do gel e do colutório deixou-me manchas como se fosse fumadora compulsiva, a pílula que estou a tomar e que, bem, logo me passaram o antibiótico que mais interage com ela,...


Se me tivessem dito a da chave mai cedo!!

E qual é a vossa técnica?

Éramos cinco à mesa, dois casais. Falava-se de ressonar. Falava-se de como as mulheres tentavam que os seus respectivos parassem com o sonoro, se virassem ou acordassem. Havia a técnica do pontapé, a do abaná-lo até se virar ou a que ficará para a história daquele jantar, a do assobio. Diz que um assobio forte, no silêncio da noite, faz o homem acordar estremunhado e assustado, não faz recair as culpas sobre a moça e o sonoro acaba. Isso, do assobio creepy durante a noite, ou um psssshhhiuuuu forte bem mandado.


Eu sei que, na tentativas mil de assobiar como deve ser, e na risota que aquilo me proporcionou antes de adormecer, na cama com o homem, devo andar a assobiar é com os buracos na minha gengive causados pelos pontos destruídos.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Tanto por dizer

Achava eu que, na segunda pós-dia dos valentinos, viria para aqui mostrar-vos a capacidade romântica (NOT) do meu amor com a música que escolheu para dar o mood da madrugada dos namorados só para poderem ver a peça que tenho em casa.

Mas não.

Na segunda tive de molho agarrada ao que me sobrou da gengiva depois da excisão de um siso deitado e incluso que demorou uma hora e meia a sair. Se não é doloroso porque existe uma anestesia, é traumático porque o carniceiro a que se chama dentista chegou-me ao osso, esfacelou-me parte do lábio e já bufava de exaustão e impaciência por todo o lado porque tinha ali uma raiz tramadíssima. 

Mascarei-me de Quasimoda sem corcunda e com o bump na gengiva.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Alteração de cognome

No início, era mimosa. A Mimosa. Como a vaca. Ontem fui apelidada de algo substancialmente diferente.

Ontem foi dia de ir tirar uma chapa panorâmica da boca. Vi lá o dente maldito que me causou a dor de dentes e a otite. Mandei foto ao homem. 

À noite, madrugada, já na cama, falávamos, eu esperava que o antiinflamatório me tirasse as picadas do ouvido e ele vai de lembrar-se de voltar a ver a foto. Contou os meus dentes, parece que sempre sou uma adulta, rimos do meu dentinho encavalitado, rimos do meu dentinho deitado que me vai fazer chorar lágrimas de dor, falámos dos mini dentes e das super raízes.

Agora? Agora sou a Crazy Roots.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Fraquinho?

Cinquenta Sombras de Grey

Melhor consulta de dentista de todó sempre

Entrei, disse o que tinha a dizer, fiquei de bocarra aberta 30 segundos, sentada/deitada na temível cadeira de dentista durante nem 5 minutos, a sotôra gastou um par de luvas e uma receita e eu não gastei um tusto.


Volto segunda para nova abordagem.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A minha semana em imagens




Fechada para obras e pobre.

One to go.

Sei que estou a ficar para trás quando,

De real rabo sentado numa cadeira maijómenos confortável de uma qualquer sala de cinema, vejo um tipo com mais 20 anos que eu a pegar no seu Smartphone e a mostrar aos seus amigos do Feice, através da aplicação Foursquare, que está de real rabo sentado numa cadeira maijómenos confortável de uma qualquer sala de cinema à espera que comece o filme.

Tanta emoção.


Ou não.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

"Olha isto tirado do contexto..."

- Tira já daí o dedo.
- Então?
- Achas que é bom teres aí o dedo?
- Muito melhor do que ter a língua que é o que costumo ter...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Nem de quatro, nem de lado!

Segunda-feira. A chefa disse-me que parecia que eu tinha tudo um AVC. Meia cara apanhada, o lábio descaído. Disse-me que ia almoçar sushi. Nhé, disse eu.

Terça-feira. A chefa acusa-me de fazer tudo para estar doente, que é a dieta mais eficiente de sempre. À noite digo que preciso comprar gelado. Precisas ou queres? Preciso! Nunca demorei tanto tempo a comer meia dúzia de colheres de gelado. Ora porque ficava a namorar o gelado na boca, ora porque ficava a namorar a colher gelada na boca.

Quarta-feira. Diria que estou um tudo nada mais com cara de AVC. Ou meia cara de quem anda na cortisona. Terceiro dia da semana, terceiro dia que não equaciono fazer nem sequer uma prancha alta nem pôr-me de quatro. Adeus ginásio, até depois. 

Cabrão do dente.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Aguada

Cheguei esfomeada a casa depois de uma manhã de trabalho. O homem andava armado em empregada doméstica e eu precisava de comida. Tinha a ideia de ter no congelador um mix de marisco, salmão e pouco mais já que andávamos a acabar com tudo o mais possível para poder descongelar aquilo, que as gavetas já abriam com dificuldade.

Toda contente abarbato-me ao salmão para o fazer no forno, queijo por cima, ervas, supimpa. Já salivava. Mas então... Mas então, ponho-lhe melhor os olhos em cima. Tão laranja. Não rosa, laranja! 


Ah, a abóbora que parti em "lombos" e congelei da última vez que fiz sopa!!