quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Mensagem recebida

Estava a fazer a cama quando ele chegou. 
Ridículo. Ficou toda amassada logo a seguir.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Noves fora nada, mais vale a técnica da chave no fogão

Estava agarrada ao espaço que ficou do dente depois da retirada dos pontos. Estava com pontadas dilacerantes depois da instilação da cloro-hexidina para me desinfectarem o buraco. Perguntaram-me se estava a chorar. Falei do dente. Diz que já viram dores de subir pelas paredes por causa de um siso, ao ponto de o próprio o querer arrancar com uma chave levada ao lume para esterilizar.

Faço contas à vida. Uma caixa de ibuprofeno, um colutório, um frasco de gotas para o ouvido porque fiz otite, um antibiótico, mais uma caixa de antiinflamatório, outra de cortisona, um gel pós-operatório, a consulta de extracção, o número de vezes que abri o congelador para tirar o gelo, dois dias de trabalho, o feitio da merda, a consulta que terei que marcar para gastro porque ando a drogas há 3 semanas e só metade da boca mastiga os alimentos que engulo em pedaços gigantes, o número de vezes que não peguei em vinho, a consulta para limpeza dos dentes que a cloro-hexidina do gel e do colutório deixou-me manchas como se fosse fumadora compulsiva, a pílula que estou a tomar e que, bem, logo me passaram o antibiótico que mais interage com ela,...


Se me tivessem dito a da chave mai cedo!!

E qual é a vossa técnica?

Éramos cinco à mesa, dois casais. Falava-se de ressonar. Falava-se de como as mulheres tentavam que os seus respectivos parassem com o sonoro, se virassem ou acordassem. Havia a técnica do pontapé, a do abaná-lo até se virar ou a que ficará para a história daquele jantar, a do assobio. Diz que um assobio forte, no silêncio da noite, faz o homem acordar estremunhado e assustado, não faz recair as culpas sobre a moça e o sonoro acaba. Isso, do assobio creepy durante a noite, ou um psssshhhiuuuu forte bem mandado.


Eu sei que, na tentativas mil de assobiar como deve ser, e na risota que aquilo me proporcionou antes de adormecer, na cama com o homem, devo andar a assobiar é com os buracos na minha gengive causados pelos pontos destruídos.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Tanto por dizer

Achava eu que, na segunda pós-dia dos valentinos, viria para aqui mostrar-vos a capacidade romântica (NOT) do meu amor com a música que escolheu para dar o mood da madrugada dos namorados só para poderem ver a peça que tenho em casa.

Mas não.

Na segunda tive de molho agarrada ao que me sobrou da gengiva depois da excisão de um siso deitado e incluso que demorou uma hora e meia a sair. Se não é doloroso porque existe uma anestesia, é traumático porque o carniceiro a que se chama dentista chegou-me ao osso, esfacelou-me parte do lábio e já bufava de exaustão e impaciência por todo o lado porque tinha ali uma raiz tramadíssima. 

Mascarei-me de Quasimoda sem corcunda e com o bump na gengiva.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Alteração de cognome

No início, era mimosa. A Mimosa. Como a vaca. Ontem fui apelidada de algo substancialmente diferente.

Ontem foi dia de ir tirar uma chapa panorâmica da boca. Vi lá o dente maldito que me causou a dor de dentes e a otite. Mandei foto ao homem. 

À noite, madrugada, já na cama, falávamos, eu esperava que o antiinflamatório me tirasse as picadas do ouvido e ele vai de lembrar-se de voltar a ver a foto. Contou os meus dentes, parece que sempre sou uma adulta, rimos do meu dentinho encavalitado, rimos do meu dentinho deitado que me vai fazer chorar lágrimas de dor, falámos dos mini dentes e das super raízes.

Agora? Agora sou a Crazy Roots.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Fraquinho?

Cinquenta Sombras de Grey

Melhor consulta de dentista de todó sempre

Entrei, disse o que tinha a dizer, fiquei de bocarra aberta 30 segundos, sentada/deitada na temível cadeira de dentista durante nem 5 minutos, a sotôra gastou um par de luvas e uma receita e eu não gastei um tusto.


Volto segunda para nova abordagem.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A minha semana em imagens




Fechada para obras e pobre.

One to go.

Sei que estou a ficar para trás quando,

De real rabo sentado numa cadeira maijómenos confortável de uma qualquer sala de cinema, vejo um tipo com mais 20 anos que eu a pegar no seu Smartphone e a mostrar aos seus amigos do Feice, através da aplicação Foursquare, que está de real rabo sentado numa cadeira maijómenos confortável de uma qualquer sala de cinema à espera que comece o filme.

Tanta emoção.


Ou não.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

"Olha isto tirado do contexto..."

- Tira já daí o dedo.
- Então?
- Achas que é bom teres aí o dedo?
- Muito melhor do que ter a língua que é o que costumo ter...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Nem de quatro, nem de lado!

Segunda-feira. A chefa disse-me que parecia que eu tinha tudo um AVC. Meia cara apanhada, o lábio descaído. Disse-me que ia almoçar sushi. Nhé, disse eu.

Terça-feira. A chefa acusa-me de fazer tudo para estar doente, que é a dieta mais eficiente de sempre. À noite digo que preciso comprar gelado. Precisas ou queres? Preciso! Nunca demorei tanto tempo a comer meia dúzia de colheres de gelado. Ora porque ficava a namorar o gelado na boca, ora porque ficava a namorar a colher gelada na boca.

Quarta-feira. Diria que estou um tudo nada mais com cara de AVC. Ou meia cara de quem anda na cortisona. Terceiro dia da semana, terceiro dia que não equaciono fazer nem sequer uma prancha alta nem pôr-me de quatro. Adeus ginásio, até depois. 

Cabrão do dente.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Aguada

Cheguei esfomeada a casa depois de uma manhã de trabalho. O homem andava armado em empregada doméstica e eu precisava de comida. Tinha a ideia de ter no congelador um mix de marisco, salmão e pouco mais já que andávamos a acabar com tudo o mais possível para poder descongelar aquilo, que as gavetas já abriam com dificuldade.

Toda contente abarbato-me ao salmão para o fazer no forno, queijo por cima, ervas, supimpa. Já salivava. Mas então... Mas então, ponho-lhe melhor os olhos em cima. Tão laranja. Não rosa, laranja! 


Ah, a abóbora que parti em "lombos" e congelei da última vez que fiz sopa!!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Era capaz de pagar mais 50€ pelo ginásio

Hoje estive perto, perto, perto mas tão perto de torcer/partir uma perna e/ou um pé na maravilhosamente molhada e escorregadia calçado portuguesa. 

Fiquei num estado tão alerta que baixou logo em mim a imperiosa necessidade de agradecer às tipas que me obrigam a fazer exercícios de equilíbrio o não ter patinado ali e ter ido dar um beijinho no chão em vez de no ombro. 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Estou um pocachinho seca de ideias mas...

...falamos do Figo na FIFA?
...discutimos os óicalos do Manel Moura dos Santos naquilo da RTP1?
...agradecemos ao Senhor ser praticamente dia 30 e eu poder voltar a botar o olho na série que devorei nas férias em Dezembro?
...admiramos o facto de ter enviado uma sugestão/reclamação ao meu ginásio por eles terem tão poucas aulas que eu possa frequentar?
...rimos todos juntos porque me pus a dançar zumba em casa e pareço uma marioneta desengonçada?
...gozamos todos com a voz de menina e com o sotaque da agri?
...vamos sentar-nos à porta dos senhores jornalistas e pedir novas das refeições do amigo Socras?
...podemos todos levantar as mãos ao céu a agradecer ser já quinta?

Hmm?

A cara do nosso país

Estava a ouvir um homem a falar com uma amiga. Puxaram os dois dos seus cigarrinhos, deram uma passa e ele queixou-se. Queixou-se que não tinha dinheiro, que tinha precisado pedir emprestados 5,30€ para fazer análises para levar à médica, que ainda não tinha recebido a reforma. Preconceituosa sou, que não conheço o homem de parte alguma mas tinha pouco ar de quem já tivesse efectivamente trabalhado alguma vez na vida. Ar de sabidão trafulha. E continuou a queixar-se. A amiga não vai de meias palavras e manda-o ir trabalhar num tom já a revelar impaciência. Ele? Ele remata a conversa com um ar muito ofendido: eu, trabalhar? Eu tenho uma pedra no rim!!