sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Era capaz de pagar mais 50€ pelo ginásio

Hoje estive perto, perto, perto mas tão perto de torcer/partir uma perna e/ou um pé na maravilhosamente molhada e escorregadia calçado portuguesa. 

Fiquei num estado tão alerta que baixou logo em mim a imperiosa necessidade de agradecer às tipas que me obrigam a fazer exercícios de equilíbrio o não ter patinado ali e ter ido dar um beijinho no chão em vez de no ombro. 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Estou um pocachinho seca de ideias mas...

...falamos do Figo na FIFA?
...discutimos os óicalos do Manel Moura dos Santos naquilo da RTP1?
...agradecemos ao Senhor ser praticamente dia 30 e eu poder voltar a botar o olho na série que devorei nas férias em Dezembro?
...admiramos o facto de ter enviado uma sugestão/reclamação ao meu ginásio por eles terem tão poucas aulas que eu possa frequentar?
...rimos todos juntos porque me pus a dançar zumba em casa e pareço uma marioneta desengonçada?
...gozamos todos com a voz de menina e com o sotaque da agri?
...vamos sentar-nos à porta dos senhores jornalistas e pedir novas das refeições do amigo Socras?
...podemos todos levantar as mãos ao céu a agradecer ser já quinta?

Hmm?

A cara do nosso país

Estava a ouvir um homem a falar com uma amiga. Puxaram os dois dos seus cigarrinhos, deram uma passa e ele queixou-se. Queixou-se que não tinha dinheiro, que tinha precisado pedir emprestados 5,30€ para fazer análises para levar à médica, que ainda não tinha recebido a reforma. Preconceituosa sou, que não conheço o homem de parte alguma mas tinha pouco ar de quem já tivesse efectivamente trabalhado alguma vez na vida. Ar de sabidão trafulha. E continuou a queixar-se. A amiga não vai de meias palavras e manda-o ir trabalhar num tom já a revelar impaciência. Ele? Ele remata a conversa com um ar muito ofendido: eu, trabalhar? Eu tenho uma pedra no rim!!

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Cheesecake falso e dieta de sumos de fruta

Aquele momento em que uma nutricionista diz que ganhou 14kg em 4 meses.


E não, não está grávida.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Arrependimento que mata!


Nunca quis medicina. No último período do 12° ano, perguntaram-me se precisava que os professores me subissem notas por causa da média. Tinha média a chegar e a sobrar para ciências farmacêuticas! E mesmo para medicina.



Hoje, ao ouvir um dermatologista dizer que tem 6 pessoas por semana para retirar tatuagens a 2200€-2500€/tatuagem tenho vontade de cortar os pulsos. Da forma certa. Sem atravessar a estrada.



terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Uma gaja, de quatro

Uma gaja, de quatro, ou como dizem as instrutoras, de quatro apoios, não se apercebe da profundidade das letras que a acompanham enquanto suam cara abaixo. Mas em casa, no conforto do lar, depois de se aperceber que já não há vagas para aulas hoje e querendo exercitar o corpinho, vai à procura das músicas para um treino caseiro e é isto, hoje, é hoje, faz assim de um jeito com sabor de quero mais, sem fim, não fala mais e vem que hoje eu estou afim, eu 'tou na intenção de ter você para mim, só para mim.

GOSTOSO.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Empata

Digamos que eu estava, vamos lá, vou dizê-lo de forma perfeitamente natural e vocês vão acreditar, digamos antes que estávamos os dois a saltar, compenetrados, em cima da cama, quais crianços de The hills are alive ou Nanny McPhee e começa a ouvir-se, ali na cama, numa noite ventosa mas já madrugada dentro e portanto silenciosa, squik squik squik squik squik squik squik squik squik...?


Fartote de rir.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Há coisas que me assustam!

Quando estou bem disposta, tenho aquele franco hábito de acabar uma frase e começar a cantar uma musiquinha que comece com a expressão ou palavra que acabei de dizer. Hoje de manhã, por qualquer razão  que não me recordo, a frase acabou em gay. Saltou-me logo o Mister Gay. Só que eu só sei a primeira frase do refrão pelo que a coisa ficou-se por:

Mister Gay, já não sou uma criança 
Mister Gay, lalalalalala
Mister Gay, lalalalalala
Mister Gay, lalalalalala

Ao meu lado, contudo, o rei d'O Palácio gingava:
Mister Gay, já não sou uma criança 
Mister Gay, tenho muito pra dar 
Mister Gay, não me sais da lembrança 
Mister Gay, não sejas loucaaaaaa
(Parece que é "Eu nasci para te amar")

É de mim ou é assustador ele saber isto, pá?

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Não vos falei daquilo das resoluções de 2015, pois não?

Tomei uma. Uma única. 
Ir ao ginásio.
Não é pagar e não ir. É pagar e ir lá suar as estopinhas.

Modos que, ao quarto dia da semana, posso dizer que vou lá pela terceira vez, tenho uma aula já pensada para amanhã às 21h e que já marquei uma no sábado à tarde.

#euvouaoginásioeuposso.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O conforto da nossa cama

A minha é grande. Enorme. Confortável. Conhece-me as manias e as curvas. Tenho dias em que me levanto a sonhar com a hora em que para lá volto. 

Passei duas noites longe dela e numa totalmente desconhecida. Pudesse e fazia de viajar a minha vida. Fui para fora cá dentro. Diz que ia estar frio mas dei por mim a pensar ficar semi-despida porque já tinha pouca roupa para tirar. Fui passear. A pé. Pisei lama, terra batida, alcatrão, pedras, musgo, relva, água. E repeti no dia seguinte. O que significa que cheguei à cama semi morta. Dormi razoavelmente. A tender para o mau. Estranhei o quarto e a cama.


Ontem à noite, deitada, já depois de ter chegado a Lisboa há mais de meia dúzia de horas, e enquanto pensava que estou n'O Palácio há um ano, senti que realmente estava em casa. Na cama. 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Descobrimos a pólvora

O homem chega a casa ao almoço e diz Oh minha prendada, tu gostaaaaavas.

Chega a casa ao fim do dia e diz A fazer o jantarinho?


Dia de folga. Acordei às 8h mas saí da cama ao meio dia. Almoçámos juntos. Tratei das diligências que tinha marcado para o dia. Antes das 18h estava em casa. Quando ele chegou, a carne estava temperada. Ele tratou das batatas para assar e eu da salada. A convidada via as notícias frescas. Antes das 19h30, estava tudo no forno. 


Eu gostaaaava? De ser dondoca e não ter que trabalhar? Ou de não ter que trabalhar para subsistir e só pelo gosto? De ter os dias para mim e não para os outros? De poder fazer voluntariado para me alegrar o coração? De poder passar dias nas esplanadas a ler? De viajar a meu belo prazer? De cozinhar com tempo e não depois de um dia de trabalho de pé? De não ter que planear assuntos pendentes para dias de folga ou sábados? Eu gostaaaaava! 

Alguém não?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A arte de envelhecer por esgotamento de pachorra

Ontem fui às compras. Daquelas de carrinho quase cheio. Um ordenado entregue ao Belmiro. Víveres saudáveis. Os cereais de chocolate são só um mimo. Foi a passo rápido. Pega, pega, pega, carrinho, pega, pega, pega, carrinho. Achei que ia demorar mais naquilo da moda da fila única do que efectivamente demorei. Mas depois calhou-me uma engraçada na caixa. Aquilo era virar para trás e falar para a colega da caixa atrás, era virar a cabeça e mandar mais uma laracha e eu à espera que me passasse os sacos ainda gratuitos ou que me facturasse os produtos e mos pusesse no tapete. O homem é calmo mas eu fervo mais. Diz que tenho a mania de refilar. Gosto muito desse conceito. Eu não tenho a mania. Eu refilo. É um direito que me assiste. Sei refilar sem armar a baiana. Se estou insatisfeita e condeno o serviço que estou a pagar, queixo-me. Como forma de o melhorarem. Falam-me os utentes Mas este médico, pá, sempre a mesma coisa, tomo o de 6,25 e ele passa o de 25? Tomo todos os dias e ele passa uma caixa de 20? Pedi duas caixas e ele só passou uma? Pedi genérico e ele põe na receita que não deixa? Este folheto informativo é uma merda que não explica que um lápis uretral é um cilindro com o medicamento suspenso e eu pressiono o êmbolo porque quero ver o líquido a espichar e o médico tambem não me explica uma coisa tão específica? E eu pergunto: Já reclamou? Já falou com o médico? Já enviou o email para a indústria para dar conta desse pormenor? Eu já tinha posta a minha cara de Oh que merda, mas queres um café e um cigarro?! E já tinha a frase pronta para a moça da caixa. A coisa fluiu. De carrinho em direcção ao carro, o homem fala-me da tipa. Que esteve quase. Eu quase estive. E no quase, a miúda das unhas assustadoramente na moda e assustadoramente horrorosas deve ter feito o mesmo ao cliente seguinte.

Nem vamos falar da Galp. Tabu aqui no sítio. Aguardo só que tenham a audácia de me fazer inquéritos de satisfação.

E depois, quando me pespego ao espelho do tasco e me fixo no meu cabelo, admiro-me. Até me aproximo do espelho, arregalo os olhos, olho melhor e confirmo que vejo não um, NÃO UM!, mas dois cabelos brancos. Mesmo à frente! Gosto de pensar que não eram brancos mas somente muuuuito loiros. Até porque os arranquei e os analisei contra uma parede preta. Apesar de ter ficado na mesma. 


Estragam-me a beleza dos -intas de tal forma que não tarda parece que tenho -entas.