terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Cheesecake falso e dieta de sumos de fruta

Aquele momento em que uma nutricionista diz que ganhou 14kg em 4 meses.


E não, não está grávida.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Arrependimento que mata!


Nunca quis medicina. No último período do 12° ano, perguntaram-me se precisava que os professores me subissem notas por causa da média. Tinha média a chegar e a sobrar para ciências farmacêuticas! E mesmo para medicina.



Hoje, ao ouvir um dermatologista dizer que tem 6 pessoas por semana para retirar tatuagens a 2200€-2500€/tatuagem tenho vontade de cortar os pulsos. Da forma certa. Sem atravessar a estrada.



terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Uma gaja, de quatro

Uma gaja, de quatro, ou como dizem as instrutoras, de quatro apoios, não se apercebe da profundidade das letras que a acompanham enquanto suam cara abaixo. Mas em casa, no conforto do lar, depois de se aperceber que já não há vagas para aulas hoje e querendo exercitar o corpinho, vai à procura das músicas para um treino caseiro e é isto, hoje, é hoje, faz assim de um jeito com sabor de quero mais, sem fim, não fala mais e vem que hoje eu estou afim, eu 'tou na intenção de ter você para mim, só para mim.

GOSTOSO.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Empata

Digamos que eu estava, vamos lá, vou dizê-lo de forma perfeitamente natural e vocês vão acreditar, digamos antes que estávamos os dois a saltar, compenetrados, em cima da cama, quais crianços de The hills are alive ou Nanny McPhee e começa a ouvir-se, ali na cama, numa noite ventosa mas já madrugada dentro e portanto silenciosa, squik squik squik squik squik squik squik squik squik...?


Fartote de rir.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Há coisas que me assustam!

Quando estou bem disposta, tenho aquele franco hábito de acabar uma frase e começar a cantar uma musiquinha que comece com a expressão ou palavra que acabei de dizer. Hoje de manhã, por qualquer razão  que não me recordo, a frase acabou em gay. Saltou-me logo o Mister Gay. Só que eu só sei a primeira frase do refrão pelo que a coisa ficou-se por:

Mister Gay, já não sou uma criança 
Mister Gay, lalalalalala
Mister Gay, lalalalalala
Mister Gay, lalalalalala

Ao meu lado, contudo, o rei d'O Palácio gingava:
Mister Gay, já não sou uma criança 
Mister Gay, tenho muito pra dar 
Mister Gay, não me sais da lembrança 
Mister Gay, não sejas loucaaaaaa
(Parece que é "Eu nasci para te amar")

É de mim ou é assustador ele saber isto, pá?

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Não vos falei daquilo das resoluções de 2015, pois não?

Tomei uma. Uma única. 
Ir ao ginásio.
Não é pagar e não ir. É pagar e ir lá suar as estopinhas.

Modos que, ao quarto dia da semana, posso dizer que vou lá pela terceira vez, tenho uma aula já pensada para amanhã às 21h e que já marquei uma no sábado à tarde.

#euvouaoginásioeuposso.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O conforto da nossa cama

A minha é grande. Enorme. Confortável. Conhece-me as manias e as curvas. Tenho dias em que me levanto a sonhar com a hora em que para lá volto. 

Passei duas noites longe dela e numa totalmente desconhecida. Pudesse e fazia de viajar a minha vida. Fui para fora cá dentro. Diz que ia estar frio mas dei por mim a pensar ficar semi-despida porque já tinha pouca roupa para tirar. Fui passear. A pé. Pisei lama, terra batida, alcatrão, pedras, musgo, relva, água. E repeti no dia seguinte. O que significa que cheguei à cama semi morta. Dormi razoavelmente. A tender para o mau. Estranhei o quarto e a cama.


Ontem à noite, deitada, já depois de ter chegado a Lisboa há mais de meia dúzia de horas, e enquanto pensava que estou n'O Palácio há um ano, senti que realmente estava em casa. Na cama. 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Descobrimos a pólvora

O homem chega a casa ao almoço e diz Oh minha prendada, tu gostaaaaavas.

Chega a casa ao fim do dia e diz A fazer o jantarinho?


Dia de folga. Acordei às 8h mas saí da cama ao meio dia. Almoçámos juntos. Tratei das diligências que tinha marcado para o dia. Antes das 18h estava em casa. Quando ele chegou, a carne estava temperada. Ele tratou das batatas para assar e eu da salada. A convidada via as notícias frescas. Antes das 19h30, estava tudo no forno. 


Eu gostaaaava? De ser dondoca e não ter que trabalhar? Ou de não ter que trabalhar para subsistir e só pelo gosto? De ter os dias para mim e não para os outros? De poder fazer voluntariado para me alegrar o coração? De poder passar dias nas esplanadas a ler? De viajar a meu belo prazer? De cozinhar com tempo e não depois de um dia de trabalho de pé? De não ter que planear assuntos pendentes para dias de folga ou sábados? Eu gostaaaaava! 

Alguém não?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A arte de envelhecer por esgotamento de pachorra

Ontem fui às compras. Daquelas de carrinho quase cheio. Um ordenado entregue ao Belmiro. Víveres saudáveis. Os cereais de chocolate são só um mimo. Foi a passo rápido. Pega, pega, pega, carrinho, pega, pega, pega, carrinho. Achei que ia demorar mais naquilo da moda da fila única do que efectivamente demorei. Mas depois calhou-me uma engraçada na caixa. Aquilo era virar para trás e falar para a colega da caixa atrás, era virar a cabeça e mandar mais uma laracha e eu à espera que me passasse os sacos ainda gratuitos ou que me facturasse os produtos e mos pusesse no tapete. O homem é calmo mas eu fervo mais. Diz que tenho a mania de refilar. Gosto muito desse conceito. Eu não tenho a mania. Eu refilo. É um direito que me assiste. Sei refilar sem armar a baiana. Se estou insatisfeita e condeno o serviço que estou a pagar, queixo-me. Como forma de o melhorarem. Falam-me os utentes Mas este médico, pá, sempre a mesma coisa, tomo o de 6,25 e ele passa o de 25? Tomo todos os dias e ele passa uma caixa de 20? Pedi duas caixas e ele só passou uma? Pedi genérico e ele põe na receita que não deixa? Este folheto informativo é uma merda que não explica que um lápis uretral é um cilindro com o medicamento suspenso e eu pressiono o êmbolo porque quero ver o líquido a espichar e o médico tambem não me explica uma coisa tão específica? E eu pergunto: Já reclamou? Já falou com o médico? Já enviou o email para a indústria para dar conta desse pormenor? Eu já tinha posta a minha cara de Oh que merda, mas queres um café e um cigarro?! E já tinha a frase pronta para a moça da caixa. A coisa fluiu. De carrinho em direcção ao carro, o homem fala-me da tipa. Que esteve quase. Eu quase estive. E no quase, a miúda das unhas assustadoramente na moda e assustadoramente horrorosas deve ter feito o mesmo ao cliente seguinte.

Nem vamos falar da Galp. Tabu aqui no sítio. Aguardo só que tenham a audácia de me fazer inquéritos de satisfação.

E depois, quando me pespego ao espelho do tasco e me fixo no meu cabelo, admiro-me. Até me aproximo do espelho, arregalo os olhos, olho melhor e confirmo que vejo não um, NÃO UM!, mas dois cabelos brancos. Mesmo à frente! Gosto de pensar que não eram brancos mas somente muuuuito loiros. Até porque os arranquei e os analisei contra uma parede preta. Apesar de ter ficado na mesma. 


Estragam-me a beleza dos -intas de tal forma que não tarda parece que tenho -entas.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Fit a baixo custo

Já por aqui o disse. A melhor forma de perder peso é ter uma amigdalite vesiculosa. Não entra, não mastiga, não engole. Mas é chato.



Assim, sugiro a nova técnica do Socras. Vais preso, comes comida de prisa, não tens comida à mão de semear, não vais às compras com fome, não tens forma de ir comprar os cigarros e deixas de fumar, não tens mais livros porque excedeste o limite de encomendas e, como tens tempo livre, vais ao ginásio do sítio diariamente porque está frio na rua e tens que aquecer. A custo zero.



Não têm de quê.

sábado, 3 de janeiro de 2015

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Com algum atraso, o meu 2014

Primeiros dias do ano em correria. Contratos, visitas, mails e telefonemas.
Empacotar tralha. Caixas, caixinhas. Sacos, saquinhos. Malas, malões.
Mudei de casa. Vivo agora n'O Palácio.
Comprei um voucher para uma mariscada sentada no sofá e rodeada de caixas numa casa vazia.
Ganhei bilhetes para filmes como nunca ganhei antes. Inclusive 3 para o mesmo filme.
Ganhei prémiozinhos de Euromilhões. Joguei muitas e muitas vezes ao lado. De tal forma que às tantas, jogavam com números ao lado dos meus.
Comi sushi a rodos.
Fui frequentadora assídua do McDrive. Venero as tartes de maçã.
Se tivesse uma loja de tarecos ao meu dispor, ia andar feita árvore de Natal tal a quantidade de fios, anéis e afins que gostei e comprei.
Dei uma dezena de sacos de roupa.
Dei brincos.
Vendi perfumes.
Tentei vender livros.
Ri. Ri, ri, ri.
Fiz carantonhas de velha. Fiz rir. Inclusive em público.
Reclamei. Com a MEO. Com a Galp. Filhos de uma grandessíssima puta.
Encarei nem sei quantos gatunos no meu local de trabalho. Nunca fui perseguida por nenhum e cruzo-me com eles com frequência.
Vi uma utente frequente a roubar e fiquei imóvel e incrédula.
Voltei à depilação a laser.
Vi amigos muito tristes. Vejo um deles melhor e duas muito muito melhores.
Fiz jantares n'O Palácio. E almoços. De amigos e família.
Um dia cheguei a casa e tinha uma super televisão à minha frente.
Vi muuiiiitos filmes no conforto do lar.
Ri-me com a colega de trabalho tripeira de sotaque delicioso.
Passei-me quase diariamente com o despertador do homem.
Fui a brunches.
Vi por mim que não há insubstituíveis, não há empregos para sempre, por melhores que sejamos.
O stalker deixou de me ligar.
Continuei a usar pijamas polares. E decotes.
Fui uma fada do lar.
Ao fogão, no lavatório da wc, a estender a roupa.
Fumei umas cenas.
Fiz muitos gluglus na praia.
Tirei uma foto na água com uma bola de berlim na mão só para fazer inveja a muita gente.
Meti-me num ginásio. Fui religiosa e diariamente durante dois meses. Vi tão bons resultados. Depois meteram-se as férias. E descobri as aulas de grupo.
Continuei a querer esbofetear alguns utentes. E outros.
Fui X vezes + 1 ao Ikea.
Perdi anos de vida com a Galp.
Mudei da Yasmin para o genérico.
Passei a gostar de tinto. E de gin. Descobri quem goste tanto de amêndoa amarga quanto eu.
Rebolucionário tuoooooppppeeee!
Desesperei com o IMTT e as suas cenas Simplex online.
Deixei de fumar.
Tive vontade de esbofetear uma recente amiga. Para lhe pôr, sei lá, mínimos e educação na cabeça.
O meu puto aprendeu a passar à frente do tasco a berrar por mim.
Criei uma conta de Instagram para este boteco.
Disse asneiras para uma vida toda. Em casa, ando sempre de "cara***" na boca. E detesto a  palavra!
Vibrei com o Benfas.
Fui a correr à terrinha quando a mãe teve o acidente de carro. E fiquei de coração nas mãos. Merda de hospitais.
Fui a correr às urgências do maior hospital do país quando vovó quis ir dar um beijinho à calçada portuguesa.
Fui a correr à vóvó quando toda ela era pieira. Numa noite que nem contada!
Devorei séries.
Bufei com o trabalho. Bufei com o pedirem desculpa por existir. Bufei com o Pede ajuda.
Fui ao Algarve, ao Porto, à Serra da Estrela, ao Alentejo, ao Litoral Oeste.
A minha cadela adorou o meu homem! A minha gata quis afiar os dentes nele.
Tive comentários e emails deliciosos à conta deste blogue. E, conhecendo-me, estava longe de imaginar que me seriam extraordinariamente indiferentes.
Quis ir a Paris, a Londres, a Madrid. Mais oportunidades existirão.
Fui muito Maria Cagona aos Domingos. Depois cansei-me.
Não deixei de ter pés de princesa.
Pus de lado as minhas botas preferidas porque se estragaram.
Passei a participar no blogue da Sócia. Deixei-lhe lá isto como estreia.
Passei a jogar no Milhões com mais 3 malandros. E a trocar mails com eles.
Por lapso, deixei o meu nome completo num post.
Comemorei 6 meses de namoro. E um ano. Fiz planos.
Disseram-me que, se formos a Paris, vou ser pedida em casamento. (Sou tramada.)
O meu salmão com ervas virou moda.
Fui ao concerto dos Silence 4.
Conheci mais bloggers. Já nem os sei contar.
Fiz análises, exames. Ainda aguardo consequências.
Pintei o cabelo. E não volto a pintar tão cedo.
Apanhei uma super molha. Apanhei o frio da minha vida. Tudo à conta do mesmo.
Vi mamas, rabos e vajaijas para uma vida.
Andei aí dias que não me conseguia mexer por causa do ginásio.
Meti-me naquilo das goji e do gérmen de trigo e isso. Depois deixei-me de coisas.
Vi duas amiguinhas de escola com cancro.
Corri na praia.
Almocei com um elefante à mesa tempos sem fim. Desapareceu em boa hora.
Fui gozada por roer os ossos do frango.
Os senhores das pizzas foram assaltados duas vezes à porta do meu prédio em dias de chuva torrencial. Que extraordinária coincidência.
Deixei de usar açúcar no café.
Recusei convites para o RIR.
Tive uma pequena altercação com a "senhora dona" utente do tasco.
Vi a minha sobrinha emprestada nos braços do homem. Vi-a a chorar por causa dele. Vi-a a dar-lhe beijinhos, a tratá-lo por tio e a fazer-lhe festinhas que o emocionaram.
Fui ao Slide&Splash. Fui a campeã das Lentas!!
Troquei de armações de óculos. Fui à consulta de optometria com um senhor que me dizia Não mexa a caveça!
Fiz uma reclamação escrita no Centro de Saúde.
Babei com o jovem Ortigão em tronco nu.
Recebi um whatsapp com uma ecografia. Mais um sobrinho emprestado.
Recebi um envelope com outra ecografia. Só boas notícias.
Chorei sempre que  revi o P.S.: I Love you.
Recomendei aqui o amaciador de roupa com o melhor cheirinho de todo o sempre.
Sentei-me às escuras a ouvir o vizinho tocar piano.
Fui ao jantar de despedida da tripeirinha que me fez chorar no seu último dia de trabalho. Ainda guardo o postal que me ofereceu.
Perdi o Cartão do Cidadão. Fui buscá-lo à polícia.
Montei a árvore de Natal em Novembro.
Tive a cara inchada uma semana por causa de um dente. Ou de uma gengiva.
Escrevi pouquinho nos últimos tempos.
Equacionei deixar isto. Parece-me que vou deixando aos poucos. Ou que vai perdendo importância na minha vida.
Fiquei com a mão direita toda cortada do frio. Mania da fotos.
Pus-me a seguir muitos blogues de culinária.
Detestei aquilo das compras dos presentes de Natal.
Na casa de amigas, chegámos a ser 14 à mesa.
Recebi prendas para um futuro rebento.
Pinei. E pinei. E pinei.
Fui feliz.


Que o melhor esteja para vir.