sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Do dia de hoje

Estava eu a dar-lhe a vacina, ao moço com aparelho para surdez e algum atraso mental, quando ele me diz qualquer coisa como Cuidado com o pico, tenho uma doença crónica, cuja profundidade apenas atingi quando vi que a prescrição era de um médico de doenças infecto-contagiosas.


Estava eu a contar os minutos para terminar o dia quando me apercebo da colega mai nova estar a atender uma estridente, soro glicosado não tem?, espaçador não tem?, torneira não tem?, soludacortina não tem?, decadron injectável não tem?, tricef suspensão não tem?, é uma urgência, têm farmácias para peneiras, na Madeira safo-me para tudo, com o Manel João é tudo diferente, isto devia ser tudo à consignação. Tive que ir dar ajuda à pequena que acabou por comentar o meu ar sério a falar com a estridente quando me apetecia era partir a cara à senhora...

Breve metáfora

Imagine-se uma máquina de lavar roupa. Cheia até não caber mais uma meia de vidro. Imaginem-se, contudo, a empurrar lá para dentro mais uma toalha. Ou um pijama. Aquela coisa do empurra aqui, agora ali ao fundo que há espaço.


Agora imaginem uma tipa que não consegue abrir muito a boca para comer... Abençoados dedos.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Às super-gajas da cozinha*


Ideias, precisam-se.

Imaginem que vão dar um jantar para amigos. Entrada, prato, sobremesa.

Ideias, precisam-se.
Muitas e variadas.

Grata.

*mais um título sexista...

Sweet November

Há coisa de um ano era a garganta. Amigdalite vesiculosa. Amígdalas e os seus pontos brancos a pedir Natal e gengivas inflamadas e a sangrar. Foi a dieta mais eficiente da minha vida. Mais ainda que a do estômago que doía, há 10 anos atrás (custa tanto fazer contas para trás!!) Sopas e papas. À velha. Cheguei a chorar só a tentar beber a água com o medicamento dissolvido.

Hoje queixo-me de outra coisa. Dói-me um dente, já não consigo fechar a matraca, há ali um inchaço. Tenho a desculpa perfeita para me entupir de gelados sem haver quem me possa olhar de lado. Amolecer o sólido no leite para não ter que mastigar é fácil. Abrir a boca como deve ser para comer é que é a luta.


Bem, dieta pré-festas. 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Not so bad

A coisa não está assim tão preta se, ao chegar-me ao balcão para atender aquele a quem outrora chamei de stalker (perdi qualidades...), ele me pergunta se se estava a beber jeropiga lá para dentro porque se ouvia muita animação. E depois da resposta Aqui não se bebe álcool, fiquei aliviada por não ver o nariz a crescer...


Alguém me sabe responder?

Estava aqui a assistir a uma reportagem na SIC Notícias, sem som, sobre o Carlos do Carmo e aparecem-me pela frente uma série de fadistas, suponho que a cantar o seu fadinho, quando sou assaltada por uma dúvida... A Raquel Tavares pôs mamas novas, não pôs?

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Querido fim‑de‑semana, eis a minha lista de desejos

Sushi.
Sexo.
Séries.
Sofá.
Sorna.
Sinásio. (Destoa, não é? A ver.)

Desporto by night

Ontem à noite, vi-me obrigada a assistir a um programa de halterofilismo na televisão. O homem só reparava nos pesos, 177, 205, 210 kg. Eu só dizia Está ali uma coisa muito vermelha ou está ali uma coisa muito azul. Acho que ele só percebeu o que eu queria dizer quando lhe berrei para mudar de canal, Só vejo pichas! 

Passámos para trás. Havia ali uma picha muito torta. Ou saliente. Depois foi um discutir de pichas, de formas de pôr as pichas, de haver ali pichas muito rebitesgas, pichas que não se viam, muito ajeitar de pichas.

Claro que vi braços. Braçalhões. E bacalhaus. Pesos, claro. Anões atarracados com alergia debaixo dos braços. Mas acima de tudo, e mesmo que não quisesse, vi pichas. É condição sine qua non, mexer-lhes antes de botar as mãos à barra.



 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Opá, opá, opá!!!

Pela primeira vez em muito tempo, eu e a minha cama

Eu. Lençóis polares. Pijama quente. Pés previamente aquecidos com meias de lã. 

Eu. Sozinha. Cama. Gigante. Só para mim. Pé para um lado, braço para o outro.

Não estou habituada. 

Acordei. 6h da manhã. Senti falta.


Dormi sozinha.
O homem adormeceu-me no sofá. Todo de ladecos, com a sua manta cor de rosa a cobri-lo, pescoço torto, luz acesa, com vista para o bolo mármore que fizemos ontem. Cheira-me que tinha medo que as formigas lá fossem...

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Deixem-me em paz

Eu tento não ouvir mas o pessoal que se senta perto de mim gosta de falar alto. Ou tenho mesmo ouvido de tísica.


E entre caralhadas e derivados, parece que há tipas casadas que chegam à pista da discoteca e se abeiram do meu vizinho de mesa para porem a pastilha que tiraram da boca delas na dele...