Deixar de ser uma tipa com a cabecita no sítio, mandar a responsabilidade pastar ao centro da Terra e ser só e apenas como aqueles que andam aí, assim, na boa, tudo légáu?, no worries.
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Querido fim‑de‑semana, eis a minha lista de desejos
Sushi.
Sexo.
Séries.
Sofá.
Sorna.
Sinásio. (Destoa, não é? A ver.)

Desporto by night
Ontem à noite, vi-me obrigada a assistir a um programa de halterofilismo na televisão. O homem só reparava nos pesos, 177, 205, 210 kg. Eu só dizia Está ali uma coisa muito vermelha ou está ali uma coisa muito azul. Acho que ele só percebeu o que eu queria dizer quando lhe berrei para mudar de canal, Só vejo pichas!
Passámos para trás. Havia ali uma picha muito torta. Ou saliente. Depois foi um discutir de pichas, de formas de pôr as pichas, de haver ali pichas muito rebitesgas, pichas que não se viam, muito ajeitar de pichas.
Claro que vi braços. Braçalhões. E bacalhaus. Pesos, claro. Anões atarracados com alergia debaixo dos braços. Mas acima de tudo, e mesmo que não quisesse, vi pichas. É condição sine qua non, mexer-lhes antes de botar as mãos à barra.


quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Pela primeira vez em muito tempo, eu e a minha cama
Eu. Lençóis polares. Pijama quente. Pés previamente aquecidos com meias de lã.
Eu. Sozinha. Cama. Gigante. Só para mim. Pé para um lado, braço para o outro.
Não estou habituada.
Acordei. 6h da manhã. Senti falta.
Dormi sozinha.
O homem adormeceu-me no sofá. Todo de ladecos, com a sua manta cor de rosa a cobri-lo, pescoço torto, luz acesa, com vista para o bolo mármore que fizemos ontem. Cheira-me que tinha medo que as formigas lá fossem...
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Deixem-me em paz
Eu tento não ouvir mas o pessoal que se senta perto de mim gosta de falar alto. Ou tenho mesmo ouvido de tísica.
E entre caralhadas e derivados, parece que há tipas casadas que chegam à pista da discoteca e se abeiram do meu vizinho de mesa para porem a pastilha que tiraram da boca delas na dele...
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
domingo, 9 de novembro de 2014
É altamente contraproducente
Querer/estar a escrever emails de reclamação para, PASMEM-SE, a Galp enquanto oiço a Mariah Berrona Carey a cantar-me aos ouvidos All i want for Christmas is you.
Tira-me o mood Cabra Má todo...

sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Ontem à noite, o Grinch esteve na minha cama
- Domingo de ronha, que bom. Vou pôr os lençóis de flanela e o edredão.
- De flanela? Então e os polares?
- Ainda não. Oh, chá, chocolate quente, bolo rei, meias quentinhas! (...) Este fim‑de‑semana fazemos a árvore.
- O quê? Só autorizo que a faças em Dezembro.
- Nããão, este fim‑de‑semana...
- Se a fizeres, desmancho.
- E eu volto a fazer.
- E eu desmancho.
- E eu volto a fazer.
- E eu deito-a fora.
- E eu vou buscá-la.
- Sim, mas pelo menos nos entretantos não há árvore de Natal... Queres assim tanto pinar só com as luzinhas acesas?
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Lamento por todo e qualquer erro mas isto não é a minha língua...
Cenário. Quarta-feira, ao lanche, enquanto aguardava o meu homem para irmos adorar um picnino de 6 meses.
Eu, a minha meia torrada e o meu galão. Duas pequenas à minha frente. Eu achava que elas estavam a estudar medicina. Produzida no rim, problemas cardíacos, becabeca.
Depois, ouvi algo mais. Energias yin e yang, vem do ginguinato, vem dos rins, é original, hereditária e fixa, refinada no baço, kenxi e nunxi.
Chinês mas se tivessem dito Tsubasa, Benji ou Misaki, dava-me igual.
Tudo corria bem.
A conversa fluía.
Gosto de falar de contracepção. Tirar dúvidas. Implante, as várias pílulas.
Mas depois... Depois, ela disse fize-a.
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Deu pano para mangas
E ali está uma moça, perna aberta poisada como se fosse parir, nua da cintura para baixo, a ver apenas a cabeça da sotôra e não era para fazer coisas boas, a luz apontada para o seu recanto mai íntimo. Chegue à frente, chegue atrás, rabo mais para ali, costas para acoli. E a médica lá está nos seus afazeres, só se vê o cucuruto, Relaxe, não aperte, quando se ouve Tem uma anteretroflexão muito acentuada. É grande, aliás, é toda grande.
À conta disto, sou apelidada de cada coisa lá por casa...
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Faz tempo
Que não passava um santo dia sem ter tempo para olhar para um único post deste piqueno mundinho.
Voltar ao trabalho depois de um dia de folga é altamente cansativo.
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Fim de semana de Halloween e em como no próximo ano não finjo que não estou em casa quando os putos me baterem à porta

Ponto primeiro. Fui jantar ao Bairro Alto na sexta-feira. Levei uma mala pequena, Cartão do Cidadão, 30€ e o MB. Cheguei a casa cerca de 5h depois sem o Cartão do Cidadão.
Ponto segundo. Fui para o Porto de comboio. Sem CC e com a "necessidade" de o apresentar ao pica. Felizmente não. O comboio partiu com atraso. A partilhar dos nossos lugares, um triste que falava em "terakis", que se espreguiçava como se não houvesse amanhã e que achava que podia limpar a sola dos sapatos ao assento do lado.
Ponto terceiro. Tive um belo Sábado que nem tudo pode ser mau. Sol, calor, uma bela paisagem. Ainda assim, achei que ia ser trucidada por espanhóis, franceses e italianos. A cama do hotel era boua boua boua!!!
Ponto quarto. Céu relativamente nublado. Belo pequeno almoço. Caminhada de 30 minutos. Por volta das 13h, e depois de me benzer por sempre ter levado o casaco, começa a chover. Não eram pingos, eram enxurradas. Apanhei A molha da minha vida. A. Sem arredar pé. Num sítio onde não havia abrigos. Num sítio com árvores enquanto trovejava. Com o telemóvel do homem comigo e sem saber dele. E sem saber que tinha o telemóvel dele comigo, liguei, liguei, liguei, liguei. O meu iPhone à chuva. Por mais que ligasse não ouvia nada. Embora o tempo de chamada (que percebi depois ser do correio de voz), contasse. O iPhone morreu naquela descida do dilúvio no Porto. Cabutz. As botas de camurça todas molhadas, pés a fazerem chop chop, o casaco todo molhado, a pesar três vezes o seu peso, as calças de ganga todas coladas ao corpo, o cabelo colado à cara, o rímel a escorrer fronha abaixo. Pus-me a caminho do hotel, o check-out estava perto. Fui. Sem homem. Sem saber dele. A caminho do hotel, a penantes, porque nada de táxis, passa-me um senhor condutor cabrão filho de puta ao lado a assapar. Não estivesse eu já molhada e tinha-lhe atirado uma pedra da calçada ao ao carro, cabrão de merda, que me deu um banho integral. Avé senhor, que, na loucura, e quando se está algo desesperada, perde-se o juízo, aceitei boleia de um tipo com ar razoável que fez a sua boa acção do dia ao salvar dois desgraçados do fim do mundo e deixou-me à porta do hotel. Espero que o Senhor lhe dê muitos meninos e um EuroMilhões.
Ponto quinto. Cheguei ao hotel 45 minutos antes do check-out graças à boleia. Tomei banho quente, "sequei" as calças com o secador, nada a fazer às botas, arrumei os tarecos. O meu telemóvel toca de um número que nunca vi na vida. Atendo. Nada. Ah pois, o iPhone morreu. Mas só em parte. Eu é que não oiço.'Tou, 'tá lá, és tu? Não te oiço mas estou no hotel. Hora de sair e nada do homem. Equaciono falar com a famelga dele, Olha perdi-o... Começo a pensar nas hipóteses, polícia, hospital. Seria assim tão estranho assumir como ponto de encontro o hotel? Como era a vida antes dos telemóveis?
Ponto sexto. Ele chega já depois do check-out feito. À moça da recepção, desejo muitos meninos e um cavaleiro andante ou uma carreira promissora, whatever. Banho quente. Ainda assim a tremer-me que nem varas verdes. E o homem é uma brasa. Olha, queres lá ver que tenho um hipotérmico aqui, agora?
Ponto sétimo. Francesinha. Tarte de amêndoa. Café. Eu a tremer que nem varas verdes com os pés numas botas a fazerem chop chop e com o único casaco a pingar água nas mangas. Fui às compras. Detesto lantejoulas e comprei uma camisolinha de malha com um laço em lantejoulas!!
Ponto oitavo. Fim de semana a aproximar-se do fim. Eu, no comboio, descalça. A pensar. Segunda, folga. Segunda, ir à polícia dar baixa do cartão do cidadão, ir a uma loja do cidadão ou cartório para fazer outro, ir à minha consulta de gaja, ir a uma loja dar uso à garantia do telemóvel, escrever cartas para a senhora Galp e afins. Belo dia. Belo, belo dia.
Ponto nono. Segunda. Parece que habemus Cartão do Cidadão algures numa esquadra de Lisboa. Que o Senhor dê a quem o entregou aquilo que mais deseja.
Ai gozas com o Puorto. Pimbas. O feitiço só desaparece quando regressas à capital... E devo estar a esquecer-me de mais qualquer coisa...
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