Ontem, acaso dos acasos, dou por mim encafifada numa carruagem de metro. Encafifada as in lata de sardinhas com sardinhas extra na mesma embalagem de sempre.
Em hora de ponta, durante a semana, aguenta-se. Ao domingo à hora do almoço, torna-se mais complicado e enervante.
Os ocupantes da carruagem vinham todos equipados à desportistas. Parece que se dava ontem aquilo da Maratona.
Aprendi uma coisa. Não mais troçar dos senhores que me aparecem na farmácia com cheiro a cavalo porque estão a trabalhar ao sol. Cheiro a cavalo, também conhecido como cheiro a humanidade, é o aroma que se sente num local fechado não muito grande quando se está rodeado de gente, maioritariamente homens, acabada de correr 21 e 42km ao sol.
Não sei como sobrevivi ao acre da situação.