E a minha fica muito mais feia se insistem em pagar-me 0,50€ com multibanco.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Groupon, Odisseias, Lifecooler, goodlife
Um jantar de sushi.
Um espelho alto com arrumação para os tarecos vaidosos.
Um rodízio de marisco.
A coisa promete.
Ou bem que enriqueço depressa ou bem que o bolso esgaça e o peso aumenta.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
"Já não se lembrava, pois não?"
Há algum tempo que já não passava por isto. A memória estava meia apagada. O clique fez-se com a frase:
- Se quiser que eu páre, avise.
Correu tudo muito bem. Até. Até. Cerrei os maxilares, cerrei os punhos, respirei fundo e pensei que só precisava de distracção. Antes cantava o Pintinho Piu, sabe-se lá deus por quê. Desta feita, resolvi contar. 250. Foram aproximadamente 250 disparos de laser. Sim, já não me lembrava. No fim, lembrei-me que um dia já foi muito pior.
Ainda assim, hoje ainda é caso para dizer que tenho o pito aos saltos.
Descarga de adrenalina e o quanto eu sou boa a refilar
Lidar com pessoas é difícil. É muito difícil. Aprendi isso ao longo da minha ainda curta vida profissional, ao trabalhar atrás de um balcão de atendimento. Se calhar, é por isso que ganhei o hábito de ter muito cuidado com o que digo e muita atenção ao que oiço quando estou do lado oposto. Ai dizem que o defeito é de fabrico, os lotes estão todos assim e insistem em não devolver o dinheiro? Ai dizem que se ligar uma coisa, outra pode desligar e esperam que assine um contrato? Fodeu. Só me dão armas para refilar. E eu refilo. E refilo. E quanto mais tempo me demoram a resolver um problema, mais vontade tenho de refilar, de mais razão me muno e mais cabra consigo ser. Falam-me em escrever um documento cuja resposta surgirá em 5 dias úteis? Ok. Quando o assino, falam em 3 úteis. Amigos, se ao terceiro dia não tiver resposta, isto pega fogo, escreva lá na minha ficha!
Não há nada como reclamar com um funcionário, reclamar com o gerente, reclamar para a administração e deixar bem firme a ideia de que não escapa o livro de reclamações e a entidade que os regula.
Estou eléctrica.
E não almocei ou tomei segundo café.
Comecei o "balanço rápido de 2013" com Entupi-me de sushi
Estamos a dia nove do primeiro mês do ano e já me enchi de peixe cru três ou quatro vezes.
A coisa promete.
(Se calhar dar 8 pares de calças não é uma boa ideia...)
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Chata, o que se passa no teu sofá?
Olham para mim e dizem que conseguem ver um flash daquela menina linda e mais loira que eu era quando pequenina, que usava uma bandolete vermelha e uma camisa com barcos e foguetões.
Chata, o que se passa na tua cozinha?
Ando a ser filmada a andar de pijama e a fazer carantonhas e sujeito-me a ouvir que vou ser mesmo linda quando for uma velha desdentada.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Quando dois querem, dois dançam
E ela recebe-o na cama que aqueceu para ele, depois de lhe ter dito, ainda no sofá na sala, que lhe apetecia era ir para a cama e não prolongar o serão ali. Fazer amor ao som da chuvada forte que caía lá fora, é a resposta que tem. Ele entra, deita-se, aproxima-se dela, agarra-a. Quarto escuro. O que é isto?, pergunta quando toca nela e ao sentir um tecido mais suave que um pijama mas menos (ou mais?) apelativo do que a pele. E ele toca, toca mais, vai tocando, pernas, ancas, cintura, barriga, peito, costas. Não conheço isto, pois não? Posso ver? Visto que não vejo como se tira, vai ficar. Riem os dois. Beijam-se. Ele já sabe que aquele tecido é a única coisa que ela enverga. Beijam-se. Ele alumia o quarto, passa os olhos por ela, acompanha o olhar com as mãos. Sabe onde tocar nela, sabe como o fazer, sabe fazê-la sentir-se desejada, sabe elevar os níveis de excitação. Língua, dentes, mãos, dedos, lábios. Tecido eréctil. Mãos pelo corpo, feromonas no ar, pernas enredadas, braços para cima, pele com pele, sentidos alerta. Beijam-se. A respiração começa a ficar alterada, ela arrepia-se com o frio, com o toque, até que o calor da cama começa a ser incomportável. Os corpos suam, as mãos procuram-se, as línguas brincam, os dentes tocam em pele, trincam-se lábios, os próprios e os alheios. Quero sentir a tua boca. Deleite, gula, paladar. Os corpos encaixam, dançam, ondulam, movem-se ritmicamente, pausadamente, energicamente, selvaticamente, docemente. Eles beijam-se, riem, suspiram, gemem. Ela treme, espasmos, treme uma vez, duas, três vezes, perde a contagem, esquece os números. Suspira, geme, grita. Adoro ver-te. Pausam. Respiram. Hidratam. Riem. Falam. Abraçam-se. Riem. Riem muito. Gozam-se. Gozam. Picam-se. Beijam-se. Ele toca nela, no corpo que ainda veste o tecido preto suave, procura-a, deseja-a. Ela cede, entrega-se, procura-o, agarra-o, o seu corpo molda-se ao dele, beija-o, morde-o, chega-o para si. Mais. Mais proximidade, mais tremores, êxtase, prazer. Ainda bem que paraste. Intensidade, velocidade, frequência. Alternância. Ela toma as rédeas dos acontecimentos. Há beijos, suor, carícias, línguas, mãos. Dá-se uma dança, paso doble, acelerado, cada vez mais, ritmo rápido, movimentos curtos, gemidos. Apoteose. Simultânea. Dois participantes, suados, cansados, exauridos mas plenos de prazer...
Nota 10. Quando dois querem, dois dançam.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Fim das Festas
Dia de Reis. Fim da época natalícia. Fim do período do vamos ser bonzinhos, vamos ser solidários, vamos contribuir para o Banco Alimentar, vamos doar a roupa que não usamos porque aproveitámos para fazer a limpeza ao roupeiro, vamos comprar os livros e cd's da Leopoldina e da Popota, vamos contribuir para as linhas telefónicas dos Natais dos Hospitais, vamos dar prendinhas aos familiares com quem não podemos e com quem não falamos o ano inteiro, vamos arredondar na Worten e no Lidl, vamos dar uma moedinha ao mendigo que está nas ruas em que passeamos no frenesim da caça às prendas, vamos pôr o troco na caixinha do restaurante onde tomamos o café todos os dias, vamos dar o lugar à grávida no metro, vamos amparar a velhinha que está a escorregar na rua, vamos. Vamos. Fomos. Fizemos. Porque o período do Vamos ser solidários e uns para os outros acabou.
Dia de Reis. 18h. Tempinho de merda. Virado, mesmo. Vento. Chuva. Lisboa. Imaginem três pessoas à espera do autocarro. Imaginem. Lisboa. Chuva. 18h. Carris. Lisboa, à chuva, em hora de ponta e os autocarros da Carris. Repito, chuva. Voltem a imaginar as três pessoas. À chuva. Melhor, duas delas protegidas pelos seus altos chapéus de chuva, grandes, largos, fortes, sem medo do vento indomável. Duas pessoas, dois homens, jovens, máximo 35 anos. A terceira pessoa? Uma jovem, máximo 25 anos. Molhada até aos ossos. Sem chapéu de chuva. Bem posta, ar de miúda frágil, estava feita pinta molhada. Com dois mamarrachos ao lado, que juntos, tinham ali uma tenda familiar. Tive vontade de lhes atirar com água das poças!
Ah vamos ser bonzinhos, acarinhar o próximo, ajudar o vizinho, dar a outra face. Nesta época festiva.
Hipócritas.
Hipócritas de merda.
Façam-no todo o ano, em qualquer altura. Vontade de lhes enfiar o chapéu num sítio que cá sei.
2014 em prémios
O milhões rendou-me quase 8€. A meias.
As facturas com o número de contribuinte renderam ou renderão 27€.
No seguimento, o primeiro prémio do milhões agradece-se. Vá, pode ser o segundo. Vá, pode sair a alguém próximo daqueles a quem já pedi um mísero milhão.
No seguimento, naquilo do sorteio de um prémio por pedir facturas com NIF, um carro caía bem. Ou uma máquina de secar roupa.
No seguimento, e porque hei-de ser sempre uma pobretanas mesmo a pedir, agradeço uns bilhetes para a antestreia daquilo com o Leo ou o da Deep Throat (desde que soube que há workshops disto que não tiro daí a ideia...)
Ainda mais que isso, agradeço urgência em dois telefonemas que aguardo expectante, no bom senso e/ou sensatez naquilo de fazer umas horas noutro sítio e que o sábado chegue já amanhã.
Por último, agradeço que não esteja frio de noite o que me permite passar tempo desnuda no sofá e na cama. De qualquer das formas, Pedro, pára lá com a chuva e manda vir o frio polar que é da maneira que passo mais tempo na cama que dou-me muito mal com os pés gelados. If you know what i mean!
sábado, 4 de janeiro de 2014
Como começar o fim de semana em bom?

Correcção:
ele na cama, almofadas no sofá cobertas pela manta a querer enganar,
casa às escuras só iluminada pelas luzinhas da árvore.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Expectativa. Ou esperança.
Não sei que lhe chamar.
Expectativa. Ver se corre tudo bem.
Esperança. Desejar que corra tudo bem.
Um misto das duas.
Até ver, morro de ansiedade. Quero que o tempo passe, que o tempo corra. Que estejamos em meados de Janeiro. Que se concretize aquilo que tem vindo em câmara lenta. Hoje um pedaço, amanhã mais um, depois mais outro. E estou deserta de lhe ver o fim. Ou pelo menos o início do fim. Para poder sorrir sem pensar no que ainda tenho para fazer amanhã...
Expectativa. Boa. Gostosa.
Esperança. Enorme. Gigante.
Um sorriso enorme na cara.
A pergunta mais repetida: estás contente? Aos pulos!
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Cenário - Take iv
Dia 31.
Saio do trabalho apressada. Por mim e pela boleia. Chego a casa e vejo tudo apagado à excepção da tv. Está um corpo no sofá, tapado pela manta. Aproximo-me, beijo-o, acorda. O corpo começa a retribuir. De repente, afasta-me: já estiveste a beber?! (Tratam-me como se fosse uma alcoólica!) Admito-o, um copázio de lambrusco para despedida da equipa de trabalho até ao novo ano. Atenção, que disse copázio e não o copinho do costume! "E então que te disse a tua chefa de mim?". A partir do momento em que oiço o que pensa ele da minha chefa, começo a verificar que posso vir a estar cheia de peças para jogar para um lado e para o outro. Se os quiser envergonhar. Ainda mais. Depois de uma troca de mensagens de esbugalhar os olhos, como se fosse preciso! O homem deitado no sofá diz-me: encontro marcado às 20h-20h30.
Eram 18h30. Havia tempo. E assim lá tratámos da nossa despedida a 2, entre quatro paredes, corpo com corpo, para depois nos juntarmos ao resto do mundo para o festejo da chegada de um outro ano.
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