quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Já chega, sim?

Pois que ontem me passou pelo estreito, ao longo de todo o dia, torradas, chá, donuts (uma pequena precisa de consolo!) e uma sopa. E upa upa. Não consigo engolir. Parecem lâminas a arranhar-me a garganta.

Infelizmente para mim, não tenho bagaço ou whisky em casa. Infelizmente para mim. Que fazia as mezinhas caseiras com o raio do mel e ficava fina. Já dizia a minha professora de TLQ que o álcool mata tudo. Além de que me dava uma bezana tal que caía na cama e não acordava com o não conseguir engolir.

Eu ando a anti-inflamatórios. Não quero ir ver outra vez se tenho ou não pontos brancos. Houve duas farmacêuticas a oferecerem-se para me trazerem drogas duras a casa. Não quis. Ainda não quero. 

Tentei a cena da transpiração. 
É, o jogo entra no intervalo, uma pessoa aproveita e começa nos melos, ali mesmo no sofá, manta por cima a fornecer o calor necessário para os corpos não sentirem o frio. As pessoas entusiasmam-se, quase que era golo, Mau mas estás a dar atenção a quê?, pá, sou multi-funções, faço bem qualquer delas; a coisa estava tão boa, sua-se, tapa-se e destapa-se, despe-se tudo; o pior era a garganta que sou uma pessoa de gemidos e arfares mas o facto é que ali nem dei por nada; e é gooooooooooooooooooooooooooooooolo do CR7, Mas estás a dar atenção a quê?, e eu só me justifico que não posso fingir que não ouvi; e ali estavam dois corpos nus, quentes, pele em contacto com pele, em movimentos uníssonos, para tratarem do corpo de uma ou do corpo e alma de dois, 3-1, perdão, 3-2. Uma merda, que gritei que nem uma louca!

Preciso de mais. Ainda estou de molho. Ainda estou no sofá. Ainda me custa beber água com sabor a limão e granulado medicamentoso. Ainda me custa beber chá. Sólidos? Hmm hmm. 

Cá se fazem, cá se pagam. Deixem lá isso. Nem me tenho nas perninhas para ver quanto peso perco com esta brincadeira. Há sempre um lado bom.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Lei do retorno - update

Todos os meus colegas de trabalho me desejaram as melhoras mas o único que realmente me telefonou foi o V..

"Ficas tão melhor aí ao longe sem me chatear, assim com essa voz sexy. Queres que te vá dar uma pica no rabo?"


Para que saibam, ou estou a delirar ou tenho pontos brancos nas amígdalas. O que me vale é que parece que me prometeram transpiração logo mais para ver se me vejo livre de tanta toxina...

Lei do retorno

Aqui há atrasado, fui coagida/obrigada a fazer a administração injectável de um antibiótico na nalguinha da chefa. Deixei-a coxa e sem posição para sentar por uma semana. 
Algures durante a semana passada, ouvi aquela tosse dela a que chamo de cão e, acomunada com a mais recente colega de trabalho e com o mais que famoso colega V., ofereço-me para nova administração, não fosse a coisa piorar.

Ora, a quem calha uma bruta dor de garganta? A moi. Desde Domingo. Mas apuradíssima hoje. Admito que possa ser porque ainda não tirei os costados da cama, não comi e não tomei o anti-inflamatório. Não sei há quanto tempo não falto por uma destas. Já me baldei duas vezes desde que sou uma pequena trabalhadeira porque, depois de uma noite a vomitar, não me aguentava nas pernas mas só. Já trabalhei com 40º de febre e o chefão (ex-, actualmente) tinha palas nos olhos e uma adoração somente por si. Hoje faltei. Estou de molho. Claro que já me ofereceram drogas duras, aka, penicilina no rabo. Dispenso. 
Eu, a cama, o sofá, mantas e bebidas bem quentes.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

É olho gordo

No trabalho, apercebem-se do meu estado condicionado. 

Um diz que pareço amarela, que preciso de uma injecção de penicilina, que tenho os olhos no chão. Outra diz que é uma virose que dura 15 dias. A melhor? A chefa. "Mas dói-te o corpo? Ui. E tens febre? Ui. Sabes, isso é do transpira, pára, volta a transpirar, pára, tapa, destapa". 

Inveja.

E o vosso conceito de amizade?

Primeira frase de uma SMS recebida ontem à noite:

"Tanta chapada em tão poucas msg... Mas... Tens toda a razão... "


Amizade é amizade. Para o bem e para o mal. Posso ser ausente quando está tudo bem mas se há alguém com problemas, faço questão de estar presente, marcar cafés, chatear com mensagens. Mostrar que estou lá. Mas não me peçam paninhos quentes. Não me peçam palmadinhas nas costas ou um ombro sem quererem ouvir o que tenho para dizer. Aprendi-o à minha conta. Porque foi só quando me disseram as coisas com todas as letras e sem papas na língua que abri os olhos. Não esperem de mim que diga que vai tudo correr bem, que vive o que tens a viver e logo se vê. É sempre mais fácil recair que dizer que não.

Eu aprendi a dizer que não. E orgulho-me disso para caramba. E hei-de estar ao lado dos meus amigos para lhes dar umas chapadas de mão cheia, para me dizerem que sou fria mas que precisam de o ouvir.


Chamam-me de sensata. Já fui muito insensata. A todos os níveis. Um dia, abri os olhos. Quero fazer o mesmo pelos outros.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Agora, no tasco, fazem-se tatuagens. À borla. Rápido rápido.

Sou a modela.
A minha chefa leva ou não leva jeito?
Atenção, não é definitiva. 
Álcool ou acetona e faz-se outra mai linda.
(Maus tratos no local de trabalho...)

Não, não é um fio. Tenho melhor gosto.
Se me virem na rua, digam Hi, Chata!
E sim, Girafa era a minha alcunha.

"O que é que fizeste ontem? O que vais fazer hoje? O que vais fazer no fim‑de‑semana?"

"Estás eléctrica!" - diz a chefa enquanto estou sentada a abanar as perninhas, a gargalhar como o Minion que não é meu mas que eu é que trouxe para o tasco e que faz um Ahahaha estúpido que TODA a gente adora (Diz que, normalzinha, eu rio igual. Não percebo.) e a cantarolar ATÉ o Jaime Artur e o Impossível.


Ora, saí do tasco depois de beber o copito de lambrusco com as castanhas oferecidas, fui comer uma torrada a meias com o tipo que me trata por devassa e com quem sou realmente muito parecida e fui para casa. Lá, bebi meia garrafita de lambrusco, vi a Grey, desisti do Scandal e ocupei-me com outro tipo de actividades das quais não falo para não vos entristecer e/ou para que parem de achar que isto é um blogue badalhoco. Hoje ainda estou a ponderar se vou estar com a BFF ou se fica para a semana. Ganhei mais um bilhete que pretendo oferecer (não tenho dedos que cheguem, remember?). Amanhã e domingo pretendo acordar tarde, a más horas e ainda poder ficar mais tempo na cama ou no sofá que diz que vai estar frio. Fazer a árvore de Natal. Cinema é uma possibilidade.


Razões para estar eléctrica? É sexta, já fiz o Milhões sozinha, com o gajo que me exaure o corpo e com a equipa do tasco. Estou com a fezada. Se não voltar aqui, é porque fui, com o pinheiro de Natal atrás, pinar para um destino com água morna, álcool, sol quente, sushi a rodos e jacuzzi.

100. 100 milhões.


Sorte no jogo.
(Quantas vezes já ganhei bilhetes de cinema nos últimos seis meses, hmm? Já não tenho dedos nas mãos para contar)

Sorte no amor.
(Não queiram saber mais do que vos diz respeito. Mas está tudo bem, obrigada)

Sorte nos Amigos.
(Poucos mas bons. Com quem tanto se fala das várias modalidades do sexo como de flirt, traição, medos e futuro)

Sorte na Saúde.
(Troco tudo por isto. Apesar de saber que vamos todos ser cancerosos se não duas, pelo menos uma vez na vida)

Sorte no trabalho.
(Pois. Tenho um certo e recebo todos os meses a dia certo o tostãozinho na conta)


Falta-me a sorte no Milhões, em particular. Sei que estamos destinados a ficar juntos mas ele insiste em fazer-se difícil. Já fiz as minhas promessas, já pensei nas minhas doações, no benemérita que ia ser. Fútil mas benemérita. 

Falta-me um bocadinho assim para ser Feliz.


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Ainda não tenho a árvore feita

Mas já experimentei o chão.
Manta fofinha.
Obrigada, gente.


Escorrega.
Mas consigo ser feliz tão na mesma...

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Agora só volta a melhorar logo mais

Trouxe almoço de casa. Há que poupar. Aproxima-se a hora da paparoca. Recebo uma SMS, Estou por perto, gostava de estar contigo, queres companhia para o almoço?

Relembro. O almoço é a minha hora sagrada. O meu momento zen durante o horário de trabalho. Ler, ver os bitaites da gente da blogolândia, quiçá escrever. Mas se me querem privar disto para me fazerem acompanhar a refeição com um dedo de boa conversa, muito riso e olhares marotos, aceito de bom grado a alteração de planos.

O almoço que trouxe lá está, no frigorífico. Eu, cá estou, sorriso na cara e com óptimas expectativas para uma noite fria que se quer regada a lambrusco gelado oferecido e repleta de carícias e beijos quentes.



Estou de regresso ao mundo do trabalho. Agora só volta a melhorar logo mais.

"Bate-me, domina-me"

Ontem fui ao cinema. Adivinhem. Sorte no amor E no jogo.

Roman Polanki.

Pousada. Império Austro-Húngaro. 1870.
Teatro. Audições.
Francês.
Ambivalente. Ambíguo.
Sacher-Masoch. Sexismo. Pornografia. Subjugação. Dominação. Poder.
Martelo. Bigorna.
Decotes. Mamilos.
Madame. Senhora. Deusa.
Vénus. Afrodite.
“E Deus o puniu, e o entregou às mãos de uma mulher.”
Judite 16, 7
Gostei.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Pedro Eduardo

"Tal como tinhas dito as visitas e comentários foram como já não eram à semanas, um sucesso, devias deixar de ser distribuidora de drogas legais/..."


Escreve-se "há semanas". Agá. H.


Dito isto, o teu tempo de antena acabou. Beijos de luz.

"Vive agora o melhor que podes"

Aparece-me uma das minhas velhotas favoritas. Bem disposta e sempre chorona. A filha dela é aquela a quem aplico uma injecção semanalmente. A filha dela é aquela que foi atirada de um carro em andamento pelo marido. É aquela que tem problemas do foro imunológico. Artrite reumatóide. Psoríase. É aquela que vi demorar mais de 30 minutos desde o gabinete onde lhe aplico a injecção até à porta, amparada pela mãe e cheia de dores, de não conseguir apoiar os pés no chão. É aquela que tem os nós dos dedos todos tortos, a barriga picada e o corpo inchado da cortisona. É aquela que usa unhas de gel sempre na cor da moda, usa roupa e acessórios fashion e que se maquilha diariamente como uma lady.

Perguntei por ela. Que não lhe administrei a injecção na semana passada.
- Já não faz. Agora só cortisona.
- Então?
- Estamos à espera de uns resultados de uns exames. Tem aquele vírus do útero. Se calhar é cancro. Veja lá, ela que foi operada há dois anos para tirar um quisto. Sabe (olhos cheios de lágrimas), tudo lhe acontece. Tudo. Ela não vai viver até à minha idade. Não vai. E estou sempre a dizer-lhe Vive, vive agora o melhor que podes.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Cenário. Take II.

Sala. 
Eu.
Um homem.
Vêem-se os enfeites de natal. Falei em fazer a árvore no próximo fim‑de‑semana. Parece que vai estar mais fresquinho.

Desenvolveu-se o seguinte diálogo:
- Só a partir de dia 20. De Dezembro.
- Oi??
- Sim. Qual é a pancada da árvore??
- Gosto da sala às escuras só com as luzinhas a piscar.
- Pinar com as luzinhas da árvore a piscar?

Gotta love this guy!

domingo, 10 de novembro de 2013

Bullying blogosférico é...

Receber um comentário anónimo de cariz duvidoso, ignorar, receber mais três, ignorar e impossibilitar os engraçados de me comentarem como anónimos.


Ter alguém que me detesta tanto que, ao Domingo, dia de família e do Senhor, à hora de almoço, me envia o seguinte email:


SIDA, Gonorreia, Clamídia, Sífilis, Hepatite B e C. Assim que me lembre.


Leitores, considerem-se avisados.