domingo, 10 de novembro de 2013

Bullying blogosférico é...

Receber um comentário anónimo de cariz duvidoso, ignorar, receber mais três, ignorar e impossibilitar os engraçados de me comentarem como anónimos.


Ter alguém que me detesta tanto que, ao Domingo, dia de família e do Senhor, à hora de almoço, me envia o seguinte email:


SIDA, Gonorreia, Clamídia, Sífilis, Hepatite B e C. Assim que me lembre.


Leitores, considerem-se avisados.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

De um modo geral, sou uma pessoa simpática e sorridente

Claro que dura até me pisarem os calos. Nessa altura, o sorriso fecha e o alvo passa a ser ignorado. Ou passa simplesmente a ser ignorado tendo eu que continuar a sorrir porque a sociedade assim o impõe.

Explico. Aqui há anos, recentemente saída do antigo emprego e já no actual, fui a uma formação onde encontrei os antigos colegas de equipa. Em peso. Convidadíssimos pelo delegado de informação médica que os visitava. Parece que a amizade se estreitou já que passei a ver esse senhor, bem apessoado, fatinho, moreno de cabelo grisalho, e olhos claros, quarentão, como entidade muito presente nas fotos do FB dos gajos do antigo tasco. Informei-me. Era passeios de vela, era jantares com as estagiárias, era saídas para o Urban, Lux e afins. Perfil: falinhas-mansas papa-tudo.

Quem me aparece à frente, quem me aparece numa das raras e inéditas ocasiões em que sou eu a receber e a reunir com delegados? Olaré.

Aconteceu há coisa de 3 semanas. Desde então é telefonar 2 vezes por semana para falar comigo e estabelecer a desejada parceria. Nisto, visita o tasco uma colega farmacêutica ainda de outro estaminé. Ele calha em conversa. "Por amor de deus, não se metam nisso que ele não desgruda. Sou casada, ele sabe o meu telemóvel pessoal e liga e envia mensagens a convidar para jantares..."

Segunda-feira. O telefone toca, dizem-me que é ele. Farta, digo para dizerem que não estou, fui laurear a pevide à rua.

Terça-feira. Volto do almoço. Coleguinha fofo: sabes quem telefonou? Pediu para retribuíres a chamada.
Nunca sei se este homem está a gozar ou não. Não retribuí!

Ainda Terça-feira. Telefone toca. Chefa atende. Quem se apresenta ao telefone não se identifica e pede só para falar com a Dra. Chata. Atendo.
- Então, Dra., quando nos encontramos para comemorar com espumante a nossa nova parceria?
E pronto, nestas alturas, pelo menos ao telefone, é ignorar e passar por cima da questão transparecendo um sorriso amarelo e falso.

O telefone é desligado, todos me gozam e eu informo: quem quiser falar comigo, tem que se identificar. Se for ele, não estou e não volto. Se aparecer, fui ao supermercado comprar papel higiénico que ando rota da tripa. Se quiser esperar, é dizer que está perto da minha hora de saída e que o namorado negão lutador de boxe já está lá fora à espera. Está feito.

Pensamentos encadeados

Estou a sair de casa e a pensar no que raio me deu para me vestir à senhorinha, que só me faltam os saltos mas não dava que o atraso parecia maior.
Passo pela janela do r/c do casal da mal fodida e do picha mole e cheira-me a tabaco. Penso logo que não vou olhar para cima para ver de onde vem o cheiro, já vos disse que sou bicho do mato e aquela gente, principalmente a gaja, olha-me com cara de quem me quer matar...
Nisto, recordo-me do meu encontro twilight de ontem com o vizinho stalker das corridas nocturnas que me fala de um vizinho novo. "Onde?" "Cruzei-me com ele agora nas escadas." O meu Tico e Teco sinapsaram rápido na altura. Apercebi-me que ele estava a fazer aquilo a que vulgarmente se chama tirar nabos da púcara. Acontece que gosto pouco de metidos principalmente quando me fazem um sorriso malandro que interpreto como um "oiço-te à noite, maluca".
Rapidamente começo a perguntar-me a mim própria se exagerei ontem. Ou se tenho vindo a exagerar. O vizinho sorri com ar I see you baby, a mal fodida odeia-me, a velha dos cães já nem aparece à janela...
Claro que nisto acabo esta linha de pensamento com "Temos que parar de foder desta maneira" que mando rapidamente à merda preferindo relembrar os gemidos, arfares e sussurros "Tão bom" que me ecoam nos ouvidos...


Estou metida nestas memórias há meia hora e encalhei na última parte. Café à frente, sorriso genuíno nos lábios e vou começar o trabalho bem disposta ainda que me possa esperar um dia pior do que o de ontem...

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Fui espancada

É isso. Espancada. Atropelada. Sovada. Costas. Pernas.

Enchente de trabalho. Não estou habituada a isto. Tudo no depois do almoço para abrir a pestana. Não bastando as 4h míseras horas de sono, levei com trabalho a valer. E já não há amostras de ampolas de ginseng...

Pois que posso ter passado parte da tarde de cu sentado mas isso não tira mérito ao meu trabalho e cansaço. Pernas. Costas. Ombros. Rabo. Sei que a páginas tantas, ainda me faltando um terço do trabalho e com os ajudantes a escassearem, dei por mim sentada a sentir as pernas a tremer. Explico. As gajas perceberão. Imaginem-se por cima do vosso companheiro. Cima-baixo-frente-trás. Isso. A determinada altura, X orgasmos daqueles que exaurem e nos chupam forças depois, as vossas pernas fraquejam. Tremem. Foi isso. Assim. Tal e qual. Como se tivesse estado a pinar como se não houvesse amanhã. Dores de sexo são boas. Compensam, valem a pena. Pipi e pilinha sentem-se satisfeitos. Mas eu não me sinto satisfeita. Como se tivesse estado a pinar para aquecer. Zucazucazucazuca. 


E agora, à noite, ou de madrugada que também serve, quero realmente pinar depois de aquecida e ter X+1 orgasmos daqueles que deixam uma tipa exausta, de pernas bambas, com quebras de tensão arterial e ouvidos entupidos e tenho dúvidas. Tenho muitas dúvidas. Conseguirei?



Fui espancada e não foi bom para mim.

Escrevo-vos em alturas específicas

Em casa, de manhã.
No metro a caminho do trabalho.
Na hora do almoço.
Na loucura, ao final do dia, em casa.

Não tenho tido tempo para vocês. Não tenho tido tempo para isto. 
Coisas para escrever, outras para continuar, outras para reescrever, novidades, vidas a serem vividas, os dias que passam e o tempo a escorregar pelos dedos.


Era hoje ao almoço. Sossegada, na farmácia. A comer o que sobrou do jantar de ontem. Ui, voltei a cozinhar. 
Enfim, desencaminham-me. Convidam-me para almoçar. A Prima. A Prima não é minha prima. É prima do jovem que me trata por horny ou o que me trataria por porca não fosse ser muito internacional. A maior petroleira que conheço. Vi-a a beber vodka como não já não bebo lambrusco. Lambrusco!! Deve ter mais 10 anos que eu e um fígado conservado em álcool. Diria que é a minha heroína mas nem tanto ao mar nem tanto à terra. Almocemos, Prima!


Isto para vos dizer que ainda não é agora que vos falo da comemoração a dois com espumante para a qual me convidam por telefone no local de trabalho...

Estou fã

Não tenho nada na cabeça, aliás tenho sono. Ainda oiço o berbequim das 8h30 da manhã e não sei onde estava com a cabeça quando olhei para as horas ontem de madrugada e eram 4h31.
Mas isto é bom.
Vejam mais.
Já vos disse que gosto de cantar?

terça-feira, 5 de novembro de 2013

15 minutos para fechar

Oferecidas. 
"Lá das minhas terras. Veja lá que lembro-me sempre de si."

Juro que procurei pelo telemóvel no bolso para mandar uma 
mensagem rápida à colega para me chamar por qualquer razão do mundo...

Cérebro na prateleira.

Diz-me a chefa, ao almoço:
- (...) como nas telenovelas. Nas últimas duas, havia isso.
- Não vejo disso.
(Mas com o maior ar de Nhé. Diz-me ela que com ar de Sou muito intelectual)
- Eu vejo. Para pôr o cérebro na prateleira. E a casa dos segredos.
- Ah isso eu também vejo.

Gargalhada geral.
Não vejo novelas mas vejo a Joana e a Bernardina(dete?) mais os beijos nojentos do Tierry.
Até os empregados se meteram connosco.
E também leio revistas rosa, sim?

Bom dia, blogosfera (Muahahahahahahahhaha)


Sim, os vizinhos só têm motivos para me odiarem...
Provei e perdi o juízzzzooooooo.






Agente, não me esqueci de ti. 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Hoje também promete

Ontem, confortavelmente instalada no sofá a ver tv, tive um de repente. "Amanhã é dia 4. Depois é dia 5". Comecei a ver a vidinha a andar para trás. Muita coisa para fazer em apenas um dia. Com o acréscimo de que é nestes dias em que é preciso aparecer feito que aparece tudo o mais para também ser feito. Disseram-me: vai mais cedo. Ooooi? Era o que bem faltava. Disseram-me: podem fazer por ti ou ir começando sem ti. Santa ingenuidade. Sou só eu a fazer aquilo e todos a fazer o resto. Disseram-me: vais ver que amanhã não te aparece muita gente no tasco. É como eu disse, quando há coisas que têm mesmo de ser feitas, há outras tantas que surgem. Há muito tempo que não via tanta gente para atender na hora de almoço. Há muito tempo. O trabalho que tem que estar pronto está, vá lá, a meio. Falta-me metade do dia de trabalho. Existem 2 colegas prestes a ir embora, aka a sair do balcão e a deixar o lugarzinho à minha espera. A coisa promete. Depois o outro diz Chegaste tão bem disposta, cantarolavas por todo o lado e já estás com essa cara de assindromada!


Eu? Happy happy. Venham de lá mais vacinas para ir exorcizando os demónios...

Snooze - isto irá tornar-se recorrente?

Sábado. O despertador toca. 10h30. Toca, toca, vai tocando. Até às 13h30.

Segunda. O despertador toca. 7h30. Toca, toca, vai tocando. Até às 8h30.


Eu me acuso. Gosto de dormir. Seguidinho. Cometo mesmo um crime, one of these days...

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Meus lindos, um bom fim de semana

A coisa promete...

Vou cometer um crime

Tenho um good boy (palavras dele) a queixar-se de uma colega de trabalho que ganhou um prémio de 10 mil euros. Por entre merdas, fodido e caralhos disparados por gente de fato numa esplanada que suponho seja perto do local de trabalho deles, hei-de descobrir o nome dela e onde é o escritório.


Hoje vou matar alguém depois de lhe extorquir a massa. 
Vou ser excêntrica. 
Descobri o meu milhões.

Não podia ser mais a propósito - snooze

O despertador, que é o telemóvel, tocou às 7h20. São 8h35 e eu ainda não me lembro de lhe ter posto a mão em cima. Será que foi porque bebi álcool ou porque me deitei para dormir às 4h? Deve ter tocado, devo ter mexido nele, estava ao meu lado na cama. Devo ter julgado que pus snooze. 8h13, e por obra e graça do Espírito Santo, voltei a acordar e a exclamar um Oh-Meu-Deus. Remédio santo, até o gajo se levantou.


Tudo perfeito. Estou dentro das horas. Acho eu. Esqueci-me dos óculos em casa...