quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Agora que a janta está pronta e que tenho tempo para isto, ao som da Casa dos Degredos e do dildo que afinal é aquele cinto com o coiso ou um vibrador

Comprei calças! Comprei UM par de calças. 
Estou possessa. Foi ontem e ainda estou possessa.
Passo a explicar.

Abandono o local de trabalho, pé no metro e convidam-me para um café por mensagem. Impossível já mas amanhã lancho com um amigo. Com esse mesmo amigo, começou uma intensa conversa. Ah, é o que me poderia chamar de porca mas afinal decidiu-se por horny. Verídico. Mete-se ao barulho outra, desgraçada, acabada de chegar de Londres e que não nos trouxe a caneca com a cara do mai novo da realeza. Nisto, já eu estava nas compras. Telemóvel enfiado no bolso das calças para mais fácil acesso. Plim plim. Atenção. Eles têm um plim plim característico. E lá estava eu. E o plim plim. Plim plim. Sou aquela pessoa que revira os olhos quando se está a passar.

Chega o plim plim da chefa. O plim plim da mãe. O plim plim da BFF. O plim plim do gajo.
Leave me alone!!
E eu com 3 pares de calças na mão. Verdes, azuis, castanhas. Trouxe umas pretas.

Depois, havia um vestido, um casaco, umas calças pretas e uma túnica daquela cor que me tira do sério.

Plim plim. Plim plim de todo o lado e de toda a gente. Plim plim a pedir resposta. Plim plim que não me deixava mãos livres para segurar em cabides, ver tecidos, ver cortes. Estava há nem uma hora a palmilhar lojas. Dizem-me que precisavam que fosse para casa. Ah e tal. Eu espumei interiormente pela boca. Juro. Espumei. Tirei a Quarta para compras. Decidi que aquele era o meu dia. Queria ir à WS (que fui mas desilude), à Oysho (gosto muito), à Primark (3 vezes que estive no Colombo e 3 vezes que não pus lá o pé), queria ir ao Contenénte (scones com paaaaasssaaas!), queria ir à Oriente-se (piercings, precisam-se). E queria calças. De ganga. Tento perceber qual a urgência de ir para casa. É urgente. Aquela coisa das chaves... Daí a 1h. Digo 1h30. 

Na última loja em que entrei, sempre a correr, pretendo levar leggings (muahahahah) e um top. Não sem antes ter namorado a colecção de acessórios deles. Eu devia ser rica. Ainda assim e não sendo, felizmente, tenho auto-controlo e, sentindo o encantamento, ainda consigo dizer de mim para mim Sai daqui, mulher, isto é obra do demo. Ai tanta pulseira linda. E fios. Ai. Fútil de merda. Enfim, lá estou na fila para pagar. Sabem aquela coisa de se escolher a fila que anda sempre menos? Exacto. Eu esperei. Esperei. Esperei o humanamente possível. Depois olhei para o relógio. Depois olhei para as peças. Depois espumei da boca. Depois pus tudo de lado e vim de abalada. Para casa.



Portanto. 
Calças, um par. Tenho um vestido novo, nhanhanhanhanhaaaa.
Continuo a espumar. 

Dúvida do dia

Põem o despertador para o mais tarde possível para dormirem tudo o que puderem


ou


põem o despertador para a hora teoricamente correcta, que vos permite despachar sem correr, mas acabam por pôr o snooze 4 vezes e a adormecer 10 minutos entre cada uma delas?

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

De cima a baixo.

Olhas-me.

De cima a baixo. Não sei se gostas do que vês. Mas olhas. Insistentemente. Páras em determinadas zonas minhas. Do meu corpo. É desaprovação? É desaprovação o que vejo.

Dou uma voltinha. Faço pose. Mudo de roupa. A interior, inclusive. Passeio-me para ti, à tua frente. Continuo a não te sentir satisfeito. Há qualquer coisa em mim que te desagrada e eu não quero perceber o quê.

Aproximo-me. Analiso-te. Analisas-me. Vejo a mesma desaprovação. Dia após dia. Há já vários dias. Deixas-me na dúvida. Deixas-me nervosa.

Dispo-me. Escolho nova indumentária. Desfilo para ti. Só eu e tu. Pose. Miras-me de alto a baixo. Outra vez. Como sempre. Sei que não estou como me queres. Não estou como me quero.

Queres-me mais e melhor.
Quero-me mais e melhor.

Sussurras-me ao ouvido a razão do teu desagrado.



Hoje, espelho querido, prometo deixar as calças que me caem pelo rabo e me sobram nas pernas e tratar de arranjar novas...

E eu disse


- E fiz uma máquina de roupa, estendi e passei a ferro!!!


E diz ele:
- E depois passaram-te a ti?


Hangover?

Terceiro dia da semana, duas garrafas vazias. Com pouco sustento para fazer a caminha ao álcool...

Esta deve ter sido a noite, nos últimos tempos e acompanhada, que dormi mais.

Dói-me a cabeça. Aquela moinha pós-noite regada a álcool. Foi só uma garrafa! A meias.


Estou a ficar veha. Vou ao café. Precisa-se.




Preciso de uma cura de sono. Sem horários. Daquelas em que pode haver festinhas e não pontapés de Levanta-te que já é tarde!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Não estou ao balcão

Estava, contudo, no espaço de atendimento ao público. Entra o meu super fã. Que remédio, vamos para um balcão.


- Queria isto e aquilo.
- Mais alguma coisa?
- Está bom, assim sempre tenho desculpa para vir vê-la.
(...)
- Está com bom aspecto. E traz um morango ao pescoço. Apetece morder.
(...)
- É como as romãs.
- Gosto muito.
- Gosta? (Pausa) Vou trazer só para si. Quer que traga?

Tudo assustadoramente verídico.

Venha a próxima e não a mesma

A estação do verão, do quentinho e chinelo no pé acabou. Acabou o tomar o café na esplanada, os ombros à mostra e o sol a queimar.


Outono. Está frio. Estou na esplanada, resistente à mudança, e está frio. Tenho o edredão na cama, a manta no sofá. Uso casaco, botas. Já comi castanhas, já vi romãs à venda. Passei por uma montra toda engalanada para o natal.



Tenho duas perguntas.
Quando posso usar os meus gorrinhos?
A partir de que data é saudável fazer a árvore de natal?


Hmm?

Vou cortar os pulsos

Depois de cerca de 100 tentativas para ganhar um bilhete duplo para me babar perante o Jared, desisti. As mafarricas não largavam o telefone. Cambada de histéricas.

À 1h30 da manhã, por qualquer estranha razão, liguei. Chamou. Desliguei ao final do segundo toque. Oh, 5 bilhetes, 8h depois, já foram entregues.

Acabei de ouvir que falta entregar UM! E eu desliguei a chamada!!!!!!

10 posts em 7 meses

A falar de passar a ferro.

Ontem foi o dia. 3 horas e ainda não acabou.

Estou tão orgulhosa de mim. 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Orgasmo mental

Jaredzinho alive na Comercial...

"Você quer é conversa"

Ui, essa cara. Isso é um sorriso? Já não tenho que me divorciar? Nem ir lá a casa para te passar a ferro? Por isso é que não largas o telemóvel! Larga o telemóvel! Já avisaste das estrias e celulite? E do mau feitio? Olha para essa cara!!! Pássaro novo na gaiola, não é? Ou duas passarinhas? Já foi lá a casa? Já conheceu mamãe? Quando vem cá para aprovarmos? É outro do Benfica? Passarinho piu piu. Coitado. Nem sabe o que o espera. A ver se arejam o forno depressa que não te posso ver mais com o síndrome MF...




Há gente que não sabe ler os sinais... Ou que os lê com um atraso, upa upa!

Voltas trocadas

O sábado não foi o planeado.
O domingo, idem.
Na volta das voltas, não correu pelo pior.


Sofá, mimos, lambidas. Sobrinha linda que chama por mim quando não estou, que é alvo de cócegas maternas e que ri e gargalha a chamar pela "hata", que me adormece encolhida no ombro, a cheirar a Mustela. Viagens e auto-estradas, relatos de jogos de futebol, cantiguinhas desafinadas, fim do mundo na escuridão das 18h30, hambúrguer e McFlurry dado à boca. Mais sofá, mimos e lambidas.


E à noite, na cama, com sinceridade, contente com as voltas da vida, sei que estou mais que preparada...

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Cenário. Take I.

Uma cama.
Eu.
O tipo que, de forma desapegada, me disse que se tivesse as chaves lá de casa me teria preparado uma surpresa.


Falamos. 
O assunto é sexo. O nosso. Tarado não. Saudável. 
Abordamos o assunto da vizinhança. Coitados. Noites, madrugadas, fins de semana, barulhos, sussurros, gemidos, gritos (admito, gritos), mobiliário a arrastar, cadência de sons. Chuveiro, água a correr. Cadeiras a arrastar, barulhos de garrafas, de copos, cadeiras a arrastar, gemidos a terminar em gritos, mais cadeiras a arrastar, a televisão a dar luz. Chuveiro, água a correr. Colchão, molas, gemidos, and so on. "Coitados! És a única no prédio que se safa." 
Divago sobre os vizinhos. O casal da tipa com cara de mal fodida e o marido com ar de picha mole, o gajo com dois filhos que se foi apresentar quando cheguei ao prédio, que tem ar de stalker e que corre de madrugada, a velha dos cães e dos netos das 8h da manhã, o cadáver que cheira a urina que tresanda e que já deve ter sido recambiado para um lar, o casal de jovens que ainda não sei se são irmãos ou namorados. Então e naquele sítio X? Acho que é uma tipa sozinha com um filho. Coitados!!! Só tu é que tens direito! E à grande.


Mentira. A tipa do filho tem namorada e agora que penso nisso nunca vi o filho. Vou-me apresentar. Nunca se sabe o futuro...

Gosto tanto

Chefa chega, nem dou por ela. De repente viro-me para trás, vejo-a e ela entra logo a gozar comigo. Estou sentada a trabalhar ao computador, a mexer-me ao som da música. Mais, parece que de pernocas abertas a dar a um pé de cada vez. Isto é que é trabalho!
Chefa vai à sua vida. Volta para perto de mim. Toca-me no fio, afasta o cabelo para ver os brincos, olha para o anel, ouve as pulseiras. Sorriso na cara. Mas o que é que se passa contigo nos últimos tempos? Pisca o olho. Abre-me a bata. Ao menos a camisa está passada a ferro?



Estás chique!!

Habemus...

Mais uma garrafa para deitar fora. 13. Com o treino, resisto cada vez menos ao álcool!
Almoço para hoje, trazido de casa, com a benção da casa dos segredos.
O meu casaco rosa, o meu lenço favorito e as minhas botas feias preferidas.
Alguma indignação, já vinda de ontem, quando no meio de risadas e beijos e álcool, me desprezam o penteado. Schuif. Por outro lado, uma medalha de ouro já cá canta...
Agradecimentos por uma companhia que vou fazer. Isso agradece-se? É como eu a pedir desculpas por algo de que não tenho culpa...? Depois de tu para mim, eu para ti.
Previsões de jantar e quiçá ginga das ancas. Tuntz tuntz. Faz-me falta!!
Evento cultural para a manhã e para o fim da tarde/noite de domingo.
A consciência que não ponho um cigarro nestes lábios há mais de uma semana e estou confortável com isso, apesar de manter o isqueiro na mala.


Sono. Habemus sono. E pressa. Quando acaba a sexta-feira?