É quase garantido!
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Dos meus tempos de miúda parola
Hoje acordei a cantar isto (a sério, oiçam até ao fim, vale mesmo a pena). Muito bem disposta, apesar da dor no pescoço que as almofadas ora são baixas, ora são altas. O banhinho fresquinho e depois pequeno almoço. E enquanto tirava as coisas do frigorífico, ia cantando a musiquinha e dando ao rabinho.
Vou contar-vos um segredo. Quando era uma jovem miúda, dos meus 12-13 anos, ia passar umas semanitas de férias ali pelos lados de Biseu. E adorava! Porque não havia barulho, porque era passeios para todo o lado, andar descalça, grandes mesas de refeições cheias da família do Nuorte e muitas risadas com a prima. A prima tinha mais um ano que eu e tinha sotaque. Aprendi com ela a dizer "côxe" que não faço a mais santa ideia de como se escreve e que basicamente serve de calão fofinho. Tipo, côxe, tá calor; côxe, que gajo giro; côxe, que esta merda queima. Esta minha prima gostava de bailaricos. Vai daí, ouvia as músicas nas festarolas, pedia a K7 (outros tempos) aos pais e, entre refeições abastadas, botava aquilo no leitor, punha o volume aos berros e era ver duas chavalas a dar às ancas, acima e abaixo, a ouvir este senhor. Garanto-vos que assim que a música acabava, fazíamos rewind e começava tudo outra vez. Que nã me envergonho. Para que saibam, também dancei O Bicho...
Já estamos quase no fim??
E não tarda é Dezembro. Tirando o anúncio estúpido do Continente, já ouvi a primeira música de Natal. Na mesma conferência em que ouvi o Bibas a bezerrar.
Continuo a gostar e a trazer-me tão boas e más memórias. Antecipando-me uns meses e com 30ºC lá fora, aqui fica:
Daquilo do Outubro e das letras e das mudanças e nhanhanha
Nada.
Zero.
Zerinho.
Diz que pode ser só em 2012.
Merda!
Zero.
Zerinho.
Diz que pode ser só em 2012.
Merda!
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Diálogos imaginários na minha caixa de miolos
- Hoje é o dia em me vais perder.
- O que queres dizer com isso?
- Hoje é o dia em que vou deixar de ser tua e passar a ser de outro.
- Por que me estás a dizer isto?
- Porque quero que o saibas. Porque quero que sejas muito feliz mas que te lembres sempre do dia em que me perdeste, do dia em que me fartei de esperar por algo que nunca me foi prometido. O dia em que o teu "cheguei a pensar" não fazia mais sentido... O dia que torna real o "quando estiver com outro, jamais voltarei a estar contigo". O dia em que finalmente pus fim ao teu e ao meu tormento.
- O meu tormento vai continuar para sempre.
- Óptimo. Acabaste de me fazer a mulher mais feliz do mundo. Agora desampara-me a loja.
- Amo-te.- %$"#%&#$'#!!!!
Ná! Lenta e escandalosamente dolorosa...
Chata Maria perdeu-se!!
No dia em que, finalmente e depois de duas tentativas, conseguiu depositar o cheque-salário, Chata Maria, ainda sem o pilim na conta, resolveu torrar o dinheirinho amealhado em férias (leia-se longe de lojas). Vai daí, foi bijuteria (anéis lindos, pulseiras que fazem plimplim, fio com a cor mai linda do mundo e brincos - 104, será??), camisinha/pullover/não sei quê de malha cinzenta mai jeitosa, uma calça xadrez (diacho, não sei que se passa comigo, ando a deixar a calça de ganga no armário e a vestir-me à senhorinha). Até aqui tudo bem. Mas ópois, passo numa montra. De uma loja onde devo ter posto os pés 2 vezes em toda a vida. E meus olhos esbugalham! Um casaco cintado e comprido na cor mai linda de sempre.
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| Né esta cor mas o raio do site não tem aquela coisa de escolher a corzinha!! Ou se é, aqui parece muito muito muito mais azul... E é um petróleo mai lindo! |
Chata entra, aproxima-se um moço que sorri (giro), simpático (cabelinho espetado e piercings - lamento, gosto dos bad boys), Boa noite, quer ajuda?. Pespega-me o casaco nas manitas e encaminha-me para os provadores. A caminho, outro Boa noite muito insinuante de outro moço bem-disposto (alto), sorridente (que me come o decote com os olhos), profissionalão (barba de três dias). Experimentei o raio do casaco, pedi outro numbaro e pensei Como é que vou sair daqui sem este casaco na cor mai linda que não me permitirá engordar uma grama senão não me fecha nas mamas? Hmm? Com dois gajos kiduxos (gómito) atrás de mim! Pronto, naifada no orçamento e o moço profissionalão (alto, tímido, giro e coiso e coiso) a tocar-me nas mãozinhas enquanto me entrega o saco. Nisto, vamos àquela loja onde tenho uma certa dificuldade em entrar porque as cores verde BES e laranja solarengo e amarelo canário me fazem alguma confusão. Mas que s'a lixe! Corro aquilo tudo e deparo-me com um vestido simples, azul, traços minimalistas, cinto castanho. Pá, Chata Maria não é gaja de vestidos. Que nem é. Que tem umas pernas que são uns pequenos chouriços. Mas Chata Maria (isto é tão giro!) comprou 3 no último mês. Sim, contando com este. Coisa mai linda. E na loja de sempre, viu um vestido que já deu a saber a outra blogger a tender para o féchionista (:p), ia experimentar um suticoiso mas ganhou juízo. Enough!
Portantos, é favor barrarem-me a entrada no piso 1 do Colombo até ao próximo mês, por favor!
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Há coisas que nos ferem profundamente. Que nos marcam de forma inconfundível e que, teoricamente, nos fazem crescer. Parei no tempo. Desde há algum tempo, limito-me a sobreviver. Na esperança vã que venhas ter comigo? Que me apareças à frente com uma mala com o olhar 'Tou aqui agora e para sempre? Hardly. A tua vida não parou. Pelo contrário. Aliás, dificilmente parará, tens sempre planos e planos. O meu plano é enterrar a cabeça na areia e esquecer-me que trabalhas a dois passos de mim com pessoas com quem me encontro e que me falam de ti. Afastar-me delas? A esta altura do campeonato? Não. Se não me tivesses roubado o tal do poder, dificilmente me sentiria assim. É o que dá, ser Leão e gostar de estar sempre no topo da onda. Perdi-te, perdeste-me. Não sei quando te vou ver. Sei que não farei nada para isso. Sei que recuperarei esse espírito guerreiro que encarnou em mim há um ano. Não sei o que és para mim. Um hábito, um vício, um amor perfeito, o fruto proibido. Não sei. Lembro-me do que me disseste há tempos atrás, o que me perguntaste ao telemóvel enquanto ouvia crianças a brincar ao fundo. Lembro-me de me falares em ombros, omoplatas, clavículas e de eu sorrir, de olhos abertos e duvidosos. Lembro-me das lágrimas que caíram enquanto olhavas para mim sem perceber, de me abraçares e tirares as mechas de cabelo do meu rosto. Lembro-me da maneira como me olhavas e de como gostavas de cheirar o meu cabelo, de como gostavas de me abraçar e beijar. Das conchinhas e das mãos dadas. Do raio do teu perfume que, quando sinto na rua, me faz parar e inspirar fundo, enquanto fecho os olhos e voo no tempo. Haverá sempre coisas que não esquecerei. Serás, definitivamente, uma delas. E medo tenho que o bichinho permaneça sempre comigo. Que bata as asinhas sempre que estiver contigo, independentemente do tempo que esteja longe de ti e daquilo que a vida nos oferecerá entretanto. Por agora, quero dedicar-me aos meus projectos, sentir-me mais mulher e menos menina. Tenho tantas coisas eternamente adiadas para fazer. Talvez tenha chegado a altura. De as fazer e de te deixar definitivamente para trás. E de não te deixar voltar... Porque, damn, não te sei resistir.
domingo, 2 de outubro de 2011
Acho que recuperei os 5kg do demo
Uma tablete de chocolate com avelãs
Duas merendas mistas
Duas coca-colas (Zero mas é tudo a mesma porcaria)
Batatas fritas (Lays light mas é tudo a mesma porcaria)
Um balde de pitocas salgadas
Agora é rezar que a sauna que se tem vindo a sentir até durante a noite tenha queimado qualquer coisita...
Não posso adiar o amor
Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob as montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob as montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
Não posso adiar este braço
que é uma arma de dois gumes
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio
Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração.
António Ramos Rosa in "Viagem Através de uma Nebulosa"
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