segunda-feira, 5 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
O meu fim de semana
Juro que devo ter dormido, no total, 30h. E soube-me pela vida. Que já não tenho idade para jantaradas em casas alheias com cervejas e vinho branco e vodka e tabaco e charros e vomitados em simultâneo nas varandas para toldos de cafés (sim, é possível, eu assisti. Se calhar, pega-se). Para vai, não vai vomitar, vai de ajudar com os dedinhos e nada, vai de acordar a meio da noite a sentir o estômago a revoltar-se e vai de não conseguir dormir de lado senão a partir das 9h da manhã.

A única coisa que saquei daquele jantar/coisa do demo foram as experiências sexuais dos presentes. Que é coisa de arrepiar, senhores, nã se lhes pode dar de beber que aquela língua solta-se. E bem! Modos que o meu Sábado foi sagrado na cama, a beber água qual camela no deserto e a dormir. O meu Domingo não esteve longe disso. Deve ser a preparação para as férias. Mas nessas, dormir é na praia, please. Já daqui a uma linda semaninha. Estou a contar os dias. Posto isto, vou ali agendar posts sem fim para esta semana porque pode ser que queira continuar a maratona do sono...
Soneto de FidelidadeDe tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes, in 'O Operário em Construção'
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes, in 'O Operário em Construção'
sábado, 3 de setembro de 2011
Excertos #40
"Fecha a porta e deixa-a ficar. Com aquele bilhete nas mãos. Gin abre-o. Gin lê curiosa o início.
«Pediste-me tantas vezes. Eu disse-te sempre que não. Queria oferecer-ta pelo teu aniversário, pelo Natal, por uma festa qualquer. Nunca para te pedir perdão. Mas, se tivesse de servir, se não bastasse, se ainda tivesse de a escrever mil, e mail mil e mais mil vezes, também o faria porque não posso viver sem ti.» E Gin continua a ler. «Eis o que tu querias. A minha poesia.» - Sorri e lê, lê. Desliza por entre as palavras, chora, funga e ri de novo. Levanta-se e continua. Os nossos momentos, a nossa paixão, a viagem, a emoção. E continua sorrindo, fungando ainda, enxugando os olhos, desbotando uma palavra minha com uma lágrima que lhe escapou da mão. E prossegue assim, até ao fim. Não lhe digo nada da minha mãe. Só falo de nós. Não lhe falo de mais nada senão de mim, do meu coração, do meu amor, do meu erro. Roubo as palavras de um filme visto e revisto tantas vezes em Nova Iorque... - «Quero que tu levites, quero que tu cantes com arrebatamento... Que tenhas uma felicidade delirante ou, pelo menos, que não a rejeites. Eu sei que sou meloso, mas o amor é paixão, obsessão, alguém sem o qual não vives. Digo-te: atira-te de cabeça, encontra alguém para amar até à loucura e que te ame da mesma maneira. Como encontrá-lo? Bem, esquece o cérebro e dá ouvidos ao teu coração. Eu não oiço o teu coração. Porque a verdade, meu tesouro, é que não tem sentido viver se nos faltar isto. Fazer a viagem e não se apaixonar profundamente, bem, equivale a não viver. Mas tens de tentar, porque se não tentaste, então nunca viveste... E eu espero tê-la convencido de que já o tinha encontrado, a esse alguém. Um alguém que espera um dia ser perdoado. Mas não tenho pressa, Espero-te. E esperarei. E esperarei ainda. Por te ver, por te ter, por me sentir de novo feliz. Feliz como um céu ao crepúsculo.»"
em Quero-te muito de Federico Moccia
Orgulho em ser a criatura que eu soooooouu
(Lembranças: Residência masculina, janelas abertas, cantar aos berros, rir que nem perdidos e depois berrar ainda mais Como o macaco gosta de banana, eu gosto de tiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii)
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
So, one day...
Só porque gosto mais de ti quando estás calado...
(E a esta rica horinha já devo estar mais alcoolizada que um barril de Porto, modos que, quem sabe, talvez me encontre por aí algures num vão de escada ou numa varanda de um qualquer prédio ali ao pé das touradas.
Ou não.)
Excertos #39
"Tomas tinha a mão poisada no sexo húmido da mulher e fez deslizar os dedos para o orifício anal, o sítio que preferia em todas as mulheres. O desta era extremamente protuberante, sugerindo distintivamente a ideia de que um longo tubo digestivo aí terminava numa ligeira saliência. Apalpava aquele anel firme e saudável, aquele que era o mais belo dos anéis e ao qual a medicina chamava esfíncter, quando sentiu de repente os dedos da mulher-girafa no mesmo sítio no seu traseiro. Ela repetia todos os seus gestos com a precisão de um espelho.
Embora, como já referi, Tomas tivesse tido cerca de duzentas mulheres (número que aumentara consideravelmente desde que lavava janelas) nunca lhe acontecera que uma mulher mais alta do que ele se postasse à sua frente a franzir os olhos e a apalpar-lhe o ânus. Para vencer a perturbação, empurrou-a com toda a força para cima da cama."
em A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera
Must do dia #41
- Quero Voltaren rígido.
- Desculpe?
- Voltaren rígido!
- Emulgel?
- Rígido!
(V a rir-se)
- Rapid?
- Isso. Rígido!
(Velho olha para mim com aquela cara: estúpida, vê-se que não percebe nada disto!)
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Gente asseadinha ou um Must qualquer
- Betadine vaginal.
- Para lavagem interna?
- Sim.
(pausa)
- Deixe-me fazer-lhe uma pergunta, que sabe disto mais do que eu. Mata o esperma, não mata?
Tanto tempo e só agora percebi por que é que o putedo todo pede aquilo...
Excertos #38
"Ela não era o tipo de criança que toleraria um treino apropriado. Acontece que há pessoas assim. São abençoadas com um talento maravilhoso, mas não são capazes de esforço para o sistematizarem. Acabam por o desperdiçar em pequenos nadas. Eu própria conheci pessoas que agiam assim. De início, pensamos que são assombrosas. Conseguem decifrar uma peça incrivelmente difícil e executam-na de um modo quase perfeito, do início ao fim. Vemo-las executar a peça e sentimo-nos avassalados. E pensamos: «Eu nunca conseguiria fazer o mesmo, nem num milhão de anos». Mas não são capazes de mais. Não conseguem ultrapassar esse limiar. E por que razão não conseguem? Porque são incapazes do esforço. Ninguém conseguiu incutir-lhes a disciplina necessária. Foram mimados. Possuem apenas o talento necessário para executarem bem sem qualquer esforço especial e conseguiam que as pessoas as elogiassem desde cedo; por conseguinte, qualquer empenho lhes parece estúpido. Limitam-se a pegar numa peça que qualquer criança teria que aperfeiçoar durante três semanas e conseguem tocá-la com esmero em metade do tempo; o professor presume que se esforçaram e permite-lhes avançar para a etapa seguinte. Essas crianças conseguem isso em metade do tempo e avançam então para a próxima peça. Nunca chegam a conhecer o que significa ser repreendido pelo professor e ficam assim desprovidas de um elemento crucial e necessário para o desenvolvimento da sua personalidade. É uma tragédia."
em Norwegian Wood, de Haruki Murakami
Must do dia #40
Chata a atender uma senhora. Aproxima-se um tipo aí de 20 anos que tinha entrado com mais um jovem homem e mulher.
- Hi! Do you sell lorazepam?
- Yes. With a prescription.
- Oh.
- What about antibiotics?
- With a prescription.
- And Viagra?
- With a prescription!!

Ia sair dali uma festa jeitosa...
Porque ainda não ouviram isto o suficiente!!!
Sou só eu que, imaginando o pequeno com o cabelo mai comprido, uns brincos, máscara de pestanas e gloss,
digo que é uma gaja autêntica?
Precisa urgentemente de barba e pêlos...
E ósdespois acontece isto
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