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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Barrigadas de riso

Uma hora e quinze minutos antes do meu despertador tocar. Homem acordado e bem acordado, até já de pé, atira-se para cima da cama no intuito de me atazanar o juízo. Tenho mau feitio de manhã. Se me acordam uma hora e quinze antes do despertador tocar, nem se fala. Mas ele faz-me rir. Desperto. Ele abraça-me. Eu digo que tenho muito chichi. Ele aperta-me a barriga e sai-se com:

- Catarata... Pxiiiii... Torneira aberta... Água... Pxiiii... Pxiiii...


Isto funciona?

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Mensagem recebida

Estava a fazer a cama quando ele chegou. 
Ridículo. Ficou toda amassada logo a seguir.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Alteração de cognome

No início, era mimosa. A Mimosa. Como a vaca. Ontem fui apelidada de algo substancialmente diferente.

Ontem foi dia de ir tirar uma chapa panorâmica da boca. Vi lá o dente maldito que me causou a dor de dentes e a otite. Mandei foto ao homem. 

À noite, madrugada, já na cama, falávamos, eu esperava que o antiinflamatório me tirasse as picadas do ouvido e ele vai de lembrar-se de voltar a ver a foto. Contou os meus dentes, parece que sempre sou uma adulta, rimos do meu dentinho encavalitado, rimos do meu dentinho deitado que me vai fazer chorar lágrimas de dor, falámos dos mini dentes e das super raízes.

Agora? Agora sou a Crazy Roots.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Amadurecer

Se alguém me dissesse, aqui há atrasado, que um dia eu iria preferir um copo de vinho tinto a uma caipirinha ou a um gin eu diria Vai-te tratar.


Mas ontem aconteceu. 
Eu e vinho tinto.
Estou velha.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

E hoje de manhã

Fui visitada.

- Então agora ficas para almoço?
- Não. Então? A minha vida é só at...dorar-te?
E ainda me apertou um botão da bata...

Ontem à noite

- Queres ver a série comigo ou preferes deitar-te aqui no meu peito enquanto a vejo?


É como perguntarem ao lobo mau se ele prefere lasanha vegetariana ou o lombo dos três porquinhos...

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Fim‑de‑semana de viragem


Pijama de mangas compridas e calças. 
Eu e ele. 
Chinelos de frio.
Mais roupa na cama.
Roupa que teima em secar.
Manta no sofá.
Sestas, nus, tapados e bem encaixados.
Bolo.
Falar de chás e castanhas.
Água mais quente no banho.
Séries e filmes.

Isto promete.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Vou ser tia. Outra vez.

Tudo o que é mulher à minha volta está grávida, está a tentar engravidar ou já tem uma cria cá fora, de pouco anos ou de alguns meses.


Mudo de amigas ou junto-me a elas?

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Cada vez mais

Aqui há tempos deixei aqui no blogue perguntas sobre a libertação nociva de metano numa relação. Aqui e ali, diz-se que é saudável emitir este gás na presença do outro porque se mostra que se está de tal forma confortável com o/a parceiro/a que não há tabus.

O homem lá de casa partilha desta opinião. Leva-a, inclusive, ao extremo. Entre risos, diz que considera esta emissão de gases uma declaração de amor. Pois, não é o facto de eu suportar ou não, é o facto de ele os emitir sem receio de estorvar.

Para quem comeu feijão preto em duas refeições, amendoins e pipocas, imagine-se como foi passado o meu fim‑de‑semana. A abanar almofadas para movimentar o ar (não, aprendi; é preferível não movimentar o ar!!), a rir enojada, em permanente alerta e a ouvir É porque te amo cada vez mais!

Visto que adoro este jovem e que adoro crianças (as dos outros, claro), poderei tratá-lo como uma e enfiar-lhe um talo de couve besuntado de azeite pelo esgoto acima para ver se me ama tudo de uma vez e se eu não vou morrendo ao longo de uma tarde/noite?

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Love

- Gostas de mim? 
- Muito.
- A sério?
- Tu perguntas, eu respondo que sim. Quando deixar de gostar, eu digo.


Quando?!?

A um mês de estarmos juntos há um ano, não sei se ele sobrevive ao fim‑de‑semana. Vou matá-lo de beijos.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Três. À bruta.

Eles são três.
Três a pretenderem tratar-me da saúde.

O mais pequeno assume-se como desentupidor de canais. Quer secar-me!! Três vezes por dia!!
O maior, assustador para as mais inexperientes, bojudo e roliço, assume querer tratar-me da boca. Ir-me à garganta. Principalmente de manhã.
A mais recente conquista apresenta-se com uma mescla de cores saudáveis. Ponta arredondada e rosa. O que me quer dar conta dos espasmos. Gosto de me entregar a ele à noite.

Três. 
Três a quererem dar-me conta do corpo.
X vezes por dia.



terça-feira, 26 de agosto de 2014

Não mata mas mói

Sabem aquela pessoa que passa o dia convosco e está sempre a tossir? Três cof cof, dois, meia dúzia, alguns a arranharem a garganta?


Sou eu.
Já ninguém me atura. 
No trabalho. 
Em casa. 
No metro. 
No restaurante.



E o cómico que é pinar assim?

Daquilo da culpa ser das estrelas - sem spoilers*

Um dramalhão. 
Um P.S.: I love you com variantes de A walk to remember do Sparks. Ou vice-versa. Ou 2 em 1.

Achei piada ao papel do miúdo mas fiquei com ele atravessado. Houve ali qualquer coisa que não me convenceu. Desengonçado!

Dafoe. Tem cara de maléfico. Perfeito para o papel.

A jovem? Esteve bem. Muitos dias deve ter andado com aquela garrafa de oxigénio atrás para não se esquecer dela.

Vi o filme sem saber todos os meandros da história. Mas foi chegar logo à cena do grupo de apoio em que o jovem se apresenta para saber o que me esperava.

Se gostei? Da ligeireza com que se falava do cancro, do aceitar a morte, da vida com cancro, do esquecimento, de passar sem deixar rasto, do viver hoje porque amanhã não sei se cá estou? Claro. Do filme em si? Honestamente? Não. Feito para ser um dramalhão vendável. Imagino o livro.


Já podemos falar do filme da Scarlett? Que acharam do Lucy?


*toda a gente sabe quem morre no fim, certo??

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

terça-feira, 19 de agosto de 2014

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Ontem à noite

Cenário.
Quase duas da manhã, tarde para burro para quem tinha que ter o pé fora da cama às 7h.
Cama.
Cada um para sua ponta.


- Não fechaste a porta. Está a entrar a claridade do outro quarto.
- É para fazer corrente de ar.
- Até parece que está calor.
- E está. Estás muito quente.
- Sou uma brasa. - e viro-me para ele e faço-o virar para mim. Para beijinhos.


O que ele disse:
- Uma mulher de 1,76m e tão mimosinha.

O que eu percebi lendo nas entrelinhas:
- Grande vaca. Ou vaca grande?


Muuuuuuu.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Piquenos apontamentos

Praia, podemos falar de praia. Dos gluglus, dos mimos, dos beijinhos, do momento de relaxamento "o mundo é um lugar bom", das bolas de berlim, das cuecas badalhocas ou das tatuagens reles.
Sol, podemos falar de sol. Do sol que me aquece das 8 às 20h, que me seca das inúmeras idas ao banho, que me seca a toalha, que me escalda as costas, a ponta do nariz ou o rabo.
Amor, podemos falar de amor. Do meu amor mimoso, que me tira sorrisos, que me beija, que me apalpa, que me põe creme, que me convence a comer gelados e a beber caipirinhas, que me impõe gluglus forçados, que me dá a cambalhota, que me acompanha sempre à água e que me fala de crianços.
Noite, podemos falar da noite. Noite com momentos quentes e lânguidos, de passeios pelas ruas, de cafés, de gelados com morangos frescos comidos a dois, de garrafas de vinho bebidas até à ultima gota, de sushi na varanda com o pôr do sol ali ao lado, de beijos a saber a vinho rosé, de tonterias e quasi-bebedeiras.
Risos, podemos falar de risos. Dos risos de ontem, das gargalhadas, dos sorrisos enquanto descíamos o Banzai com a prancha que me ficava nos pés, enquanto escorregávamos pelo Black Hole, uma, duas, três vezes. Enquanto deslizávamos vertiginosamente pelo Kamikaze e ficávamos com o cóccix dorido na chegada, enquanto tentávamos manter o esgar de satisfação no Torpedo àquela velocidade estonteante ou... de cada vez, em todas as vezes, que eu ganhei a corrida nas Brandas, enquanto me virava para os outros 4 bem-dispostos que me acompanharam ao Slide&Splash e lhes gritava antes de chapar na água Gannnnnhhhhheeeeeiiiiiiii e eles se perguntavam Mas como?, ou quando o meu amor dizia Quem perder agora paga os gelados e quem é que perdia? 
Mazelas, podemos falar de mazelas. Dos cotovelos esfolados que me doem quando quero ler, do pescoço dorido como se tivesse feito abdominais de forma errada, do cóccix que se queixa quando me quero sentar porque chapou muito e muitas vezes, das unhas dos pés e mãos que se lascaram e o verniz que saltou. Escaldão. Penca e ombros, das filas de espera.


Feliz, podemos falar de ser feliz. 
Ser. Não estar. 
Ser.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Isto é que é pensar à frente

Falava com a chefia sobre as férias. Que ia para ali agora e para acoli lá mais para a frente. Perguntou onde era isso do acoli. Perdido no meio de nenhures, no meio do Portugal profundo, ermo, tórrido, para descansar e rebolar no ócio. Uma semana. Sem televisão. 
- Uma semana sem televisão? Bem, deixa-me lá contar. Setembro, Outubro, Novembro... Lá para Maio metes baixa, não é?

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Definição de modéstia.

Estava deitada aí há uns dez minutos. Já a dormir. Afinal de contas, já tinha adormecido no sofá. Cansaço de 4 semanas de trabalho com apenas um dia para descanso entre elas, o ginásio que sabe muita bem mas que me mata o corpo, a exaustão da cabeça que só quer praia, mar e sol e o copázio de tinto redondo em estômago bem vazio ao jantar. Moleza em grande.

Aparece-me o homem quarto dentro sendo que só me apercebo da presença dele quando se atira para cima de mim e, a propósito de um email que lhe tinha enviado antes de adormecer na cama e enquanto ele estendia a roupa, agradece-me. 
- Obrigado. Obrigado. Obrigado.
- Por?
- Pelo email que mandaste. Por que tens tanta sorte ao jogo e ao amor?