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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Séries

São três homens, de fato. Estão à minha frente a discutir séries. De hoje. De todos os tempos. Intemporais. Comédias, policiais. Há ódios, há amores. Mas concordaram veementemente com a adoração por duas.

MacGyver. Kittji, vem-mi buscá.
Esquadrão classe A. Cara dji Pau.


Para mim, House, X-Files, Six Feet Under. Do princípio ao fim.


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Quão deprimente é

hoje, ao fazer MAIS uma reclamação à GalpOn, verificar que, 2 meses e meio depois das últimas 5 cartas que enviei e que me fizeram perder uma tarde pós-férias, descobri que ainda sei o número do contrato de trás para a frente de tantas vezes o ter repetido a este, àquele, ao outro e a todos os mais com quem falei?

quinta-feira, 20 de março de 2014

Ando numa de lembranças, está visto...

Já lá vão alguns anos. Estava no quinto ano do curso e ia ter aulas práticas com o professor que dava as aulas teóricas. Exigente. Crítico. Difícil. Estava toda a gente ansiosa. A avaliação prática seria feita por ele e condicionada pela participação nas aulas e pela apresentação nos trabalhos.

Ali estávamos nós prontos para assistir à primeira apresentação do semestre. O grupo era um casal de namorados, hoje já casados. Termina a apresentação e a primeira coisa que o homem diz é Não suporto que me peçam desculpas por existir. Daí para a frente foi um chorrilho de críticas à rapariga por falar baixo e dar o ar de insegura. Que não se admitia numa aluna de 5º ano de faculdade, depois de apresentar N trabalhos orais ao longo da vida de estudante. Que não se admitia numa aluna de 5º ano que até dominava a matéria mas que falava com medo de existir.

Ultimamente lembro-me com frequência deste episódio. Porque tenho alguma vontade de dizer o mesmo. Sem maldade. Como crítica construtiva. Ninguém nasce perfeito. Não nasci perfeita. Não sou perfeita. Tive aulas de canto (quem diria, não é?) e talvez por isso saiba colocar a voz. Tenho uma valente caixa torácica, sei usar o diafragma. Sou matulona e vaidosa, habituada a levar com os olhares de cabra de outras mulheres. Tenho amor próprio, auto-estima e sempre tive sérios receios de me comprometer com o que digo no local de trabalho. De modo que se não sei, não sei e digo que vou procurar e se sei debito o que há para debitar.

Isto aprende-se. Claro. Mas o "pedir desculpas por existir" também vem da personalidade de cada um.


Digam-me lá de vossa justiça. Se vos aparece alguém com olhos de carneirinho mal morto, a sussurrar informação, ainda para mais de estatura picnina (sim, piquenina), com ar de OhMeuDeusEAgora?, que raio de imagem vos passa?

quarta-feira, 19 de março de 2014

Sorrisos vindos directamente do passado

É bom recordar algo ou alguém que saiu da tua vida há uns quase 4 anos com um sorriso ao ouvir "a nossa música" a passar na rádio.


Felizes de nós porque o tempo passa e as dores esbatem.


(Chamo a isto um post encorajador dedicado a uma seguidora em particular)

terça-feira, 18 de março de 2014

Vinho do Porto

No meu nono ano, no auge dos meus lindos 14 anos, aqueles que eu achava serem a data perfeita para ter um namorado e dar uns beijinhos, tive um crush por um colega de escola. Mais velho. 2 anos. Andávamos no mesmo ginásio, fora das aulas. Estávamos juntos até ao fim do dia. A saber, era uma paixoneta platónica, mal nos falávamos mas eu ia com a cara dele. E ele até olhava para mim. Até gostava de assistir às minhas aulas de grupo. Enfim, nunca deu em nada. Por quê? Porque o desgraçado tinha namorada. Ou andava enrabichado por uma tipa. Ou andavam aos arrufos. O bastante para eu ficar a detestar a pequena. Arranjei-lhe uma alcunha que ainda hoje utilizo quando pretendo falar da minha cor de pele no Inverno. Amarela deslavada. Eu tratava-a por amarela deslavada. Porque ela era realmente amarelada, com ares de indiana, e deslavada. Sem sal. Sensaborona. Poucochinha.


Há bocado, entra-me pela farmácia dentro. Tailleur, baton vermelho, olhos com lápis e máscara, unhas de gel vermelhas e um colar tcharan dourado.
Continuo a não ir com a cara dela...


quinta-feira, 6 de março de 2014

Memórias de uma tarde de Carnaval

Acordei com o teu despertador. Lembro-me claramente de me ter despido a meio da noite. Lembro-me claramente de estar praticamente nua. Como tu. Adormeci. Acordei com o teu despertador. Outra vez. Adormeci. Acordei com o teu despertador. Adormeci. Acordei com o meu despertador. Chegou a minha hora. 

Estavas ao meu lado, nu. Quente. Tão quente. Como naquela tarde, que para ti ainda era manhã porque dormias. Quando me aproximei de ti, na cama, deixando a roupa no chão. Quando te abracei, por trás, e te beijei as costas. Disseste-me depois que já estavas acordado. A fingir que dormias. Que te viraste para cima, julgando saber ao que eu ia. Que fui. Previsível. Eu, que detesto ser previsível, gostei desta previsibilidade que me viste porque te fez ofereceres-te a mim. Achei eu que te tinha acordado daquele jeitinho que gostas. Devia ter desconfiado. Que já estavas à minha espera. Porque já estavas a mostrar-te imponente para mim. E tu sabes que gosto de te mimar quando cabisbaixo. 

Mas sabes que mais? Se me lembro como se fosse hoje, dos gemidos, das tuas mãos a acariciarem-me e do que a seguir se passou, é porque, surpresa ou não, valeu tão a pena.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

No fim‑de‑semana descobri

Que de pouco serve o despertador do meu homem tocar que ele pouco lhe liga.
Que o Daniel Day-Lewis é, de facto, um actor do camandro.
Que se me dizem que querem pinar, é porque vamos pinar.
Que dizer que não quero o vinho e depois pegar nele só para molhar os lábios pode resultar em tinto na mesa, na toalha, no chão, nas paredes, nos móveis...
Que não é boa política fazer as compras para casa num Continente num sábado à tarde.
Que as tartes de maçã do Mac continuam de comer e chorar por mais.
Que tenho pedalada para dois filmes de seguida. Um em bom, outro menos bom. Talvez seja da minha antipatia natural pela Lawrence.
Que depois de jantar, ainda consigo comer rebuçados de fruta, pipocas salgadas e gelado. E rebuçados de fruta.
Que o meu despertador toca, eu abano o homem, ele despreza-me e eu levanto-me.
Que dois pães grandes sem miolo seriam o tacho perfeito para a minha açorda de marisco. E gambas sem casca.
Que o bolo de chocolate com Oreos da Royal não é fantástico.
Que o Mateus Rose me dá sono.
Que nunca é só um beijo. Que nunca são só dois.
Que 5-10 minutos chegam para espasmos e sorrisos na cara.
Que a televisão alta é um empata-sestas.
Que a loiça não se lava ou arruma sozinha.
Que alguém que não eu vai aspirar a casa.
Que a roupa para passar não se passa sozinha e que quanto mais tempo adiar mais me vai custar. 3 ou 4h. Entretida a ver a Bella, o Lobito e o Dudu.
Que torradas com leite com chocolate são um jantarinho de domingo supimpa.
Que o Factor X já deu o que tinha a dar.
Que a blogolândia me anda a cativar muito pouco.
Que consigo adormecer sentada e com a cabeça no ombro do homem lá de casa.
Que me esqueci da existência de morangos no frigorífico.
Que a segunda-feira chega demasiado depressa.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

"Já não se lembrava, pois não?"

Há algum tempo que já não passava por isto. A memória estava meia apagada. O clique fez-se com a frase:

- Se quiser que eu páre, avise.

Correu tudo muito bem. Até. Até. Cerrei os maxilares, cerrei os punhos, respirei fundo e pensei que só precisava de distracção. Antes cantava o Pintinho Piu, sabe-se lá deus por quê. Desta feita, resolvi contar. 250. Foram aproximadamente 250 disparos de laser. Sim, já não me lembrava. No fim, lembrei-me que um dia já foi muito pior.


Ainda assim, hoje ainda é caso para dizer que tenho o pito aos saltos.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Chata, o que se passa no teu sofá?

Olham para mim e dizem que conseguem ver um flash daquela menina linda e mais loira que eu era quando pequenina, que usava uma bandolete vermelha e uma camisa com barcos e foguetões.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Cenário - Take iv

Dia 31.
Saio do trabalho apressada. Por mim e pela boleia. Chego a casa e vejo tudo apagado à excepção da tv. Está um corpo no sofá, tapado pela manta. Aproximo-me, beijo-o, acorda. O corpo começa a retribuir. De repente, afasta-me: já estiveste a beber?! (Tratam-me como se fosse uma alcoólica!) Admito-o, um copázio de lambrusco para despedida da equipa de trabalho até ao novo ano. Atenção, que disse copázio e não o copinho do costume! "E então que te disse a tua chefa de mim?". A partir do momento em que oiço o que pensa ele da minha chefa, começo a verificar que posso vir a estar cheia de peças para jogar para um lado e para o outro. Se os quiser envergonhar. Ainda mais. Depois de uma troca de mensagens de esbugalhar os olhos, como se fosse preciso! O homem deitado no sofá diz-me: encontro marcado às 20h-20h30.

Eram 18h30. Havia tempo. E assim lá tratámos da nossa despedida a 2, entre quatro paredes, corpo com corpo, para depois nos juntarmos ao resto do mundo para o festejo da chegada de um outro ano.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Balanço rápido de 2013

Entupi-me de sushi.
Pensei e pensei e pensei em mudar para a pílula genérica. E não mudei.
Ganhei bilhetes e bilhetes e mais bilhetes para antestreias de cinema.
Bufei com a Segurança Social.
Estive em Londres durante uma semana onde apanhei neve, chuva e frio.
Odiei a Comercial.
Terminei o mesmo namoro três vezes. Recomecei-o duas.
Cortei o cabelo da forma mais curta de sempre. E pintei-o.
Conheci melhor uma pessoa próxima.
Bebi lambrusco para uma vida inteira.
Candidatei-me a outro emprego.
Descobri que podia postar aqui pelo telemóvel. Libertaram um monstro!
O meu portátil morreu durante meses.
Fui/Sou stalkada por um escritor sexagenário.
Troquei mails com diferentes bloggers.
Apanhei um susto que me fez suores frios.
Mostrei as mamas aqui.
Sorvi caracóis. Comi valentes mariscadas.
Ofereceram-me um header.
Apresentei-vos a Chata e a Autora.
Fui muito amiga.
Fiz praia. Muita praia.
Pintei as unhas de amarelo.
Ganhei ódios de estimação.
Escrevi merdas das quais me orgulho.
Tive uma notícia horrível respeitante à saúde de um familiar. Acabou por não se confirmar.
Acertei os 3-1. Só não acertei o Milhões.
Vi a vida andar para trás depois de administrar uma vacina. Falso alarme.
Passei um fim de semana num hotel de 5 estrelas em formação.
Fui à feira do Livro.
Comprei livros e livros e livros. Perdi alguns pelo caminho.
Acabou-se-me o Reader. Vieram uns que não lhe chegam aos pés.
Cantei para vocês aí uma meia dúzia de vezes.
Abri umas página de Feiças aqui para o tasco.
Achei que ia comemorar três vezes com o Benfas.
O meu blogue foi descoberto.
Fui de férias para o Algarve e vocês odiaram-me todos os dias.
Fiquei noiva. 
Terminei o noivado e a relação.
Aprendi a gostar de ser chamada de 'hata e tia.
Deixei de escrever aqui cerca de uma semana. 
Escrevi porque sim.
Descobri a noite outra vez.
Descobri novas amigas.
Bebi vinho tinto numa varanda com vista para Lisboa.
Fumei até me arder o estômago.
Flirtei numa discoteca lisboeta.
Perdi peso.
Comprei um vibrador e contei a vários dos meus amigos.
Ri-me horas a fio com conversas porcas de gaja.
Fui de férias com duas mulheres.
Fiz uma lista com o que procurava num homem.
Abri os olhos e descobri a maldade.
Decidi que não queria determinadas atitudes perto de mim.
Soube de uns quantos velhotes que faleceram ao pé do meu trabalho.
Conheci pessoalmente uma mão cheia de bloggers.
Iniciei uma nova relação.
Passei muito tempo acordada e pouco a dormir.
Conheci os orgasmos múltiplos.
Ri-me muito depois de ter chorado muito.
Desiludi-me profundamente.
Apaixonei-me.
Fui passear um fim de semana pelo Sul de Portugal.
Fui ombro amigo de duas agora boas amigas.
Passei a roupa em atraso de uma assentada.
Passei a valorizar o snooze.
Fui chateada por comentadores anónimos aqui e noutro blogue.
Fui chateada por um comentador anónimo por email.
Aprendi a ignorar.
Lutei contra formigas num terceiro andar.
Adorei a Comercial mesmo depois de não ter conseguido bilhetes para o meu Leto.
Tomei dois antibióticos para debelar uma maldita amigdalite. E um deles no meu rabinho.
Faltei quatro dias ao trabalho.
Perdi mais peso.
Aceitei romãs do meu stalker. Aceitei sonhos da minha velhota giraça. Continuei a mexer nas pernas da minha velhota chata.
Fiz novos planos para uma vida a dois.
Fui a um bar de strip com os colegas de trabalho e divertimo-nos a valer.
Conheci a minha senhoria.
Tomei mais cafés com o meu melhor amigo em poucos meses do que nos últimos anos.
Quase a terminar o ano, consegui(mos) concretizar O plano mais urgente.


Que 2014 seja muito melhor que este 2013.
Boas entradas, chatinhos!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Natal - parte ix


The hills are alive.


Que é como quem diz

I am sixteen going on seventeen.

Que é como quem diz

DO, a deer, a female deer;
RE, a drop of golden sun.

Natal - parte viii


Cozinhar.

Comer.
Rebolar.

Natal - parte vi

Acordar várias vezes a meio da noite porque as mãos me cheiravam a alho.

Natal - parte v

Mensagens escritas de Boas Festas de boas surpresas.

Mensagens escritas de encher o coração até de madrugada.

Natal - parte iv


Arranjar a mesa de Natal com doces, bolo-rei e frutos secos. 

Preparar o almoço de Natal. 
Gata a brincar com os figos.
Cadela a querer dar uma mãozinha na cozinha com as patinhas em cima de mim.

Natal - parte iii

Tarde Disney perfeita, só desrespeitada pela mania desgraçada de me dobrarem o Depp e a Bonham Carter.

Natal - parte ii

Nunca me lembro de ver os supermercados tão vazios numa véspera de Natal. Crise ou antecipou-se tudo?

Natal - parte i

Nunca me lembro de ver tantos chapéus de chuva partidos nos caixotes do lixo.