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quinta-feira, 19 de março de 2015
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Vou ser tia. Outra vez.
Tudo o que é mulher à minha volta está grávida, está a tentar engravidar ou já tem uma cria cá fora, de pouco anos ou de alguns meses.
Mudo de amigas ou junto-me a elas?
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Parir ou não parir, eis a questão
Ontem disseram-me que, durante as minhas férias, o pequeno pirralho que corria para mim e me erguia os bracinhos a pedir colo passava pela porta do tasco a chamar Chata, Chata, Chata.
Hoje o pirralho apareceu-me à frente. Não correu para mim. Peguei nele ao colo e pedi o meu beijinho. Não! Estrebuchou para me sair dos braços. Pu-lo no chão. Quis passear pelo tasco. Foi ao backoffice. Queria sentar na cadeira que gira. Queria uma bola que por lá andava. Pedi troca por troca. O meu beijo pela bola. Não! Vá, dou-te a bola se me deres um beijinho. Não! A avó tentou. E disse Dra., não lha dê, não lhe faça a vontade. Sou muito bem mandada.
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| A bola da discórdia. |
Conclusão?
Não! Não!
Berreiro. Fez um belo berreiro. Mas um senhor berreiro. Abriu aqueles olhos azuis/verdes lindos, abriu aquela goela do demo, ficou vermelho cor de pimento, bateu com os pés, bola, bola, não quero, não vou, não saio. Saiu arrastado do tasco. Literalmente arrastado. Por um braço.
O que deu ao puto em 15 dias? Longe vão os tempos...?
A bem dizer, se fosse filho meu, eram logo dois tabefes bem empregues.
Vou ser uma mãe do demo? Vou deixar que a cria faça de mim gato-sapato? Vou ser bacalhau seco com a criança? Devo parir e deixá-la ao cuidado de quem a ature e eduque? Devo entregá-la ao pai e dizer Fizeste-a?, Educa-a!?
Se sair à mãe, estou bem arranjada que me deitava no chão dos supermercados a espernear e aos berros.
Parir ou não parir, eis a questão.
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Not to self, não parir só um filho
Estávamos a subir as escadas exteriores do prédio depois de um rico dia de praia quando oiço uma vozinha pura e angelical:
- Vocês têm filhos?
- Não.
- Assim tenho que brincar sozinho.
(...)
- Conhecem a Matilde?
- Sim.
- Podem chamá-la...?
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Tenho jeitinho para a coisa, já diz o marido
Estava de rabo mais ou menos sentado no backoffice do tasco, visível para a zona do balcão. De costas. Sinto um toque na perna, olho e vejo a minha picnina favorita, giraça de olhos enormes, mana do puto que me vai às mamas quando lhe pego ao colo. Dei-lhe um grande olá, peguei-a ao colo, perguntei pelo mano, pela tosse do mano, por ela, pela constipação dela. E como é que eu me chamo, diz lá. Dra. Chata. Como? Dra. Chata. Ganhei um nome novo. Mas ainda acrescentei. Sim, Chata mas também me chamo como tu! Belo sorriso vi naqueles olhos.
Fomos à avó que a mandou distribuir beijinhos pelas senhoras da farmácia. Não quis. E disse Vó, ela também se chama como eu!! Quis pesar-se e veio entregar-me o papelito. Aconselhei um xarope para ela e recomendei-lhe que era para tomar, que sabia muita bem. Veio despedir-se de livre vontade. Deu-me um beijo e deu-me a cara para um beijo. Peguei nela ao colo enquanto se aproximava um utente conhecido.
- Leva jeito. Está na altura de ter um seu.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Oh que caralho, parte II ou a sequela
Hoje não vou falar-vos da minha mãe. Continua de baixa e a recuperar.
Hoje venho falar-vos da mãe da mãe. Aparentemente, este lado da família tem um problema qualquer com as quartas feiras. Ora há acidentes de carro, ora há quedas em buracos de calçada com direito a olho negro, braço todo pisado, prótese dentária partida, lentes dos óculos lascadas, etc.. Quartas de quinze em quinze dias, alternando na geração. Visto que não tenho filhos, daqui a um mês é comigo. Espero para ver.
Fui contactada hoje, já que a avó teima em não avisar ninguém das suas maleitas, ocorridas ontem. Contactada mais ou menos pela mesma hora que há 15 dias. Cu a caminho do hospital. Seguro outra vez envolvido. Queda num buraco da fantástica calçada portuguesa. 4 especialidades médicas, 4 exames. Início bem mais rápido do que esperava. Depois, claro, a decadência. Espera pela TAC. Insulinodependente, informação dada na triagem e aos dois médicos que a viram. No pasa nada. Lá tive que ir eu "relembrar" pela quarta vez, para ver o açúcar da vovó nos 400. Sem comer. Mas também sem insulina. Visita aos labirintos daquele hospital perfeito. Encontro com a médica de outra especialidade para resolução de outras questões. Na brincadeira, 2h volvidas em que me afastei da velhota para resolver problemas porque o resultado da TAC demorava o mesmo, volto e seguimento da situação da diabetes, zero. Que era para ser avaliada de hora a hora. Foda-se mas ela está ao cuidado do hospital ou do meu?? Diabos me lixem, não fosse eu já andar a ver hospitais em demasia e reclamava. Reclamava porque o atendimento telefónico é de mau a pior, porque falar com um médico em situação pessoal ou profissional é impossível, porque uma doente diabética seguida naquele hospital que depende exclusivamente de insulina não pode ficar ao abandono, porque se não mexes o cu como acompanhante, os doentes morrem encostados a uma parede. Ainda assim, e contudo, depois de lá ter estado das 12h30 às 19h15, o ridículo é que conhecendo aquelas urgências como infelizmente conheço, admito que a vovó foi despachada a velocidade expresso. 4 médicos. 4. Alta daqui, agora passa para ali, receita na não, depois exames acoli, mais estes, depois este, agora aquela para cirurgia, depois para oftalmologia. Podia ter sido pior!! E estive lá 7h.
Pelo caminho, vi um preso arrogante escoltado por três polícias, dois chef, um tipo que deve ter perdido o dedo tal o tempo que demorou a ser visto, ciganos que desconhecem o conceito de silêncio, um auxiliar saradão e cheio de tattoos, uma estudante de medicina lá do leste com uma bata e com talvez uns mini calções de ganga mas julgo só ter visto pernas.
Já tive hospital que chegue por anos.
Parto? Já esteve mais longe. Ontem esqueci-me da pílula. Again. E se não me rir e gozar, choro. Porque além do mais, tenho um caralho de um tio.
segunda-feira, 14 de abril de 2014
"Se quiser que páre, avise"
Podia falar-vos do tum tum tum do laser e que podia ter estado a contar cada disparo e/ou a cantar aquilo do Pintinho piu mas estaria a mentir porque estava de tal forma confortável que pensei que ia adormecer na marquesa da clínica. A frase Se quiser que páre, avise já não me assusta.
Podia dizer-vos que, em género de metáfora, serviu a presente introdução para, Uau, introduzir (estrabuchem lá) o que vos quero contar.
Pois que esteve lá no tasco a Avó e o neto das mamas. Para os mais recentes, é ir procurar que não me apetece linkar. Perguntei se podia pegar ao colo. À avó e ao próprio. Se ela disse que sim, ele fez cara feia. Não insisti mas assim que pude apanhei-o por trás num baloiço. Mostrei-lhe o cão que fazia milagres com a irmã. Ouvi a minha mais recente colega a dizer Já estás preparada!!. Ouvi a avó dizer Tem que arranjar um para si. Pus o jovem no chão e fomos, de mão dada, buscar os medicamentos para os avós. E para ir embora? Fugiu da avó. Tive que pegar o jovem no colo, falar-lhe dos cães que estavam na rua e na irmã. Tive que aguentar o espernear de birra de quem não queria ser posto no chão e/ou ir à avó. Tive que ouvir dizer que a irmã punha as mãos nas mamas para adormecer e que este era no cabelo. Lamento. Já fui atacada anteriormente nas mamas e hoje no cabelo. Fofo que dói. Enamorei-me do miúdo. Enviei foto do jovem ao marido explorador.
Se quiser que páre, avise...
domingo, 13 de abril de 2014
Hoje também me vou armar em Maria Cagona e postar cenas ao Domingo - take IV
Menina Amêndoa. Menino Moscatel.
Lua, lua,
eu quero ver o teu brilhar,
lua, lua, lua,
Eu quero ver o teu sorrir.
Uma gata a namorar quatro peixes.
terça-feira, 1 de abril de 2014
quarta-feira, 26 de março de 2014
Tic tac tic tac tic tac
Aqui há dias falava-se de filhos. Falava com um homem que me conhece há 10 anos. Um homem, que nesses 10 anos, sempre disse, de forma assertiva, inequívoca e inflexível que não queria ter filhos. 10 anos volvidos, uma relação estável, uma casa. A conversa já é Um dia, quem sabe? Já não descarta, já pondera, não para agora, mas para o futuro. Adora a sobrinha e vai ser tio novamente.
Perguntou-me a mim por filhos. Falava-me de não me achar daquelas tipas nhénhénhé cutxicutxi que se derrete com crianças. Bilubilu só quando peço coisas para mim com ar de menina perdida.
Lembrei-me desta conversa. Não porque discorde. Não porque concorde.
Apareceu-me A avó no tasco. Trouxe a neta mais velha. A que conheço de carregar ao colo, de passarinhar de propósito pela farmácia para a afastar do cão que mexe e da balança que a chama. Trouxe-ma de propósito porque lho pedi da última vez que por lá esteve.
Depois lembrei-me da minha sobrinha emprestada. Apetecível. Amorosa. Tia Chata para aqui. Casa da tia Chata e do tio X para ali. Colo da tia Chata. A tia Chata muda a fralda. A tia Chata leva-me à mãe.
Nhénhénhé cutxicutxi não.
Mas derreto-me com estes pequenos seres.
quinta-feira, 20 de março de 2014
Pai
Gostava de ter falado mais contigo.
Talvez de ter estado contigo.
Talvez que o dia do pai tivesse realmente significado.
Deste-me vida, educaste-me, viste-me crescer.
Perdeste-me na altura da adolescência, numas férias no Norte, quando alguma coisa estalou em mim, quando a tua imagem de super herói se partiu aos meus olhos. Voltaste a perder-me quando me fiz adulta, universitária, porque guardavas um qualquer rancor ou desejo picuinhas de vingança da mulher que te escolheu para meu pai, a minha mãe, guerreira de feitio difícil mas batalhadora e independente.
Tenho as melhores recordações da minha infância contigo. As cambalhotas no hall, os lóbulos das tuas orelhas (fiquei com alguma fixação nisso), os caracóis e caracoletas, se não quinzenais, pelo menos mensais, a feira popular, as sapateiras, o jogo do João Pinto e os 6-3, a bicicleta aos domingos de manhã, o arroz com feijão e chouriço, a tua sopa de feijão verde, as férias lá em cima, no pico do calor. Tenho as piores recordações contigo também. Principalmente em telefonemas. Em atitudes. Feitio e carácter.
Não falo de ti. Custa-me falar de ti. Custa-me pôr em palavras aquilo que sinto e/ou penso de ti. Choro-te. Choro-nos. Pelo que não somos, pelo que deixámos de ser. Que tenho menos relutância em estar presente em eventos tristes de família do que em jantares de comemoração.
Moldaste-me a vida. Procuro, em cada homem, tudo o que me possa desiludir. Escavo o mais fundo que posso na personalidade de quem quero por perto para me pôr de sobreaviso, de alerta. Para que me possa preparar. Para que não seja surpresa. Desilusão. Espanto. Dor. Para que mais nada estale na minha vida. Procuro alguém que não me faça lembrar de ti. Alguém distante dos teus valores, carácter, feitio.
Aperta-se-me o coração ao escrever isto. Nem está tudo dito mas é o bastante. E entristece-me profundamente.
Gosto muito de ti mas não te comemoro.
terça-feira, 11 de março de 2014
Adoro putos pequenos
Dos outros. Adoro putos pequenos dos outros.
Entra-me pela porta uma avó e seu neto. Conheço a avó desde que estou ali. O miúdo conheço-o da barriga da mãe mas não o via há muito tempo. Enorme, já não era um bebé de colo e era a cara chapada da irmã. E olhos. Olhos enormes, verdes azulados ou cinzentos, sempre muito abertos, de família.
Perguntei à avó se podia pegar o pequeno ao colo. Ela disse que sim. Perguntei ao pequeno se lhe podia pegar ao colo. As crianças conquistam-me e derretem-me quando me estendem os bracinhos, quando os levantam para mim, quando se põem a jeito. E eu rendi-me logo ali. Apapariquei-o todo. E ele não se fez rogado. Enquanto eu perguntava à avó com quantos meses estava ele, o esperto do miúdo enfia-me as mãos frias pelo decote dentro. Não, não foi por cima da bata e/ou roupa. Foi escarafunchar por aquilo tudo fora até me meter a mão nas mamas. Diz a avó, Pois ele está habituado a fazer isso, só assim é que consegue adormecer.
E depois perguntam-se por que razão responsabilizamos a família pelos homens em que se tornam...
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Natal - parte iv
Arranjar a mesa de Natal com doces, bolo-rei e frutos secos.
Preparar o almoço de Natal.
Gata a brincar com os figos.
Cadela a querer dar uma mãozinha na cozinha com as patinhas em cima de mim.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Mimos. E eu vivo.
Uma cadela mimada. Uma gata arisca e desconfiada.
As duas. À minha volta. Em cima de mim. Ao meu lado. Encostadas a mim. A pedincharem carinho.
Patinhas a pedir atenção. Focinhos nas minhas pernas. Lambidelas na cara.
Impedem-me de me mexer para não as acordar. Adoro. Amo! Eu. A seca. Tenho o coração cheio. Feliz.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Hoje, o meu avô cumpriria mais um ano. Mais um aniversário. Mais um almoço de família. Mais uma hipótese para ser rezingão.
Hoje, o meu avô já não está entre nós. Deixou-nos num hospital, vítima de um AVC, que lhe toldou o espírito curioso e inteligente, e de uma pneumonia. Deixou-nos numa manhã, 8 dias depois do internamento. No dia em que o voltaria a visitar, a dar-lhe a mão e a afastar-lhe o cabelo dos olhos. Visitei-o em espírito quando me ligaram, a mim, a dar a notícia, fácil de prever quando anunciam de onde ligam. Vi-o calmo, seguro, em paz, feliz, apesar de tudo, por abandonar uma vida que já não era a dele nem dele. Uma vida de dependência que sempre desprezou.
Hoje, o meu avô, sendo vivo e com a pouca mobilidade que ainda assim o abandonou, levantar-se-ia cedo, faria a sua higiene, vestiria impecavelmente, com a sua camisa de manga comprida e calça vincada segura pelos tão conhecidos suspensórios e seguiria para a rua, apoiado na sua bengala, comprar os jornais que devoraria dia adentro. Pausa apenas para o almoço. Velhote guloso e comilão.
Hoje e sempre, apesar da distância, o meu avô continua comigo. Acredito que esteja melhor agora.
Parabéns...
sábado, 1 de junho de 2013
Sempre e eternamente uma criança
Daquelas mimadas, traquinas, que pedem colo à mãe, que se sentam no colo do pai.
Daquelas que sabe com quem pode contar sempre.
Daquelas que, crescendo, valorizam de forma diferente quem antes lhes era o parente de olhar fulminante.
Daquelas que quando precisam de afecto, mama, voltam à saia da mãe.
Daquelas que gosta das risadas altas, inconsequentes.
Daquelas com o mesmo sorriso maroto de sempre.
Daquelas que têm a mania.
Uma vez criança chata, desaparecida no C.C. Alvalade e
fazendo birra deitada no chão de um hipermercado, sempre chata.
O meu verdadeiro cilício
Espinhos cravados na minha testa.
Corrente metálica a apertar a minha coxa.
Chicotadas, vergastadas nas costas.
Este fim de semana prevêem-se temperaturas a rondar os 30 graus.
Este fim de semana resolvi ir de visita à famelga.
Meaning? Nada de praia, bikini, sal no corpo já dourado, chinelo no pé, areia em sítios recônditos, regabofe na água, miradela aos surfistas com fatos térmicos justos a moldar os rabinhos bons que nosso sanhor lhes deu.
Enfim, consolem-me. Lembrem-me que sou uma filha prendada, que amo os meus, que me fazem falta e eu a eles. Que no próximo fim de semana, as previsões são de menos 10 graus mas que a vida é assim e as férias estão já aí. Enfim, consolem-me.
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