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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Quando é que chega o raio do verão???

Sei que, já no outono, eu me deitava às 3 e 4 e me levantava às mesmas horas que agora me levanto e não tinha este ar enfezado, mitra e doente. Podia jurar que não sentia este peso nos olhos e nariz e me sentia permanentemente mole. Podia jurar que à meia noite não andava já aos caídos. Podia jurar que aquela coisa de ter que me enroscar para me proteger do frio me faz abrir a boca.

Ontem fui meter-me num centro comercial. Um caloooooor. Andei lá 3h. Deambulei por lojas de roupa e de decoração. Recuso-me a comprar malhas grossas. Recuso-me. Atiro-me sempre às peças mais finas e de manhã, depois de pronta, dou por mim enrolada na manta enquanto tomo o pequeno almoço. Isto para dizer que sou friorenta. Saí do centro comercial e enfrentei o frio. Cheguei a casa, comi e ia tomar banho quando me avisaram que me iam telefonar. Ora, duas gajas ao telefone é coisa para demorar. Pus o telemóvel a carregar, despi-me e enfiei-me na cama. O telefonema foi de cerca de uma hora. Durante essa hora, os meus pés permaneceram gelados. Mesmo comigo a esfregá-los contra os lençóis de flanela. Quando acabou a conversa, fui tomar banho. Quente. A ferver. Deve ser aquilo com que mais sonho, ao longo do dia ou ao cair da noite. Deve ser o que mais gosto daquela casa. Banhos ferventes, esterilizadores, que até purgam a alma. Saí do duche, enfiei-me no pijama e nas meias e fui para o sofá enroscar-me na manta e no homem. Que coisa confortável. Adormeci abraçada a ele. O conforto faz-me sono! Acordou-me, mandou-me para a cama. Lá fui, depois de ir lavar os dentes. Com água fria, gelada. Cama fria, gelada. Talvez 10, 15 minutos depois, o homem chega, fervente, vindo do banho e deita-se. Eu, encolhida e enregelada, nem com o nariz de fora.
- Tens que aprender que comigo não te deitas vestida.
- Tens que aprender que se me mandas à frente para aquecer a cama sozinha tens que levar com o meu pijama polar.
Chama-me praticamente velha. Detesto. Sou a tipa que gosta de andar nua em casa. Que quando sai do banho leva com um Olha os vizinhos porque me passeio pela casa em pelota. Rai's ta partam, Pedro. Manda lá o sol!!!!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

"Se eu fosse rica, perdia-me aqui a comprar coisas"

Pragmático, alguém me contrapõe:
- Se fosses rica, não compravas coisas no IKEA. Contratavas uma decoradora XPTO que te ia comprar os móveis às melhores lojas.


Vou pensar sempre como uma pobre?

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Nymphomaniac - maiores de 18 e alerta spoiler

Vi o volume I e o II. Fiz questão. E no cinema, para ser em grande. O que vi?

Vi uma tipa que se intitulava de ninfomaníaca e não adicta do sexo. 
Vi pilas. Vi pilas pequenas, pilas grandes, pilas enormes, pilas murchas, pilas tesas, pilas brancas, pilas negras. Vi blowjobs (broche é feio, não é?), vi minetes (ui, sim, tão melhor que broche), vi muito mato por aparar, muito pêlo devia haver naqueles dentes. Vi mamilos de um tamanho descomunal, muito pouco apelativos sexualmente. Ficaram-me gravados. Vi muitos lábios vaginais. Vi bons primeiros planos, zooms valentes. Vi a descontracção com que se deve encarar o sexo e a partilha dos corpos. Vi também mais do que a adoração do sexo, vi o que se chamaria de perversão. Vi rabos vermelhos e a sangrar. Vi mamas, mamas, mamas. Mas mais pilas. Muitas pilas. Muitas muitas pilas. Variadas. Li a palavra cona menos vezes do que imaginei mas adorei cada cunt com sotaque. Fill all my holes deve ter sido a expressão mais repetida. Vi que 3 + 5 deve ter algum significado especial, quiçá traumático, na vida do Lars que me posso pôr a descobrir. Vi a mítica acção do cospe para a mão ou para a pila que já se tinha sagrado risível para mim no Brokeback ou no 8 Mile. Não, meus filhos, não discuto os pornográficos aqui. Portanto, cospe e siga para bingo. 
Ri-me. Ri-me bem em determinados momentos. Saíram dali frases que pretendo usar para a vida. E ensinamentos preciosos. Conhecem o pato silencioso? Ou o grasnante? Vi lubrificação feminina, vi sémen. Ou o que se pretendia ser. Vi o Shia como não imaginava ver. Não é a questão do nu. É a questão da profundidade. Fez o Transformers, por amor de Deus. O Skarsgärd? Destino previsível no final. Actor perfeito no seu papel. Nada que me surpreendesse depois do primeiro filme da trilogia Milénio.
Vi a personalização da ninfomania, vi uma mulher que não se considera viciada em sexo, mas ninfomaníaca. Que adora a sua cunt e os seus impulsos sexuais. Que pina 10 vezes por dia com 10 homens diferentes. Que tem feridas na vagina tais os maus tratos na ânsia de atingir o prazer. Vi o desespero e frustração de não se atingir um orgasmo. Vi a incapacidade física de se saciar alguém assim. Vi a necessidade quase vital de pinar. Vi a luta contra si própria por não querer mais pinar e render-se ao prazer. Vi várias estranhas formas de se ter um orgasmo, de ter prazer. Vi o que considero um caminho para a destruição.
Chorei. Algures pelo primeiro volume. Ponham-me um pai e uma filha em cena e eu choro. Chamem-lhe o meu trauma. E o Slater está amoroso. Mas eu choro por tudo e nada. Chorei mais no Saving Mr. Banks do que n'A rapariga que roubava livros!!
Vi cenas de lesbianismo, de sado-masoquismo, de masturbação que chamaria agressiva. Vi a Uma com uma cara irreconhecível, em mau. Vi um Dafoe com a mesma cara doentia, lipodistrófica e perversa de sempre. Acima de tudo, vi duas mulheres, a nova e a mais velha, que fizeram um papelão. Com uma descontracção que muitas não teriam.


Gostei muito da forma como o filme é apresentado, como é relatada a vida da ninfomaníaca e das metáforas que se apresentam ao iniciar cada capítulo. Não é um filme pornográfico. Nem de soft porno o chamaria. Pouco mais ou menos. Se excita o espectador? Cada um sabe de si. Há cenas de sexo explícito mas não é coisa para se sair dali a correr para ir temperar o corpo. Tem história. Não é uma pornalhada para ir ver ao cinema para aquecer para o que se segue. E tem uma boa história.


Gostei do que vi, do que me fez sentir. Não procurei nem me recordo de uma única crítica que tenha lido sobre o filme que todos esperavam. O tal tão logo que foi dividido em duas partes. O tal que só está em dois cinemas em Lisboa. O tal que pretendo, indubitavelmente, rever. Principalmente se pretender lavar as vistas com pilas. Pilas, pilas, pilas, só pilas!

5 estrelas.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Para mais tarde recordar

É naquele dia em que tenho que ir tirar fotografias que acordo com duas covas bem negras e bem marcadas debaixo dos olhos.