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sábado, 3 de janeiro de 2015

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Moda


Um moço de t-shirt por dentro das calças de ganga.

Apenas a unha do polegar pintada.

Sandálias-socas dois números acima para chinelar pela cidade.

Cuecas com elástico tigresa.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Noves fora nada

Sendo que já vacinei mais de uma dúzia de pessoas a quem tive que ver o soutien de velha, o par de cornos de velho e a pele suja suja suja e que ganhei hoje, apesar da recusa, para mim, pelo trabalho, gorja, 16€ pela administração de duas vacinas, se eu me fosse a contas, quanto já podia ter botado ao meu bolso?

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

sábado, 21 de junho de 2014

Tanto e tão pouco

Estou aqui, perdida da vida, ainda a pensar no pele com pele súbito, inusitado, erótico e carregado de luxúria que se deu ontem na sala, de janela aberta, para os vizinhos começarem o fim‑de‑semana em bom.


Estou aqui, perdida da vida, ainda a pensar que quem acerta 4 números, podia era ter acertado os 7 e partilhado os quase 25 com o outro camarada português.



quinta-feira, 12 de junho de 2014

A tragédia. O drama. O horror.

Bebo muita água. 
Porque sim.
Porque tenho fome e não tenho tempo para comer.
Porque tenho sede.
Porque sinto os lábios secos.
Porque sinto azia.
Porque quero fazer tempo para não atender X.
Bebo água bastante. 


Mas depois visto um jumpsuit. E para ir despejar a água é tira a bata, com muito esforço porque os braços doem do ginásio e de passar 3h a ferro, é tira as alças da fatiota com o mesmo esforço, é tira o alfinete que impede as aves raras de verem a cor do soutien no decote, é chega tudo para baixo, cuecão da vovó incluso, e fica nuinha para fazer um piqueno chichi. 

Não bebo mais água hoje.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Pénis. Pila. E restantes sinónimos.

Sendo leitora assídua do Shiuuuu, sinto-me constrangida em perguntar-vos se, quando tinham 23 anos, já tinham visto pessoalmente, ao vivo e a cores, os órgãos genitais do sexo oposto.

Contudo, imaginando que não tinham problemas do foro social e familiar, etc., etc., vou assumir que sim. Pelo menos, na televisão, vá. Assumo, portanto, que as gajas sabiam o que era uma pila, uma glande e o aspecto normal da coisa.

Porque o desconhecido pode ser um mistério mas o conhecido e estudado é uma aventura e é por isso que gosto de trabalhar com o público, acredito que ver pilas num contexto profissional não é descabido, não é novidade, não é o fim do mundo.

Panhonhita aproxima-se, uma querida, fala-me de um utente que revela preocupação porque tem um inchaço na pila, que associa a relações sexuais. Tenho a sincera convicção que, assim que ela percebeu do que se falava, bloqueou. Não perguntou se doía, se estava negro, se tinha comichão, se ardia, se sentia algum desconforto, se durante a pinada tinha havido algum tipo de traumatismo, se tinha algum tipo de corrimento. Zero. E depois disse-me, algo aflita e trémula, Ele quer mostrar-me uma foto!!!



Já me imagino de luvas a examinar a situação. Serei só eu a preferir ver pilas, nomeadamente de um tipo novo, barba rala e cabelo comprido, a ver vajaijas de velhotas ou rabos de gordos? Só me sai o trabalho difícil!

5 minutos

Acordei com o telemóvel do homem. Dou-lhe o amigável pontapé do costume para ele calar o bicho. Snooze. Volta a tocar em 9 minutos. Novo pontapé ou chapa no ombro. Snooze. Volta a tocar. Era o que bem faltava. Desliguei-o. O meu tocava dentro de 20 minutos. Nem foi preciso. O acordar deu-se com o despertador a vibrar veementemente com tanta chegada de emails.

Admito. Perdi 5 a 10 minutos a ver o mail, a responder a comentários e a pensar que esta blogolândia acorda muito cedo. 

Despachar. Vestida, maquilhada, cheirosa. Hora de preparar o pequeno almoço e os lanches do dia. Nunca abro o iogurte líquido senão estando já sentada a enfardar. Hoje apeteceu-me ser diferente. Prato numa mão. Iogurte líquido e caixa com fruta, um queijo tipo vaca que ri e outra caixa com cereais noutra. Quis pôr o lanche ao pé da mala para não me esquecer. Oh amigos... Suspiro. Iogurte no chão. Iogurte no baú onde estava a mala. Iogurte dentro da mala. Iogurte nas toalhas do ginásio. Iogurte na caixa da fruta. Iogurte no chapéu de chuva. Iogurte na mala do ginásio. Iogurte na parede. Suspiro. Muda de mala, muda de toalhas, limpa chão, parede, caixas de comida. Vou ver e sobra um dedo mindinho de iogurte. 

Como tipo Monstro das Bolachas. Atrasada. O homem atrasado. Que nem deu pelo banho de iogurte. Comer tipo louca, lavar os dentes durante nem tanto tempo quanto os dentistas recomendam, calçar, pegar nos tarecos, o chapéu de chuva que se lixe que não está a chover. O homem à espera. 

Fora do palácio, as in já na rua, o mundo está estranho. Ah, há sol. Não é isso. Está desfocado. Deixei os óculos em casa. Daqui a 12h recupero-os. Suspiro.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

E ela disse-me

- Ali corrias de certeza. Toda a gente corre. 
Às 5h da manhã, às 3 da tarde, às 9h da noite.


Correr? Eu?

terça-feira, 20 de maio de 2014

Estive à conversa com a nutricionista do tasco

Uma laranja por copo de sumo. O resto deve ser água.
Uvas, está quieta.
Duas laranjas, dois limões, uma lima, água bastante e hortelã. É passar o dia na wc.
Lácteos ao pequeno antes da malhação? Meu rico queijinho. Meu rico iogurte.
Proteína bastante. Hidratos ao almoço.
Muito RPM nas perninhas. 
Couve flor, brócolos, feijão verde com moderação.
Alambazar nos espinafres, agriões, alface e rúcula.
Chiclate? Nos sonhos.


Que tristeza de vida.
(Um Mac ao jantar é que era. Com refrigerante bem açucarado, batatas a escorrer molhos, uma tarte de maçã e umas colheradas de gelado com pepitas de chiclate.)

terça-feira, 13 de maio de 2014

A barbuda

Eu não ia falar sobre isto. Não ia mesmo. O assunto já foi falado em todo o lado. Se vi? Vi. Ponto.


Mas então, estava eu no trabalho. Uma colega a atender uma senhora, as restantes colegas no almoço, eu livre. Aparece uma pessoa para ser atendida. Compra já nem sei o quê. À saída, como quem não quer a coisa, diz que, já agora, queria informações sobre uma prateleira em específico. Suplementos alimentares para estímulo da libido. A senhora, forte, entroncada, bem constituída, diz que o namorado se queixa que ela parece morta já faz 8 meses. Que é diabética, que faz medicação oral e insulina, que tem sempre os pés muito inchados, que lhe falaram em várias coisas mas que ela tem medo de experimentar. Mas que realmente não tem vontade. Não quer. No pasa nada. E tem 60 anos, a caminho dos 61, não está morta! Enquanto isto, aponta para o expositor, tira dúvidas, insiste em determinado tipo de suplementos. Até me tinham recomendado Viagra mas tenho medo. Trato-a no feminino, percebo que direcciona as dúvidas para a utilização no sexo masculino e, intimidada, finalmente sussurra Sou um travesti. Claramente a mostrar-se mulher, unhas compridas de gel nas mãos, verniz vermelho nas unhas dos pés, maquilhada, cabelo comprido, valente par de mamas. Com pilinha ou pipi, i don't care. E a dica do Viagra era bem suficiente. Ainda assim, assumiu. Pediu-me desculpas e desculpas e desculpas, que não tinha facilidade em falar daquilo, do estar morta no sexo e de ser um travesti, que as pessoas não sabiam lidar com aquilo, com tudo, que já tinha falado com a médica e que a resposta tinha sido Quando encontrar parceiro fixo, logo ressuscita. E vai daí, da vida envergonhada e sussurrada que sempre levou ao badalado novo hit Rise like a phenix, clara metáfora da vida de quem passa por isto, foi um pulinho. Viu o sururu qui foi? Todos odeiam a gentxi. E a Conchita cantou tão bem, mi arrepiou toda. Líndá. Por quê tanto sururu? 



Atenção, sou a primeira a gozar. A brincar. Com tudo. Com travestidos bonecas popozudas com vozeirão de homem que se chamam Ruberlindo, com gays cheios de tiques, com velhos sem dentes, com homens de fato mas com hálito a alho e tabaco, com polimedicados de psiquiatra com olhar de burro a olhar para o palácio, com boazudas bem apresentadas mas com sotaque mitra, com californianas ordinárias, com unhas de gel cheias de flores e prateados, com amigas que querem Bimbys, com colegas que estimo mas que me fazem rir com o sotaque, com o homem e a sua posição à patrão quando dorme, com o JJ nas suas conferências de imprensa. Sou uma piquena que, em apanhando o pormenor da pessoa, não páro. Passo as noites a imitar uma tipa que cantava I kill that bitch com um prognatismo muito muito marcado. Gosto de brincar mas tenho um coração d'oiro. E sou chorona que dói. Era ver-me a passear na Baixa, quando pequena, de olhos rasos de água porque não podia ajudar todos os pedintes sujos e doentes que habitavam à porta das igrejas

Brinco. Brinco muito. Mas jamais ao ponto de humilhar, de estraçalhar vidas, momentos e personalidades.


Hmm? Por quê tanto sururu?
Viram-me aquele cabelo viçoso e aquela maquilhagem? Tomara eu.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

#healthylife

Depois dos gelados, dos caracóis acompanhados de refrigerantes, dos caramelos de fruta, acabou-se o fim‑de‑semana. 

Assim, chegaram as cerejas, os maracujás, as bananas, as laranjas para sumo, as tangerinas, os kiwis, os preventivos de infecções urinárias (mas prefiro as framboesas e amoras aos mirtilos), os iogurtes magros, o café sem açúcar (e eu não gosto de café!), as sementes goji (chegarei às chia e de papoila até me sentir uma papagaia, passo sem a linhaça), o muesli, as cenouras, os tomates-cherry, a alface, a couve para caldo verde sem batata mas com chórice, a batata doce, o queijo light, o peito de peru e de frango, a carninha para grelhar, o chá frio sem açúcar para se ir bebendo...

Sim, muita fruta. Diacho, já sabemos como resolver isso. 
O que veio mais connosco? Chocapic. Ah e tal, também são cereais!

sábado, 10 de maio de 2014

Aos 10 de Maio de 2014

Enjoada que estava ou esganada de fome que estava, que não consegui distinguir bem, dei por mim a pensar.

Ponto primeiro - Esqueci-me de tomar a pírula ontem.
Ponto segundo - Se tenho o azar de emprenhar e de ser uma grávida que vomita 3 vezes ao dia nos três primeiros meses e tendo em conta que detesto mas detesto vomitar, vou ser daquelas que olha para o respectivo, com vomitado a escorrer pelas beiças e olhos raiados de raiva, e lhe diz aos berros A culpa é toda tua, desgraçado.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Figurinhas

Pensem nas noivas. É vê-las a pegar no tule, no saiote, nas 7 saias e afins quando querem descer umas escadas. A Cinderela também serve.

Pensem na Chatinha. É vê-la a descer umas escadas apressadota, a segurar cada perna das calças porque, pela segunda vez, o cinto não foi para o saco de desporto.


Porra. Sempre quis dizer "saco de desporto". Sa-co de des-por-to. Saco de desporto. Qualquer dia, digo fit, top e escrevo #healthyfood. Estou maravilhada comigo. 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Instagram, insultos e coisas que tal

Tenho Instagram há coisa de 6 meses. Eu, a Chata. A Autora não está para essas coisas. A bem dizer, a Chata idem. Pronto, tenho perfil. Só isso. Não tenho vida para o meu blogue, o da Sócia Pseudo e ainda o FB. Trabalho. Vivo. Sem ser para isto. Para os outros.

Aqui há atrasado, como nem sei, descobrem-me. Seguem-me. Volta não volta, vejo este e aquela. Sigo. "Gosto" quando o rei faz anos. 

Sossegada da vida que estava, apita o telecoisinho hoje. Já nem me lembro com que toque, tal o inédito. Foto enviada por alguém, para mim, pelo Instagram. Loucura. Fui ver.
Podem começar a insultar a seguidora, sff.

terça-feira, 18 de março de 2014

Vinho do Porto

No meu nono ano, no auge dos meus lindos 14 anos, aqueles que eu achava serem a data perfeita para ter um namorado e dar uns beijinhos, tive um crush por um colega de escola. Mais velho. 2 anos. Andávamos no mesmo ginásio, fora das aulas. Estávamos juntos até ao fim do dia. A saber, era uma paixoneta platónica, mal nos falávamos mas eu ia com a cara dele. E ele até olhava para mim. Até gostava de assistir às minhas aulas de grupo. Enfim, nunca deu em nada. Por quê? Porque o desgraçado tinha namorada. Ou andava enrabichado por uma tipa. Ou andavam aos arrufos. O bastante para eu ficar a detestar a pequena. Arranjei-lhe uma alcunha que ainda hoje utilizo quando pretendo falar da minha cor de pele no Inverno. Amarela deslavada. Eu tratava-a por amarela deslavada. Porque ela era realmente amarelada, com ares de indiana, e deslavada. Sem sal. Sensaborona. Poucochinha.


Há bocado, entra-me pela farmácia dentro. Tailleur, baton vermelho, olhos com lápis e máscara, unhas de gel vermelhas e um colar tcharan dourado.
Continuo a não ir com a cara dela...


segunda-feira, 3 de março de 2014

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

É agora que vou ser mãe

Apareceu-me na mão, caída do céu, uma caixa de genérico de uma pílula que fica baratinha, baratinha com receita, que tem menos estrogénios do que a minha e que tem embalagens triplas...


Vamos à experiência?

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Homens!!

Ontem cheguei a casa 3h depois de ter saído do trabalho. Coisas da vida, coisas a fazer. Quando vi a casa, sorri. Às vezes, depois de um dia de trabalho, de dores nas pernas, de sono, de molha, uma pessoa quer é sofá. 

Ao chegar ao prédio, olho para cima e vejo o homem à janela, à minha procura, quiçá assustado com a demora, quiçá a ver se não tinham raptado a sua fada do lar slash escrava sexual. Sorrio, abano o chapéu de chuva, sigo caminho para a entrada do prédio. Subo, abro a porta, descalço-me (mandamento número 1), atiro com um saco para o chão e com a mala para um puxador de porta. Ali estava ele, esparramado no sofá, tronco nu, toalha enrolada na cintura. Beijinhos e olés e diz-me ele:
- Se achas que o lavatório está entupido, vai ali à wc.
Estremeci. A merda da cal/Bang não sei quê/desentupidor anda para ser comprado há uma semana e diariamente adiado. Comecei a tirar o casaco e fui arrumá-lo. "Ahhhh mas que bem, tem um closet para os casacos". Tirei o cachecol e fui arrumá-lo. "Ahhhh mas que bem, tem um closet para os cachecóis". Tirei os anéis e os restantes tarecos. "Ahhhh mas que bem, tem arrumação só para os tarecos." Diacho, está para moer hoje, pensei. A esta altura, já eu me tinha aproximado da casa de banho. Já tinha visto a banheira cheia até meio. Hipóteses?
1. Banheira entupida.
2. Pretensão de fingir banheira entupida e banho fervente de imersão preparado para mim.
3. Pretensão de fingir banheira entupida. Ponto.
Admito, na minha loucura, fiava-me na segunda hipótese até acender a luz e ver água turva e... pêlos slash cabelos. Portanto, já eu estava a suspirar pelo meu banho e a ouvi-lo dizer E agora? Nem acabei de tomar banho quando vi que a água não descia. Tens que tomar banho rápido, só tens meia banheira para encher e depois tiramos baldes para a retrete.


Aiiiiiiiii.
(Banho esterilizador, retemperador, purgante e etc.!!!)



Calma, numa calma que geralmente não me assiste, despi-me, fiquei de cuecas, soutien e blusa e disse Eu trato disto. (Uga buga!) Ele olhou para mim, acho que me bateu no rabo, meti-me na água turva, pronta para lutar contra os canos. Claro que bastou aproximar-me do ralo para ver que estava propositadamente tapado e retirar a tampa para ver a água a descer e os pêlos slash cabelos a ficarem nas paredes da banheira. Claro que nesta altura ele já estava a rir e eu a olhar para ele Really? com aquele ar Não posso confiar em ti ou Achas mesmo que acredito assim tanto em ti que acreditava que tivesses entupido a banheira e não me corresses a ligar?

Digo-lhe:
- E se eu tivesse feito um basqueiro? E se eu tivesse desatado a berrar contigo porque não há desentupidor, porque não o foste comprar há bocado? E se eu tivesse ido a correr ligar para o senhorio?
- Oh, eu sei que tu gostas tanto de mim que eras incapaz de me tratar mal.

Ele não me conhece!