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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Voltei do mundo dos quase-mortos

Estou a trabalhar, diacho. Consigo falar. Como razoavelmente. As gengivas lá se queixam, a zona dos ouvidos ainda faz grxxxx grxxx mas confio que os cristalinhos de penicilina estão a fazer o seu serviço com tempo.

Estou acompanhada pela colega mais velha. Estou tão boazinha que agora é assim que a identifico. Há coisas piores. Falamos sobre o meu mais recente estado. Pergunta-me Emagreceste?. Digo que as minhas calças novas me estão a cair. É, portanto, provável que sim. Dispo a bata, sigo para a balança. Sou uma gaja feliz. Que não me lembro de ver estes númbaros há muito tempo. Muuuuito tempo. 

É como lhes digo. Uma amigdalite por mês e nem sei o bem que me fazia.
Eu e ele agradecemos...

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Ainda não tenho a árvore feita

Mas já experimentei o chão.
Manta fofinha.
Obrigada, gente.


Escorrega.
Mas consigo ser feliz tão na mesma...

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

De um modo geral, sou uma pessoa simpática e sorridente

Claro que dura até me pisarem os calos. Nessa altura, o sorriso fecha e o alvo passa a ser ignorado. Ou passa simplesmente a ser ignorado tendo eu que continuar a sorrir porque a sociedade assim o impõe.

Explico. Aqui há anos, recentemente saída do antigo emprego e já no actual, fui a uma formação onde encontrei os antigos colegas de equipa. Em peso. Convidadíssimos pelo delegado de informação médica que os visitava. Parece que a amizade se estreitou já que passei a ver esse senhor, bem apessoado, fatinho, moreno de cabelo grisalho, e olhos claros, quarentão, como entidade muito presente nas fotos do FB dos gajos do antigo tasco. Informei-me. Era passeios de vela, era jantares com as estagiárias, era saídas para o Urban, Lux e afins. Perfil: falinhas-mansas papa-tudo.

Quem me aparece à frente, quem me aparece numa das raras e inéditas ocasiões em que sou eu a receber e a reunir com delegados? Olaré.

Aconteceu há coisa de 3 semanas. Desde então é telefonar 2 vezes por semana para falar comigo e estabelecer a desejada parceria. Nisto, visita o tasco uma colega farmacêutica ainda de outro estaminé. Ele calha em conversa. "Por amor de deus, não se metam nisso que ele não desgruda. Sou casada, ele sabe o meu telemóvel pessoal e liga e envia mensagens a convidar para jantares..."

Segunda-feira. O telefone toca, dizem-me que é ele. Farta, digo para dizerem que não estou, fui laurear a pevide à rua.

Terça-feira. Volto do almoço. Coleguinha fofo: sabes quem telefonou? Pediu para retribuíres a chamada.
Nunca sei se este homem está a gozar ou não. Não retribuí!

Ainda Terça-feira. Telefone toca. Chefa atende. Quem se apresenta ao telefone não se identifica e pede só para falar com a Dra. Chata. Atendo.
- Então, Dra., quando nos encontramos para comemorar com espumante a nossa nova parceria?
E pronto, nestas alturas, pelo menos ao telefone, é ignorar e passar por cima da questão transparecendo um sorriso amarelo e falso.

O telefone é desligado, todos me gozam e eu informo: quem quiser falar comigo, tem que se identificar. Se for ele, não estou e não volto. Se aparecer, fui ao supermercado comprar papel higiénico que ando rota da tripa. Se quiser esperar, é dizer que está perto da minha hora de saída e que o namorado negão lutador de boxe já está lá fora à espera. Está feito.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

15 minutos para fechar

Oferecidas. 
"Lá das minhas terras. Veja lá que lembro-me sempre de si."

Juro que procurei pelo telemóvel no bolso para mandar uma 
mensagem rápida à colega para me chamar por qualquer razão do mundo...

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Gosto tanto

Chefa chega, nem dou por ela. De repente viro-me para trás, vejo-a e ela entra logo a gozar comigo. Estou sentada a trabalhar ao computador, a mexer-me ao som da música. Mais, parece que de pernocas abertas a dar a um pé de cada vez. Isto é que é trabalho!
Chefa vai à sua vida. Volta para perto de mim. Toca-me no fio, afasta o cabelo para ver os brincos, olha para o anel, ouve as pulseiras. Sorriso na cara. Mas o que é que se passa contigo nos últimos tempos? Pisca o olho. Abre-me a bata. Ao menos a camisa está passada a ferro?



Estás chique!!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Só não ganho o milhões - continuação

Aquele fantástico momento em que está a chover como uma jovem com uma infecção urinária a fazer o seu décimo chichi, tu estás à espera que o sinal dos peões mude para verde para atravessares a rua, começa a pingar como a torneira que não te deixa dormir no prédio silencioso, tu pensas "Que merda, não me apetece abrir o chapéu, estou quase lá" mas abres, há coisas divinas, e de repente, nem 2 segundos desde que tiveste a iluminada ideia de te proteger debaixo do plástico em forma de cogumelo a fazer publicidade a um laboratório de genéricos, começa a pingar como se estivéssemos no dilúvio dos 40 dias...




Quem joga comigo?

Só não ganho o milhões.

"Becabeca, sorte ao amor, azar no jogo. Por isso é que não ganhas mais desses tais bilhetes de cinema."



Hmm hmm. Tentei ontem. Uma vez. Depois de 2 semanas sem tentar. Tunga! Já cá canta...

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Não me deixem à solta.

Eu até comprei uma saia. Uma saia! Eu não compro saias. Eu não uso saia! Quando? Ao fim de semana? Férias? É o mesmo que comprar roupa para "andar por casa". Mas comprei o raio da saia. Primeiro a cor. Depois o corte. Depois o cair. Depois a blusa que experimentei com ela. Depois imaginar o salto alto que tenho por estrear. E a oportunidade para a usar.


A saia veio comigo. E a blusa. E acessórios.


Não me deixem ir às compras outra vez. Obrigada.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Gaja convencida

É-o porque:

Usa decote para mostrar o vale;
Usa decote à barco para mostrar o colo;
Usa decote em v para fazer sobressair as mamas;
Usa decote com ombro descaído para mostrar a sensualidade;
Usa gola alta porque aumenta as mamas.
Usa gola redonda para disfarçar os melões.
Usa calças justas para mostrar o rabo.
Usa calças largas para não mostrar o boa que é.
Usa mini-saia porque tem um pernão.
Usa saia comprida porque lhe estiliza a figuraça.
Usa saltos para dar nas vistas.
Usa rasos para dar a ideia que quer passar despercebida.
Usa roupa interior badalhoca porque nunca se sabe.
Usa roupa interior de algodão para se mostrar desentendida.


Fodei-vos todos. 
Vou andar nua, queres ver?

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Almoço em hora de ponta

Qual o problema de almoçar num restaurante em hora de ponta?
Muitos homens.

Qual o problema de haver muitos homens?
Um decote pronunciado.


No meio de tanta gente, quem sou eu?
A tipa que revira os olhos com cara de má porque não tem paciência para gajos com baba a escorrer pelos queixos.

Ah, invejem lá esta gaja com sorte!

Outubro, chuva, não há como lavar os olhos na praia.
Outubro, chuva, mania que está frio, mangas compridas.
Outubro, vacinas da gripe, na parte superior do bracinho, músculo deltóide.
Chata administra vacinas.

Outubro, vacinas da gripe e Chata a administrá-las, em gabinete fechado, a homens que trazem manga comprida e têm de a despir. Miau.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Imaginemos que isto é uma aula e eu sou a típica prof de inglês, cavalona, loira, cabelo apanhado e óicalo de massa

Se assim fosse, no início deste ano lectivo e tendo em conta que os gestores das escolas apoiam a continuidade dos professores com turmas que leccionaram no passado, esta seria a altura em que pediria ao novos alunos para se apresentarem.


"Olá, eu sou a P, venho de Lisboa e vim aqui parar porque mais ninguém me quis."


Ora, não sou professora apesar de adorar ensinar, vocês não são alunos e isto não é uma sala de aula. Há, contudo, assistência nova no pedaço. O número de seguidores esta semana cresce de um a dois por dia. Os outros sei porque me seguem. Já tive momentos áureos de palhaça, de bêbeda, de sexual. Agora, assumo a vertente menos Chata, pontualmente pouco Autora e mais séria. Até ver.


Pertantes, caloirada, apresentem-se aqui à gente e digam ao e porque vêm, sim?



Habemus FB ali ao lado também, bale?

Quase quase na hora de entrada no tasco

Saio do café, vou ao multibanco.

Aparece-me um tipo por trás: é um assalto, é um assalto, o dinheiro ou a vida. Depois de ter assistido ontem a um assalto à séria, estou por tudo. Contudo, claro que olhei para ele com o ar mais fétido que tenho. Voz inconfundível de utente chato.


Atravesso a rua, tenho o escritor parado à minha espera com o seu sorriso impecável, pronto a galantear-me.


Entro no tasco e está o meu assaltante a rir às gargalhadas ao balcão com os colegas.


Agora oiço o choradinho da Kelly Clarkson na Comercial e penso que a vida não me corre assim tão mal..

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Hora de almoço - continuação

O raio do homem há-de ter estacionado por perto. Vive aqui.

Esta gaja está sempre agarrada ao telemóvel. Smartphones são viciantes. Tanta coisa para fazer, ver. Agora até livros leio aqui.

Enfim, tenho o azar de desviar a cabeça loira e de ver o homem. Óculo da moda. Olá, boa tarde, tudo bem? E continuo a olhar para o telemóvel. É sempre uma desculpa fantástica. Mas ele não desiste.
- Dra., sempre aqui a estas horas tardias.
- (...)
- Mas vem toda gira. Vem com o ar saudável lá da nossa terra. Daquela zona.
- (...mentira mas isso não interessa nada...)
- Gosto muito de andar por lá. Aquela marginal ficou muito boa. E de andar de bicicleta. Há pouco tempo, fiz a costa toda, devagar, para ver se a via, se via deusas, nunca tenho essa sorte.



Hmmm? Aprenderam a galantear? Acham que a cartolina chega ou preciso de uma burka?

Hora de almoço

Está vento mas continuo resistente na minha esplanada. Minha mesmo. Sozinha.

Passa uma. Olá, princesa.
Passa outra. A que me gabou as unhas ontem.
Vem a empregada que me deu o livro. Sabe já tinha perguntado por si!!
Passa o casal de velhos. Olha, vem feita amendoim torrado.
Oiço buzinar uma vez. Oiço buzinar duas. Mais insistentemente. Levanto a cabeça e tento perceber de onde vem o som. O meu super fã, o caro escritor, ao volante do seu bólide, a acenar-me todo contente com o seu óculo de sol da moda.

Gosto muito de todos, salvo o último. Melhor só com a velha a quem apalpo a perna e que, volta e meia, se senta comigo. De qualquer forma, em vez de um colar fashion ao pescoço, vou passar a trazer uma cartolina a dizer: gaja boa interdita a pessoas alheias à minha vida pessoal, hora de almoço sagrada. Ainda que seja para me lamberem o ego!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Feliz ou infelizmente, comigo é assim

Há música? Eu danço!
Vem do rádio, do mp3, do toque do telemóvel? Eu danço.


Mas pior. Mais do que dançar, adoro cantar. Canto tudo. Até a Ana Moura e a saudade de ter saudade. Isto significa que se passa Bon Jovi, eu canto. Tina Turner, eu canto. Britney Spears, eu canto. Evanescence, eu canto. Spice Girls, eu canto. Foreigner, eu canto. Scorpions, eu canto. João Pedro Pais, eu canto!


Não tenho botão  de desligar. E é por isso que, depois de terminada a reunião com um delegado de informação médica, a minha chefa me diz a gargalhar que o homenzinho se riu muito com algumas das minhas tiradas...

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Inteligência é

Uma tipa sair de casa no seu vestidinho preto e sexy metida numas havaianas pretas deslavadas, andar os seus 10 minutos a pé, apanhar o mesmo metro que eu e de repente mostrar-se já ao meu lado, da minha altura, enfiada em sandalocas com salto de 5cm para cima que trocou na carruagem ao chegar à estação onde fica o seu local de trabalho.


É por isso que não sou uma tipa da moda. Não tenho inteligência, ou paciência, para pensar nestas coisas.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O meu adorável colega

Tu hoje... Tu hoje, pá. Que visão.




(Voltemos às cenas de gaja. Top com 5 anos, não usado há uns 2. Reciclagem é boa e eu gosto.)