segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Noves fora nada, mais vale a técnica da chave no fogão

Estava agarrada ao espaço que ficou do dente depois da retirada dos pontos. Estava com pontadas dilacerantes depois da instilação da cloro-hexidina para me desinfectarem o buraco. Perguntaram-me se estava a chorar. Falei do dente. Diz que já viram dores de subir pelas paredes por causa de um siso, ao ponto de o próprio o querer arrancar com uma chave levada ao lume para esterilizar.

Faço contas à vida. Uma caixa de ibuprofeno, um colutório, um frasco de gotas para o ouvido porque fiz otite, um antibiótico, mais uma caixa de antiinflamatório, outra de cortisona, um gel pós-operatório, a consulta de extracção, o número de vezes que abri o congelador para tirar o gelo, dois dias de trabalho, o feitio da merda, a consulta que terei que marcar para gastro porque ando a drogas há 3 semanas e só metade da boca mastiga os alimentos que engulo em pedaços gigantes, o número de vezes que não peguei em vinho, a consulta para limpeza dos dentes que a cloro-hexidina do gel e do colutório deixou-me manchas como se fosse fumadora compulsiva, a pílula que estou a tomar e que, bem, logo me passaram o antibiótico que mais interage com ela,...


Se me tivessem dito a da chave mai cedo!!

8 comentários:

Debitem lá essas chatices...