segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O conforto da nossa cama

A minha é grande. Enorme. Confortável. Conhece-me as manias e as curvas. Tenho dias em que me levanto a sonhar com a hora em que para lá volto. 

Passei duas noites longe dela e numa totalmente desconhecida. Pudesse e fazia de viajar a minha vida. Fui para fora cá dentro. Diz que ia estar frio mas dei por mim a pensar ficar semi-despida porque já tinha pouca roupa para tirar. Fui passear. A pé. Pisei lama, terra batida, alcatrão, pedras, musgo, relva, água. E repeti no dia seguinte. O que significa que cheguei à cama semi morta. Dormi razoavelmente. A tender para o mau. Estranhei o quarto e a cama.


Ontem à noite, deitada, já depois de ter chegado a Lisboa há mais de meia dúzia de horas, e enquanto pensava que estou n'O Palácio há um ano, senti que realmente estava em casa. Na cama. 

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