
A Sarah ama correr. A Sarah corre. A Sarah corre porque gosta. Correr. A Sarah quer é correr. E podia ser só isto.
Mas a Sarah não tem perspectivas de futuro. É vazia de conteúdo. Gosta de correr. Corre para se escapar da relação ambígua com a mãe. Corre para sair de casa e viver à sua conta. Casa para correr. Corre para fugir ao marido. Não é voluntariamente divertida mas sabe sê-lo. Não sorri muito. Não é muito feminina. Não fala muito. Corre para fugir à sua amiga cantora. Corre para não pensar nos planos de infância - encontrar emprego, casar e ter filhos. Corre porque sexo com o marido não é para ela e dá-se conta disso depois da primeira e única relação sexual, na manhã seguinte. Corre porque a vida dela é correr ainda que o coração lhe possa querer trocar as voltas.
A Sarah corre porque não sabe lidar com a sua sexualidade. Desengane-se quem quer ver a vida de uma atleta. A corrida é a forma de psicanálise mais barata que a Sarah tem para lidar com a sua homossexualidade implícita. O filme é sobre a corrida. Uma forma de catarse como tantas outras.
Humm...
ResponderEliminarEstou a ver que andas a por os filmezinhos em dia...
Aproveita..
Sempre que posso =)
Eliminar(Hei-de chegar ao fim da semana a suspirar pela cama)
Interessante!! anotado
ResponderEliminarVê-se. Mas ficas com a sensação de não saber muito bem o que estiveste a ver ou qual o objectivo...
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