O mundo sorria lá fora. Céu azul, vida a correr bem, planos de fins de semana, sol, mimos recentes de cadela mai linda, segunda-feira já com café, pouco trabalho...
E depois chamam-me para atender uma senhora. Acabo por levá-la para um gabinete mais privado. Fala-me da sua leucemia. Desata a chorar. Diz que não quer morrer. Tem um neto com dois anos e não o quer deixar sem avó. A mãe morreu-lhe com cancro com 40 anos. Continua a chorar. A soluçar. Sai-me do gabinete com os olhos azuis raiados de vermelho.
O meu céu já não está tão azul.
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Debitem lá essas chatices...