E lá estava eu a coçar a micose, a aguardar que entrasse alguém no tasco que me desse o que fazer quando vejo uma figurinha esbelta a vir ter comigo. Era uma figurinha por mim muito apreciada que teve direito aos beijinhos da praxe e ao abraço gostoso que se dá a quem se conta tudo. Que surpresa boa. Pois que veio saber das minhas melhoras, da minha vida, do meu futuro, das minhas decisões.
E lá estávamos em amena cavaqueira quando os nossos telemóveis tocam. Rimo-nos porque sabemos o que é, para o que é. Toques personalizados. Eu trabalho mas a figurinha pode entreter-se com o telemóvel. O meu toca, vai tocando, continua a tocar. Plim plim. Tenho vontade de dizer: aaaai, pára. A minha utente ri-se com o toque. A conversa que era a 2 passa a 4, com o habitual tough love à mistura, com muito "adoro" pelo meio porque parece que eu estava particularmente apuradinha.
A 4 ri-se da vida, corta-se na casaca, fala-se em prenhas e em tartes de maçãs. A 2 fala-se de coisas sérias, de vidas cruzadas, de medos e de aventuras. A 4 é giro. A 2 nem tanto.
Hoje pedia-se um café prolongado. Não foi possível. Novo dia virá.
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Debitem lá essas chatices...