Jantar do tasco. Equipa completa. Senhora da limpeza não conta. Sem discriminação mas ela está muito queimada no tasco em todos os sentidos.
Ponto de encontro no trabalho. Resolve-se que é para fazer troca de prendas, tipo amigo secreto com coisas escolhidas ali. Quem me havia de calhar? O coleguinha. Bem, foi uma questão rapidamente arrumada. Brincar com ele é canja!
Jantarinho não muito longe, em ambiente relativamente gourmet, acompanhado de duas sangrias, muita gargalhada, fotos e trocas de prendas. Fiz sucesso, as ofertas foram bem percebidas. Ingerido o repasto, altura de zarpar. E foi quando estávamos no carro que eu me lembrei que não passava da meia noite e que o coleguinha quase aniversariante não tinha pago nada.
Onde é que fomos parar? A um bar de strip. Docas? Bairro Alto? Não. A um bar de strip. Mas um conceituado bar de strip, de gente que, de alguma forma e de outros tempos, conhecia o colega. Portanto, fui desflorada.
Éramos 4 mulheres e um homem. Eram 20 brasileiras a escolherem alvos. Eram uns quantos empregados a quererem abastecer-nos. A primeira rodada foi ao gosto de cada um. Daí para a frente vimo-nos à frente com 2 garrafas de Moët & Chandon, travessa de fruta e aperitivos vários. Oferta. Podia falar-vos sobre o espaço, sobre as meninas, sobre os clientes, sobre os olhares comilões, sobre me dizerem que eu ainda ia sair dali rica e acompanhada e a querer despedir-me na Segunda, sobre o meu sucesso ali que, claramente, só pode ser explicado pelo ar intelectual conferido pelos óculos dado que o decote até estava compostinho, sobre ter que ir à wc acompanhada porque poderia ser interpelada pelo caminho. Vi um show de strip e realmente não compreendo o fascínio. Mesmo. Não é erótico, é vulgar. Não é sexy, é reles. As alternadeiras são todas brasileiras, falinhas mansas, olhos e ancas que rebolam, lábios que prometem. Reles. Nunca vi tanto salto alto com um mínimo de 10cm por metro quadrado.
Enfim, o bar não deixou de estar cheio e já sem mesas para os grupos que iam chegando. E sim, fui interpelada. Por uma mulher. Oii, 'cês são dumá farrrmácia? Coitada, tomou açúcar porque achava que lhe ia subir a tensão...
A todo o instante eram brindes à brasileira, eram brindes A isso, brindes a nós, brindes a rodos. Brindes feitos de uma forma muito particular. Brindes que chamaram a atenção sobre nós vezes a fio. Fiquei ao lado da minha chefa. Que fartote. Foi com ela que me ri a valer quando a jovem stripper tirou o fio quase dentário, mas em não querendo revelar a patareca, ali andou com as perninhas bem juntinhas e mamas bamboleantes.
A noite acabou por volta das 3, com fotos nas escadas do bar com o dono do pedaço, o tal que conhecia o nosso aniversariante, e com fotos cá fora, selfies, com o néon a anunciar o bar como fundo. Era pôr no FB...
Cheguei a casa, lavei as favolas, esfreguei-me de cima a baixo para tirar o bedum a tabaco, besuntei-me de creme cheiroso e fui acordar o jovem que dormitava no sofá.
- Que bafo a álcool!
Acordei Sábado a toque de despertador. Azia, dor de cabeça, tonta, garganta arranhada de tanto gritar, rir e tossir. Não foi por isso que foi um fim‑de‑semana pior.
Aliás, tirando um breve choro por dentro, fui uma pequena serigaita muito feliz.
Os bares de strip são aborrecidos.
ResponderEliminarR.
Depende da companhia.
EliminarComi e bebi à borlix e ri-me que nem uma perdida...
Só fui com gajos, grande tédio. Com excepção do dia em que vi um noivo levar uma lambada de uma stripper por ter colocado as mãos onde queria mas não devia.
EliminarR.
Para a próxima leva mulheres :p
EliminarPara a próxima, convida-me.
EliminarR.
Agora que já sou conhecida, queres é comer e beber à borlix :p
EliminarNunca. Mas não digo que não a uns copos.
EliminarR.
Combinaremos ;)
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