Sofá, sala.
Estou adormecida em cima do peito dele. Estamos tapados com uma manta. Sinto-me muito quente. O braço começa a ficar dormente. Acordo. "Vamos para a cama?", pergunta-me ele. Fui à frente. Despi-me, pensei no pijama. "Esquece, vou ter calor." Cama, quarto às escuras. Oiço-o lá fora. Apago por momentos. Chega ao quarto e acende a luz. Desperto. Apaga a luz e enfia-se na cama pelo meu lado. Beijos, abraços. Passa-me por cima. Beijos, abraços. Aninhamos. Apercebe-se que estou com muito pouca roupa. Beijos, abraços. Mais beijos e mais abraços. A coisa aquece, os beijos deixam de ser só nos lábios, as mãos passeiam, perde-se a roupa que sobra, o calor aumenta, os corpos ondulam, os lençóis são atirados para trás. De repente só me apercebo que estamos atravessados na cama e que os vizinhos continuam com razões de queixa. Mas parece que não são os únicos.
- Não fiquei a ver o resto do filme depois do intervalo para não adormecer tarde para acordar cedo e tu fazes-me isto.
Uns com tanto e outros com tão pouco. Também perdi uma parte do X Factor porque passei ali uns bons momentos de olhos fechados e não me queixei. Há prioridades!
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Debitem lá essas chatices...