Claro que dura até me pisarem os calos. Nessa altura, o sorriso fecha e o alvo passa a ser ignorado. Ou passa simplesmente a ser ignorado tendo eu que continuar a sorrir porque a sociedade assim o impõe.
Explico. Aqui há anos, recentemente saída do antigo emprego e já no actual, fui a uma formação onde encontrei os antigos colegas de equipa. Em peso. Convidadíssimos pelo delegado de informação médica que os visitava. Parece que a amizade se estreitou já que passei a ver esse senhor, bem apessoado, fatinho, moreno de cabelo grisalho, e olhos claros, quarentão, como entidade muito presente nas fotos do FB dos gajos do antigo tasco. Informei-me. Era passeios de vela, era jantares com as estagiárias, era saídas para o Urban, Lux e afins. Perfil: falinhas-mansas papa-tudo.
Quem me aparece à frente, quem me aparece numa das raras e inéditas ocasiões em que sou eu a receber e a reunir com delegados? Olaré.
Aconteceu há coisa de 3 semanas. Desde então é telefonar 2 vezes por semana para falar comigo e estabelecer a desejada parceria. Nisto, visita o tasco uma colega farmacêutica ainda de outro estaminé. Ele calha em conversa. "Por amor de deus, não se metam nisso que ele não desgruda. Sou casada, ele sabe o meu telemóvel pessoal e liga e envia mensagens a convidar para jantares..."
Segunda-feira. O telefone toca, dizem-me que é ele. Farta, digo para dizerem que não estou, fui laurear a pevide à rua.
Terça-feira. Volto do almoço. Coleguinha fofo: sabes quem telefonou? Pediu para retribuíres a chamada.
Nunca sei se este homem está a gozar ou não. Não retribuí!
Ainda Terça-feira. Telefone toca. Chefa atende. Quem se apresenta ao telefone não se identifica e pede só para falar com a Dra. Chata. Atendo.
- Então, Dra., quando nos encontramos para comemorar com espumante a nossa nova parceria?
E pronto, nestas alturas, pelo menos ao telefone, é ignorar e passar por cima da questão transparecendo um sorriso amarelo e falso.
O telefone é desligado, todos me gozam e eu informo: quem quiser falar comigo, tem que se identificar. Se for ele, não estou e não volto. Se aparecer, fui ao supermercado comprar papel higiénico que ando rota da tripa. Se quiser esperar, é dizer que está perto da minha hora de saída e que o namorado negão lutador de boxe já está lá fora à espera. Está feito.
Se fosse Lambrusco ias a correr.
ResponderEliminarPfff... Interesseira.
Não sei por quem me tomas...
EliminarBêbeda.
EliminarAlguma vez me viste nesse estado?
EliminarNão. Pertantes...
Há mulheres que adoram esse tipo de homens! Eu sou suspeito, mas defendo uma tese, que a muitas mulheres preferem homens mais tímidos e discretos.
ResponderEliminarUm beijinho
Detesto.
EliminarE não discordo totalmente da tua tese ;)
Também conheço o estilo. Fico com vontade de comprar uma caçadeira.
ResponderEliminarDepois empresta, sff.
EliminarTenho por lá uma em casa a precisar de uso...
ResponderEliminarQuero que esteja em excelente estado quando a miuda começar a aparecer com rapazes lá em casa...
Posso emprestar para não enferrujar...
Quando ligar outra vez, penso nisso.
EliminarA partir de agora, todos os contactos passam pelo teu agente. Eu. És uma pessoa muito ocupada, e não podes estar a aturar gentinha dessa.
ResponderEliminarR.
Oh querido R., o que seria de mim sem ti??
EliminarN gosto desse gênero. Colas e muito machos.
ResponderEliminarDetesto "muito machos", são sempre pichas moles que não sabem ouvir um não.
EliminarMEDO!!!!!!!
ResponderEliminarParecem aquela cola que cola cientistas ao tecto :)
Passe a redundância, claro ;)
Ainda não ligou mais. Vamos ver ;)
Eliminarpoxa, ate eu q so passei ca pra ver a bola me aborreci com o homem
ResponderEliminarem ultimo caso conselho universal da minha mae, acende uma velinha, serve pra tudo, desde homens chatos a luzes do frigorifico fundidas
Velas só se ele me visitar e bem perto do fatinho dele...
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