«Essa minha facilidade em conhecer pessoas fazia com que a minha página no FB tivesse mais de 1500 amigos, e com todos já havia falado pelo menos uma vez na vida. Claro que eu também tinha outra página no FB, mais discreta, onde estavam as pessoas com quem eu já fora para a cama ou gostava de ir. Era uma página onde eu ia sempre que tinha vontade de dar mandar uma queca. Chamava-lhe o Project Fuck. Bastava escrever "Estou com vontade. Quem quer?" Recebia automaticamente uma quantidade incrível de respostas. A parte mais complicada era a escolha.»
«Numa escola nos Estados Unidos, provavelmente com a mesma vontade de fazer novas experiências sexuais, os alunos tinham criado um código secreto: sempre que estivessem com vontade de praticar algum acto sexual colocariam uma pulseira de uma cor. A azul significava sexo oral; a vermelha, sem preservativo; a preta, com preservativo; a vermelha e preta, um 69; a rosa, lamber o rabo; e a verde, tocar apenas na parte superior do corpo.»
«O Bernardo estava novamente com uma cara de êxtase total. Eu expliquei-lhe o que tinha feito e fomos à net investigar. Para nossa surpresa, descobrimos que as pastilhas Altoids amplificam muito a sensibilidade da pila durante o sexo oral. Não conseguimos parar de rir ao sermos confrontados com a nossa descoberta acidental.»
«Naquele momento ele não conseguia, mas abriu-me as pernas e espalhou coca no clitóris e nos lábios vaginais. Esfregou-a até sentir uma sensação de adormecimento vaginal que me fez flutuar. Deixei de sentir que ela estava lá. Uma estranha sensação em que faltava uma parte do meu corpo. O pó deve ter entrado na circulação, porque muito rapidamente voltei a sentir-me cheia de energia. O Ângelo enfiou um vibrador dentro de mim e tive três orgasmos. Como podia eu voltar a foder sem coca?»
«Durante o Verão, alguém vira, lera ou tivera a ideia de começar a mandar fotografias, através dos telemóveis, de partes dos seus corpos... completamente nus. Essas fotos estavam a ser trocadas como se fossem cromos. Todos queriam ter a caderneta o mais completa possível.
Por isso, no recreio, todos os que andavam envolvidos em actividade sexual não brincavam a mais nada. Falavam uns com os outros para ver quem tinha as fotografias que lhes faltava, e ao mesmo tempo, tentavam convencer as alunas que ainda não haviam participado a fazê-lo.»
«De imediato, pareceu acordar de uma hipnose, e disse que não sabia se ia tentar, que tinha medo de voltar a tentar e que sabia que não ia conseguir ter um orgasmo e que...
- ... Mostras-me?
Franzi os olhos e olhei para ela. O que é que a Rita queria que eu lhe mostrasse?
- Se... se... eu tentar, sei que vou falhar de novo. Tenho de ver alguém a masturbar-se porque preciso perceber como se faz e que um orgasmo existe mesmo. Só depois vou conseguir.»
«Entrámos no quarto, repleto de pessoas a assistir, e deparámos com três homens nus. À frente deles estavam várias raparigas, cada uma com os lábios pintados de uma cor diferente.
Cada homem tinha um amigo que angariava raparigas para participar. Elas começaram a aproximar-se do homem da sua equipa e meteram a pila dentro das suas bocas.
O objectivo era deixarem uma marca de baton na pila. O vencedor seria o que tivesse a marca mais original.»
«Na Fuck Russian Roulete, os participantes iam para discotecas sacar rapazes ou raparigas totalmente desconhecidos. depois iam todos para a casa de um deles, ou alugavam um quarto de hotel barato, e mandavam quecas uns com os outros, sem preservativo.
O sexo não era o objectivo dessa roleta, mas sim o teste da sida.»
E estes excertos não são NADA. Há descrições de fazer corar as pedras da calçada.
Uau. Admito que é um tipo de escrita que me seduz. Nua e crua.
ResponderEliminarBoa, boa.
ResponderEliminarEu por acaso não sou muito fã desse tipo de literatura, acabo por não conseguir evitar imaginar um gordo barbudo a escrevê.lo com um sorriso lascivo (ver o Song of Ice and Fire).
S*
ResponderEliminarContinuo a dizer que isto não é nada...
Ska
O escritor aparece no site do link. Nada de gordo barbudo...
Já ouvi dizer que te arrepias com a crueldade da verdade do que o Francisco levou para as páginas, em palavras.
ResponderEliminarO Francisco é assim, consegue as melhores gargalhadas, os melhores suspiros, os melhores arrepios.
E sim, já tive a sorte de me cruzar com ele, ele é que já nem se lembra desta formiguinha...
E sim, esse livro faz-te pensar que muito se passa debaixo de um véu que tu chamas de dia-a-dia e que o que mais há são pessoas que vêem mas cegas são.
Beijinho,
izzie
ResponderEliminarEspanto-me com a veracidade do conteúdo e não com a forma como é exposto. Espanto-me por ser a história de uma miúda que tem/teve mais vida (e não exactamente da boa) que eu com somente 17 anos...
Já li esse livro e ainda me consigo espantar com as palavras que aqui escreves! O livro é bom demais para ser verdade, na minha opinião. Cheira a ficção. Mas tudo o que retrata é verdade... E isso é que me assusta! É que daqui a uns anos, posso ser eu a passar pelo mesmo com uma cria minha (que ainda não tenho...)
ResponderEliminarTed
ResponderEliminarSim, assustador. E aqui ao lado, num colégio de betos...