terça-feira, 6 de setembro de 2011

Prescrição electrónica

Falácia. 
Tal como Ah os preços dos medicamentos vão baixar. Falácia. Os preços até podem baixar mas as comparticipações vão diminuir. Espero para ver.

Bem, prescrição electrónica. Já lá vai um mês desde que foi implementada depois de ter sido adiada umas duas vezes. Ah que os programas informáticos, ah que a formação nos programas, ah que os médicos mais velhos, ah que a despesa no hardware. My ass. Que os programas que estão a ser usados, maior parte, pelo menos nos consultórios privados, são oferta das farmacêuticas. Que os pogramas são elementares, é só saber o que vai prescrever, escrever as três primeiras letras e escolher o que aparece. Ah os médicos mais velhos, tecnologias, Tico e Teco não jogam. Certo! Daí os regimes de excepção. 

Um mês depois, o que me apraz dizer? No início do mês, era ver os médicos a prescrever com datas do mês anterior. Chata não é de meias medidas e perguntava se a consulta tinha ocorrido no dia. Sim. Data de 31 de Agosto. É que nem pensam! Domingo! Fine. Receitas que mandei para trás? Umas duas, no big deal. Sendo que eram as duas do Centro de Saúde mais próximo faz-me rir. Sendo que nesse mesmo Centro de Saúde continuam a não existir computadores, faz-me rir. Sendo que todos os médicos desse Centro têm vindo a usar a "Excepção - Falência do software", continuo a rir. A técnica da data do mês de Julho termina agora. Receitas sem data já não são aceites. Agora é vê-las florescer com carimbos de excepções.

Prescrição electrónica? Falácia. Ainda se vêem muitas receitas manuais, todas com a excepção da falência ou com a inaptidão com os sistemas informáticos (atestado de burrice, já me dizia o outro). Continuam a prescrever antibióticos em receitas para medicação crónica, de validade de 6 meses bem como analgésicos. Não escrevem caixas grandes, o farmacêutico que oiça porque só vai dar a pequena.

Prescrição electrónica? My ass. Obriguem a que seja mesmo electrónica e online, please. Porque também assim se combate a fraude que por aí vai. (Cala-te boca) Que o que vejo agora são as mesmas receitas manuais com autorização de sabe-se lá quem para continuar a sê-las. E de centros de Saúde. Lovely. Resumindo, tudo na mesma com'á lesma...

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