sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Excertos #39

"Tomas tinha a mão poisada no sexo húmido da mulher e fez deslizar os dedos para o orifício anal, o sítio que preferia em todas as mulheres. O desta era extremamente protuberante, sugerindo distintivamente a ideia de que um longo tubo digestivo aí terminava numa ligeira saliência. Apalpava aquele anel firme e saudável, aquele que era o mais belo dos anéis e ao qual a medicina chamava esfíncter, quando sentiu de repente os dedos da mulher-girafa no mesmo sítio no seu traseiro. Ela repetia todos os seus gestos com a precisão de um espelho.
Embora, como já referi, Tomas tivesse tido cerca de duzentas mulheres (número que aumentara consideravelmente desde que lavava janelas) nunca lhe acontecera que uma mulher mais alta do que ele se postasse à sua frente a franzir os olhos e a apalpar-lhe o ânus. Para vencer a perturbação, empurrou-a com toda a força para cima da cama."

em A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera

6 comentários:

  1. Elá... Esse livro tá algures em casa da minha mãe... Tu estares a lê-lo seria uma boa desculpa para lhe pegar, mas depois deste excerto acho que não vou querer! Pode dar ideias à Maria, sei lá...

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  2. Ted
    Lê pá. Muito giro. E esta parte badalhoca é única. Pelo menos, estou quase quase no fim...

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  3. É das únicas sim senhor.
    Essa pérola da literatura foi-me oferecida por um amigo no aniversário do ano passado... e devo dizer que fiquei desiludida. É o problema de se criarem muitas expectativas à volta de um livro...

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  4. izzie
    Não tinha a ponta de expectativa. Será por isso que estou a gostar? Credo, satisfaço-me com pouco, é isso????

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  5. Eu não disse isso melheri...
    Eu é que devo estar a ficar difícil de satisfazer... :P

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  6. oh izzie pá
    eu já me acho exigente mas tu... olha tu é que perdes!

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Debitem lá essas chatices...