terça-feira, 27 de setembro de 2011

Ainda?

Estava eu candidamente a almoçar quando recebo uma mensagem escrita. J, lá do ex-emprego, a dizer-me que havia uma GRANDE novidade. Como posso descrever o que senti? Respondi e esperei ardentemente que ela me dissesse o que era. Cheia de rodeios, Ah nem sabes, Ah nem imaginas, Ah era para te dizer a semana passada mas estavas de férias e não queria incomodar, Ah é uma bomba. 5 mensagens nisto. Logo depois de ler a primeira, pensei que enfartava (lamento, é a convivência com os brasileiros da minha actual baiuca). Senti o coração aos pulos a bater-me ali nas costelas, a sopa a querer sair, tonturas e, se eu não estivesse sentada, garanto que tinha caído logo ali. Foi um dejà vu. Recuei no tempo um ano e pouco, altura em que outra bomba lá caiu enquanto ainda por lá passarinhava, assim a meio de um dia de trabalho, ali debaixo de um vão de escada, como se fosse uma conversa inútil, vã, que não me fosse deixar branca e sem palavras. A bomba que me levou a fugir dali o mais rápido possível, sem pensar em mais nada, que não tinha outro emprego, que não tinha razões válidas para apresentar a quem me perguntasse o por quê do despedimento. Quando li Novidade, Bomba, voltei, feita parva, a pensar Não, Não é possível, (taquicardia)Não é, Não outra vez, (taquicardia)Não sem eu saber primeiro (uma merda! que há tempos fiquei a saber que a vacarrona da empregada da limpeza soube primeiro), Não era capaz de me voltar a fazer o mesmo. Tentei manter a sopa no sítio com golinhos de água mas quanto mais olhava para o copo a tremer na minha mão mais nervosa ficava.  Não sei quanto tempo durou o pânico, duvido que mais de 5 minutos. Mas garanto que ainda sinto as minhas mãos a tremer. A puta da adrenalina. A páginas tantas, o meu pensamento foi Que seja, Que seja mesmo o que estou à espera, Que venha de lá outro(a) que mais um(a), menos um(a), paga o mesmo. 

E não era. 

Mas hoje, depois da situação já vivida há tempos atrás e que me levou a arrastar-me para um buraco e a manter-me lá meses a fio, voltei a sentir o mesmo. Aquela ansiedade dorida, aquela revolta, a incredulidade, aquela dor que jurei não mais sentir. E eu pensava estar preparada para essa notícia. E não estar assusta-me um tudo nada...

3 comentários:

  1. Depois vem-me cá dizer que ah e tal e coiso... Que eu conto-te! :p

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  2. Bem, não tendo a ver com ditos cujos mas com ex empregos e actuais empregos do inferno, devo dizer que o meu dia foi tal e qual...
    E que estou aqui, estou a tornar-me amiga intíma do Xanax ou do Prozac ou de qualquer treta ainda mais forte que os laboratórios já tenham criado.

    Beijinho,

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  3. Ted
    Ah e tal e coiso

    izzie
    Não acredito muito nesse tipo de químicos. Não resolvem os problemas da vida...

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Debitem lá essas chatices...