"Heinz chegou à hora combinada. Tirei do armário umas cuequinhas bordadas (pelas minhas próprias mãos), enfiei-as, juntamente com a carta, na bolsa do meu secador de cabelo e expedi a encomenda aérea pela janela do meu quarto. O estratagema resultou. Heinz tirou da bolsa o que lhe pertencia e meteu lá dentro a dose de heroína. Diversos vizinhos mostraram interesse pela transacção, mas o facto não parecia incomodar Heinz. Quanto a mim, estava-me totalmente nas tintas. Só pensava numa coisa: a droga.
Finalmente icei-a até à janela. Estava já a dissolvê-la na colher quando o telefone tocou. Era Heinz. Tinha havido um mal-entendido - queria umas cuecas sujas. Mas eu já tinha a heroína e estava-me a marimbar para o resto. Para que o homem me deixasse de chatear, tirei umas cuecas - as mais velhas de todas - do cesto da roupa suja e lancei-as pela janela. A coisa aterrou num arbusto. Heinz, depois de se fazer menção de se afastar, lançou-se à sua procura."
em Os Filhos da Droga
Ena pá... Tás a ler a Christiane F.?
ResponderEliminarLi esse livro nos meus tempos de liceu, aconselhado pelos meus pais. Especialmente pela minha mãe, que tinha medo da turma de mânfios em que eu estava!
Entretanto, nunca mais o li. Se calhar era um livro engraçado para ler novamente! :)
Ted
ResponderEliminarJá acabei. Só li agora, acreditas? São descrições pavorosas...